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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Papa abre sínodo da família condenando divórcio e homossexualidade

         O Papa Francisco defendeu a indissolubilidade do casamento, condenou o divórcio e reiterou que a família é composta por um homem e uma mulher ao inaugurar último domingo 4/10, no Vaticano, o segundo sínodo sobre a família. Em sua homilia, pronunciada durante a missa solene numa basílica de São Pedro abarrotada de bispos e cardeais do todo o mundo, o sumo-pontífice reconheceu que a Igreja deve defender os valores tradicionais em um “contexto social e matrimonial bastante difícil”.
Para Jorge Bergoglio, a família tradicional atravessa uma crise profunda, que afeta o conjunto da sociedade e, em particular, a Igreja, de cujas diretrizes oficiais muitos fiéis se afastaram. “A aliança entre o homem e a mulher é a resposta aos desafios do mundo atual, sendo, por sua vez, modelo da gestão sustentável da criação”, afirmou na quarta-feira o Papa durante a audiência geral no Vaticano.
Francisco, que se apresenta como um religioso aberto ao diálogo, disposto a ouvir as partes, é um conservador em assuntos doutrinários. Embora tenha reconhecido recentemente que é justo e necessário que um casal se separe quando há violência, reiterou em seus quase três anos de pontificado a condenação ao aborto, ao casamento homossexual e à eutanásia, embora com um tom menos agressivo e reivindicativo do que o de seus antecessores.
De 4 a 25 de outubro, os cerca de 400 religiosos debaterão os desafios encarados pela família católica, com base em uma pesquisa lançada pelo próprio Vaticano. A série de questionários, enviada a pedido do Papa às dioceses de todo o mundo, evidenciaram a distância entre a doutrina severa da Igreja e a prática dos fiéis. O primeiro sínodo ou assembleia de bispos sobre a família, celebrado há um ano, revelou as profundas tensões e divergências que reinam dentro da Igreja católica.
Um dos principais conflitos que os bispos devem enfrentar diz respeito aos divorciados que voltam a se casar. A Igreja considera o casamento é indissolúvel e não reconhece o divórcio civil, razão pela qual não permite que os católicos recebam a comunhão no segundo casamento. No início de setembro, o Papa simplificou o procedimento para a anulação do casamento, mas não modificou os motivos que justificam as anulações, assunto que será abordado durante o sínodo.
Um abaixo-assinado lançada na página Change.org, a pedido de 20 teólogos de todo o mundo, solicita ao Papa e ao Sínodo que autorizem a comunhão aos divorciados que voltam a se casar. A petição já superou as 10 mil assinaturas.
Alguns setores progressistas manifestaram suas dúvidas sobre o resultado do sínodo e temem que o Papa das reformas e da renovação acabe por decepcioná-los. “Não entendo a estratégia do Papa. Por um lado, encoraja o debate e por outro parece encerrá-lo”, comentou recentemente um vaticanista americano. Muitos temem que no decorrer deste ano tenha se constituído um núcleo duro, “dedicado mais a frear que a propor” reformas.
Neste sábado, para agravar o clima já tenso da reunião, um padre polonês assumiu sua homossexualidade e afirmou viver com um companheiro. Krysztof Olaf Charamsa foi afastado de suas funções e sua declaração, feita à imprensa italiana e polonesa um dia antes da abertura do sínodo, foi classificada pelo Vaticano como “muito grave e irresponsável”.

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