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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O macaco que espirra e o peixe que “anda”

Mais de 150 novas espécies foram descobertas no Himalaias orientais apenas nos últimos cinco anos, revelou esta semana um relatório da fundação Word Wildlife Fund for Nature (WWF). O relatório descreve espécies como um macaco de nariz empinado que espirra quando chove, um peixe que anda ou um sapo de olhos azuis. Mas a fundação WWF alerta para o risco em que se encontram as espécies descritas.
Desde 2009 que um grupo de cientistas explora os Himalaias no Nepal, no Butão, no sul do Tibete, no norte da Índia e no norte de Myanmar. O novo relatório da WWF dá conta de 133 novas espécies de animais, 26 de peixes e 10 de anfíbios, assim como um novo réptil, um novo pássaro e um novo mamífero.

O mamífero é um macaco conhecido como "Snubby" entre os cientistas, um nome carinhoso que lhe foi dado pelos cientistas que o descobriram. Porque tem um nariz muito pequeno e empinado, Snubby, que vive nas florestas de Myanmar, tem alguns problemas com a chuva - quando chove, a água entra-lhe pelo nariz exposto com muita facilidade, o que o faz espirrar. No relatório é possível ler como estes macacos escondem a cabeça entre os joelhos quando chove.
Também foi descoberto um sapo de vibrantes olhos azuis no norte da Índia, e uma centopeia nepalesa denominada "unicórnio" por ser tão rara no ocidente asiático. Descobriu-se a primeira espécie de peixe endêmica do Butão e uma víbora que "no primeiro instante parece mais joalharia cuidadosamente desenhada", lê-se no relatório. Uma das descobertas mais espantosas é a de um peixe que é capaz de "andar",o peixe, de coloração em tons de azul, respira ar e é capaz de sobreviver fora de água durante vários dias. É mesmo capaz de se deslocar através de movimentos do corpo, sobre terra úmida para chegar de uma massa de água até outra. Este peixe, o Channa andrao, vive na Índia.
O relatório da WWF alerta, porém, para o perigo em que se encontram os animais e plantas descobertos, devido a inúmeros perigos: desde as alterações climáticas à desflorestação, desde a poluição ao crescimento da população humana. Os riscos para estas espécies recém-descobertas fazem a fundação deixar um aviso: "Se não agirmos agora para proteger estes ecossistemas frágeis, há riquezas naturais incontáveis que poderíamos perder para sempre", disse Heather Sohl, porta-voz da fundação, ao jornal britânico The Guardian.

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