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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Nossa Senhora de Aparecida: A origem do feriado

        Data do início do século 18 o episódio que deu início ao culto de Nossa Senhora Aparecida. Em outubro de 1717, os pescadores Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves ficaram encarregados de garantir o almoço do governador de São Paulo e Minas Gerais, dom Pedro Miguel de Almeida Portugal, Conde de Assumar, e de sua comitiva, que visitavam a Vila de Guaratinguetá, no vale do Paraíba, a caminho de Vila Rica, atual Ouro Preto.
Após várias horas no rio Paraíba, os pescadores ainda não tinham conseguido pegar nenhum peixe, quando retiraram das águas a imagem de uma santa sem cabeça. Em seguida, lançada a rede novamente, encontraram a cabeça da imagem. A partir daí, a pescaria foi tão boa que eles encheram suas canoas e cumpriram a sua obrigação com o ilustre visitante.
Os pescadores notaram que se tratava de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, feita de terracota e escurecida pelas águas do rio, medindo 40cm de altura. A ela atribuíram o milagre da pesca farta.
O início da devoção
Durante 15 anos, Pedroso ficou com a imagem em sua casa, onde recebia as pessoas para as orações e a reza do terço. A devoção à imagem foi crescendo e muitas graças foram alcançadas pelos fieis que a visitavam. Mais tarde, a família construiu um oratório para a santa, até que - por volta de 1734 - o vigário de Guaratinguetá resolveu erguer uma capela para a imagem de aparecida, no alto do Morro dos Coqueiros.
A capela foi aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Conta-se que, nessa ocasião, um cavaleiro que passava por ali debochou dos fieis que rezavam e resolveu invadir a capela a cavalo. Porém, a pata da montaria ficou presa num degrau e ele não só não conseguiu profanar o santuário, como se tornou devoto de Nossa Senhora.
A essa altura, a imagem já era chamada de Aparecida e deu origem à cidade de mesmo nome, que se separou da cidade de Guaratinguetá. Em 1834 teve inicio a construção da chamada Basílica Velha, pois a capela já não dava vazão ao número de visitantes.
O manto e a coroa
Em oito de setembro de 1904, foi realizada a coroação da imagem de Nossa Senhora Aparecida que passou a usar, oficialmente, uma coroa ofertada pela Princesa Isabel, em 1884, bem como o manto azul-marinho. Em 1908, o santuário recebeu o título de Basílica menor.
O ano de 1928 marcou a passagem do povoado nascido ao redor do Morro dos Coqueiros a município e, um ano depois, o papa Pio 11 proclamava a santa como Rainha do Brasil e sua padroeira oficial. Com o numero cada vez maior de romeiros, em 11 de Novembro de 1955 teve início a construção de uma igreja maior, a atual Basílica Nova.
A Basílica Nova
O arquiteto Benedito Calixto de Jesus Neto (neto do célebre pintor religioso paulista) idealizou um edifício em forma de cruz grega, com 173m de comprimento por 168m de largura; as naves com 40m e a cúpula com 70m de altura, capaz de abrigar 45 mil pessoas. Os 272 mil metros quadrados de estacionamento comportam quatro mil ônibus e seis mil carros. Tudo isso para atender cerca de sete milhões de romeiros por ano e as comemorações do dia da Padroeira, que acontecem a 12 de outubro.
O templo foi consagrado pelo papa João Paulo 2o no dia 4 de julho de 1980. Quatro anos depois, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida, Santuário Nacional; o "maior Santuário Mariano do mundo". Distante 160Km da cidade de São Paulo, a cidade de Aparecida tornou-se conhecida como a "Capital Mariana da Fé".
Santa de grande devoção popular, cujo dia de comemoração é 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida está presente em diversas manifestações do folclore brasileiro, como este "ABC" em versos, recolhido pelo folclorista Luís da Câmara Cascudo, do qual transcrevemos as três estrofes iniciais. Note que a primeira delas começa com a letra A, a segunda com o B, a terceira com o C. Assim, sucessivamente as estrofes percorriam todo o alfabeto, iniciando-se a última com a letra Z:

A vós, pura e imaculada
Conceição Aparecida
Vem rezar ajoelhada
A minh'alma desvalida

Beijando-vos com fervor
O vosso manto sagrado
Confesso-vos, meu amor
Contrito e resignado

Conceição Aparecida
Neste Itaguassu formoso
Dai-me a paz apetecida

Fazei-me sempre ditoso

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