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domingo, 31 de maio de 2015

Sagrado Coração de Jesus: você conhece as quatro grandes REVELAÇÕES e a grande promessa de Nosso Senhor à Santa Margarida?
Parte II

A Segunda Grande Revelação

Foi provavelmente numa das primeiras sextas-feiras de 1674 que ocorreu a Segunda Grande Revelação, pois várias das aparições precedentes deram-se em primeiras sextas-feiras do mês, durante anos seguidos.
Nelas, Nosso Senhor ia preparando Santa Margarida Maria – que deveria ser o arauto dessa nova manifestação de misericórdia do Redentor – para apóstola e modelo da devoção ao Sagrado Coração.
Assim descreve a Santa a essa aparição, em carta ao Padre Croiset, jesuíta:
“Este Coração divino me foi apresentado como num trono de chamas, mais radiante que um sol e transparente como um cristal, com sua chaga   adorável.
Ele estava rodeado de uma coroa de espinhos, que significava as ofensas que nossos pecados Lhe faziam.
Era ainda encimado por uma cruz, que significava que, desde os primeiros instantes de Sua Encarnação… a Cruz foi aí plantada e Ele foi cheio, desde o começo, de todas as amarguras que Lhe deviam causar as humilhações, pobreza, dores e desprezos sofridos por Sua Humanidade sagrada durante o curso de Sua vida e paixão”.
“E Ele me fez ver que o ardente desejo que tinha de ser amado dos homens e de retirá-los da via da perdição em que satanás os precipita em multidão, havia-Lhe feito formar esse desígnio de manifestar Seu Coração aos homens, com todos os tesouros de amor, de misericórdia, de graça, de santificação e de salvação que continha;
A fim de que aqueles que desejassem tributar-Lhe todo o amor, a honra e a glória que estivessem em seu poder, Ele os enriquecesse com abundância e profusão destes divinos tesouros do Coração de Deus, dos quais era a fonte, o qual era preciso honrar sob a figura deste coração de carne, imagem que queria que fosse exposta, para ser honrada, Ele ali difundiria suas graças e bênçãos”.
“E que esta devoção era como um último esforço de seu amor, que desejava favorecer os homens nestes últimos séculos desta redenção amorosa, para os livrar do império de satanás, o qual ele pretendia arruinar”.
A Terceira Grande Revelação
Também não se conhece o dia exato da assim chamada Terceira Grande Revelação. Deu-se provavelmente em 1674, quando o Santíssimo Sacramento estava exposto.
Nela, Nosso Senhor pede o culto reparador, assim como a comunhão frequente, a comunhão das primeiras sextas-feiras e a Hora Santa na quinta-feira, às 11 horas da noite.
Quando Santa Margarida adorava o Santíssimo Sacramento, Jesus apareceu a ela “fulgurante de glória, com suas cinco chagas brilhando como cinco sóis”.
Comunicou-lhe até que ponto Ele havia amado os homens, dos quais não recebia senão “ingratidões e desprezos”, e mostrou à Santa a necessidade do amor reparador:
“- O que me é muito mais doloroso – disse-me Ele – do que tudo quanto sofri na Paixão, Se pelo menos retribuíssem o amor que lhes tive, estimaria pouco o que sofri por eles. Mas eles só têm friezas e recusas grosseiras em relação a todo meu empenho em lhes fazer o bem”.
Que pelo menos não fosse essa a atitude dela: “- Pelo menos, dê-me este prazer de reparar as ingratidões deles na medida de tuas possibilidades”.
Para tal, deveria ela comungar “tanto quanto a obediência lhe permitir, não importa a mortificação e a humilhação que isto te possa causar”.
É preciso lembrar que estávamos em fins do século XVII, quando não havia o hábito da comunhão frequente; o jansenismo empestava os ambientes religiosos, com sua frieza e virtual recusa do Sacramentos da Confissão e da Comunhão. (Naquela época as freiras precisavam de licença das Superioras e do Confessor para comungar).
Continuou o divino Mestre:
“- Além disso, tu comungarás todas as primeiras sextas-feiras do mês. E todas as noites de quinta-feira para sexta-feira, eu te farei sentir a mortal tristeza que quis sentir no Jardim das Oliveiras.
E para me acompanhar nesta humilde prece que então eu apresentei ao meu Pai no meio de minhas angústias, tu te levantarás às 11 horas para te prosternar uma hora comigo, com o fim de abrandar a cólera divina, pedindo misericórdia para os pecadores, e também aliviar de alguma maneira a amargura que senti com o abandono de meus apóstolos, o que me obrigou a lhes censurar por não terem podido velar uma hora comigo”.
Finalmente, Nosso Senhor lhe advertiu:
“- Escuta, minha filha, não creiais irrefletidamente em qualquer espírito e não te fieis nele, porque satanás está furioso e quer te enganar. Não faças nada sem aprovação daqueles que te conduzem”.
(Continua…)


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