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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Pais podem bater nos filhos, contanto que a dignidade seja mantida, diz papa

O Papa Francisco disse que não há problemas em bater em crianças que se comportam mal, “desde que a dignidade delas seja mantida”.  A declaração foi dada na última quarta-feira, 4, durante um discurso do pontífice direcionado aos pais na Praça São Pedro.
Diante de milhares de pessoas, o papa citou uma conversa que teve com um pai que confessou bater nos filhos para punir o mal comportamento. “Uma vez, ouvi um pai dizer ‘Às vezes tenho que bater em meus filhos, mas nunca no rosto, para não humilhá-los’. Isso é ótimo! Ele tem senso de dignidade. Você deve puni-los de forma justa e seguir em frente”, disse o pontífice.
A declaração do papa repercutiu no mundo todo e gerou polêmica sobre o uso de castigo físico para educar crianças. Ativistas dos direitos infantis criticaram a declaração do papa. “As leis de direitos humanos são bem claras. As crianças devem ser protegidas de todos os males”, disse Tanya Ward, chefe-executiva da organização britânica Children’s Rights Alliance.
No Brasil, a Lei da Palmada, em vigor desde 2014, estabelece que “as crianças devem ser educadas sem uso de castigo físico, tratamento cruel ou degradante como forma de correção, disciplina ou educação”. A multa para quem violar a lei é de 20 salários mínimos, “aplicando-se o dobro em caso de reincidência”.

Declarações polêmicas

Conhecido por sua espontaneidade, o papa tem gerado polêmica pelas suas recentes declarações. Em janeiro, o pontífice acusou o Ocidente de fazer uma colonização ideológica, impondo aos países mais pobres sua visão sobre o controle de natalidade e os direitos homossexuais, em troca de ajuda financeira.
Outra declaração constrangedora foi dada na semana do ataque ao jornal francês Charlie Hebdo. O papa declarou que nada justifica matar em nome de Deus, mas que a liberdade de expressão não dá o direito de satirizar a religião alheia. Para exemplificar, o papa disse que seu assistente “poderia esperar um soco, se xingasse sua mãe”.  “É normal. Você não pode insultar a religião dos outros”, disse o papa.




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