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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Aqueles que zombam de Nosso Senhor merecem um testemunho?

Porque Jesus Cristo habita silencioso e como que impassível quando é insultado no Sacramento de
seu amor?
Primeiro, porque, para os ímpios, como para os bons, a Eucaristia é “Mistério de Fé”, e os insultos de um ímpio não são razão para lhe fazer ver Aquele que ousa ultrajar.
Se assim fosse, bastaria insultá-lo no Santíssimo Sacramento para descobrir milagrosamente a Jesus Cristo e vê-lo com seus olhos. A impiedade obteria milagres, e, certamente, o que seria
mais insensato?
E, ademais, estes ímpios, estes sacrílegos, merecem ver Aquele cuja visão os converteria?
É ao amor, e não ao ódio, que o Divino Salvador se manifestaria se quisesse
se manifestar:
Diante de Pilatos, de Herodes, dos fariseus, dos blasfemadores e dos executores, Jesus se calava, e se calará até o fim dos séculos. O próprio silêncio é uma punição: endurece, extingue um último resto de fé, impede o remorso.
O ímpio que insulta o Santíssimo Sacramento faz como os judeus sobre o Calvário, clamando ao Filho de Deus suspenso numa Cruz para salvá-los: “Ó, tu, que destróis o templo e o reconstrói em três dias, desce da cruz…!”
E acrescentavam: “Ele salvou a outros, e não pode salvar-se a si mesmo…! Se tu és o Filho de Deus, desce da Cruz e nós acreditaremos em ti…!” E Jesus não desceu da Cruz, e não disse outra coisa senão esta divina palavra, que converteu o bom ladrão: “Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem!”.
Os protestantes, incrédulos, sacrílegos, dizem como os judeus:
“Tu que fazes milagres, tu que a Igreja diz ser o seu Deus, mostra-te então a nosso olhar, se tu estás verdadeiramente lá…! Se tu és o Cristo, se tu estás realmente presente nesta hóstia, sai do véu do teu Sacramento! Deixa-te ver… e acreditaremos em ti…” E como no calvário, Jesus se cala.
Não, a blasfêmia não é o caminho que conduz à fé; e os que ultrajam Jesus na Eucaristia se enganam terrivelmente se imaginam que a simples visão do Salvador bastaria para convertê-los.
Teriam temor, o que poderia bastar para salvá-los, e isto seria tudo. Porém, uma vez passado o susto, ficariam mais furiosos, e buscariam, no arsenal da ciência moderna, maneiras de explicar naturalmente este “fenômeno singular”, esta “ilusão de ótica”, esta “alucinação dos sentidos”, etc.
A fé não é filha do terror, e menos ainda da impiedade: é uma graça que não germina senão nos corações puros, sinceros e humildes.
Os milagres não são suficientes para converter. Vede Caifás, vede os fariseus. “Este homem faz milagres, dizem uns aos outros, nós não podemos negar.”
Pode-se dizer o mesmo de todos os perseguidores, desde os dos apóstolos até o dos nossos mártires contemporâneos; foram testemunhas de vários prodígios… Eles se converteram?
Portanto, Nosso Senhor habita e deve habitar impassível em face daqueles que o ultrajam no Santíssimo Sacramento. Ele é paciente com eles, como com todos os outros pecadores, porque a eternidade lhe pertence.
Seus inimigos não podem escapar de Sua terrível justiça: por que,pois,se apressar?
Ele é o Deus das misericórdias, que quer não a morte, mas a conversão do pecador; e deixa ordinariamente aos pobres tolos que o insultem o tempo para se converter.


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