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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Internet provoca desigualdade social, egoísmo e narcisismo

         A história da internet, sugere Andrew Keen, poderia ser dividida em duas histórias. A primeira, um relato dos seus primórdios, quando dois tecnólogos e visionários deram os primeiros passos para sua criação. Vannevar Bush, um renomado engenheiro americano cuja invenção do dispositivo Memex profetizou a criação da internet, e Tim Berners-Lee, um físico e cientista da computação britânico, que involuntariamente desenvolveu o conceito de supervia da informação, ou infobahn. Esses são apenas dois nomes entre muitos, disse Keen, que criaram a internet e demonstraram a utilidade de seu uso.
A segunda história refere-se à permissão da National Science Foundation da entrada de parceiros comerciais na estrutura incipiente da internet. Sem dúvida, Andrew Keen, um empresário de nacionalidade inglesa e americana e autor de The Internet is Not the Answer, não está contente com a evolução dos acontecimentos desde então.
Sua principal preocupação é com a estrutura da economia online, que enriqueceu poucas pessoas de uma maneira fabulosa (quase todas jovens e brancas), sem criar muitos postos de trabalho. A cada menção a TomPerkins, um investidor em capital de risco, Keen não resiste em citar seu iate de US$130 milhões, do comprimento de um campo de futebol. No entanto, toda essa riqueza é autocentrada; “temos uma nova nobreza”, lamentou, “sem noblesse oblige”.
Mas existem ainda mais problemas além de um consumo conspícuo. Aplicativos como Instagram e Snapchat causaram um “modismo de uma arrogância vulgar” e uma “epidemia de narcisismo e voyeurismo”, escreveu Keen. A realidade distorcida da cultura do Vale do Silício o desagrada. O autor com certeza se considera um provocador espirituoso, mas sua mensagem é lúgubre. É difícil, por exemplo, discordar que as interações de muitas pessoas com as mídias sociais são “ególatras”. Entre outras recomendações, Andrew Keen sugere um controle mais rigoroso “para obrigar a Internet a sair de sua adolescência prolongada”.


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