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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Ano novo, mas os políticos...

É inconcebível que ainda aceitemos notícias como a dos deputados de Pernambuco que interromperam suas férias para se darem um pequeno aumento de salário. “Quer saber? Acho que merecemos um aumento. Vamos convocar uma reunião extraordinária e nos conceder um aumento. Até porque qual o deputado estadual que pode sobreviver com um salário de R$ 20 mil? Impossível. Por isso, decretamos que a partir de agora nosso salário é de R$ 25 mil. Agora que não temos mais nada para fazer, vamos voltar às férias”.
Cadê as passeatas? Cadê o povo pedindo um basta de tanta safadeza?
É vergonhoso! É nojento!
Assim como é também vergonhoso e nojento que na falida capital Brasília tenha sido permitido que se fizesse uma reforma na residência oficial do hoje ex-governador Agnelo Queiroz (PT), onde se gastou “meros” R$ 2 milhões, sendo somente R$ 1,5 milhão na casa de hóspedes, e onde já existia uma licitação no valor de R$ 2,4 milhões para a compra de alimentos para a residência oficial. Entre os itens relacionados havia 21 toneladas de peixe, camarão, bacalhau, picanha e outras carnes, dando um consumo médio de 59 kilos por dia, sem incluir o frango, a linguiça, a carne de porco. Mas, para sorte nossa, o atual governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), já mandou suspender a licitação. Até porque recebeu o governo com um rombo de R$ 3,1 bilhões.
O que me espanta é a falta de critério dos políticos. Mesmo com o estado em frangalhos, existe um servidor público, no caso o governador, que pensa exatamente como a maioria dos políticos: pensa com a carteira, pensa como pode tirar o máximo de proveito do dinheiro que tem em mãos. Se por ventura sobrarem uns trocados, ele vê depois o que faz. Paga um fornecedor aqui, um salário acolá.
Sem falar que no Maranhão dos Sarney o rombo é de R$ 1,1 bilhão, uma bela herança deixada pela “querida e amada” Roseana Sarney, que está nos “Estates” passeando, usando e abusando da gorda aposentadoria que nós pagamos para ela.
E o povo assiste a tudo isso sentado no sofá, tomando a sua cerveja geladinha, sabendo que, se apesar disso tudo, o salário do Bolsa Família não atrasar, eles não cortarem o número de abençoados que o recebem, tá tudo muito bem. Se falta médico para atendê-los, tá tudo ‘de boa’, afinal quem nunca faltou ao trabalho uns dias na vida, né? O hospital está fechado? Qual o problema, né? Tem tantos outros hospitais fechados pelo Brasil. Não vai ser um em Brasília que vai transformar isso numa COISA. Se o governo resolve usar a verba de escolas, limpeza pública etc, para proporcionar uma festa de réveillon na Esplanada dos Ministérios, que mal há? Réveillon, afinal, é uma vez por ano. E repetimos, se não faltar a cerveja gelada e o Bolsa Família no final do mês, por eles tá tudo bem. E se tiver futebol no pacote, melhor ainda.

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