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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Horário de verão começa dia 19




O horário de verão deste ano vai começar na madrugada do próximo dia 19. À meia-noite do sábado (18) para o domingo (19), os relógios deverão ser adiantados em uma hora. Ao todo, dez Estados e o Distrito Federal terão o horário alterado.
E, desta vez, será maior do que nos anos anteriores, porque deveria terminar no Carnaval, mas foi estendido até a semana seguinte. Assim, o horário diferenciado se estenderá por 126 dias e seguirá até o dia 22 de fevereiro de 2015.
Apesar desse aumento nos dias de horário de verão, neste ano, a medida deve gerar uma economia menor de energia. O Secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Grüdtner, afirmou que a economia prevista nessa temporada com a medida é de R$ 278 milhões, com redução de 4,5% na demanda em todo o País no horário de maior consumo, ou 2.595 MW.
O secretário explicou que o valor é menor devido à escassez de chuvas que elevou o uso da energia gerada pelas usinas térmicas.
— Será menor que o valor do ano passado, porque temos despacho maior de geração térmica pela situação hidrológica que passamos.
Nos últimos dez anos, a medida possibilitou redução média de 4,6% na demanda por energia no horário de maior consumo, a hora de ponta de carga (entre 18:00hs e 21:00hs).
Para o período 2014/2015, espera-se uma redução de 1.970 MW de demanda na hora de ponta de carga no subsistema Sudeste/Centro-Oeste — que equivale a quase o dobro da carga demandada por Brasília no horário de ponta noturna — e de 625 MW no subsistema Sul, equivalente a, aproximadamente, 75% da carga de Curitiba, também no horário de ponta noturna.
A redução no consumo de energia durante o período é estimado em 195 MW médios no subsistema Sudeste/Centro-Oeste e de 55 MW médios no Sul.
Isso possibilitará um ganho de 0,4% no armazenamento das hidrelétricas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste e de 1,1% no subsistema Sul.
De acordo com Ildo Grüdtner, o horário de verão representará ainda uma economia de R$ 4,5 bilhões em investimentos que não precisarão ser feitos pelo setor para a construção de usinas térmicas.

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