terça-feira, 15 de julho de 2014

Nanotecnologia: “mais preto que o preto"

Uma empresa britânica chamada Surrey Nanosystems diz ter criado um novo material que consegue ser “mais preto que o preto”. Feito de nanotubos de carbono, ele é capaz de absorver 99,96% da luz incidente, criando um aspecto esquisito aos olhos humanos.
Ao The Independent, a empresa diz que o material, chamado de Vantablack, pode ser usado em telescópios espaciais, onde a reflexão de luz deve ser mínima para evitar a interferência na imagem. Atualmente é usada tinta preta para isso, que não tem os mesmos resultados impressionantes. A possibilidade de aplicá-lo em um vestido, por exemplo, é citada na matéria, mas é rechaçada por dois motivos: preço e o fato de que a vestimenta se tornaria apenas uma mancha preta se movimentando.
Isso porque, graças ao baixíssimo índice de reflexão da luz, o olho humano não consegue entender muito bem o que está enxergando. Formas e contornos se perdem completamente, por causa do retorno quase nulo de luminosidade. Assim, no exemplo do vestido, a pessoa usando a peça ficaria parecendo uma cabeça e membros flutuando sem um corpo muito definido em uma mancha preta em forma de vestido.
O professor de ciência das cores Stephen Westland, da Universidade de Leeds, se impressiona com o feito dos cientistas da Surrey Nanosystems. “A menos que você tenha visto um buraco negro, ninguém nunca viu algo que não reflita a luz. Estes novos materiais são basicamente o mais perto do preto como ausência total de luminosidade que podemos chegar. É o mais perto de um buraco negro que conseguimos imaginar”, afirma ao The Independent.
A empresa diz que há outra vantagem do Vantablack em relação a outros materiais semelhantes é que ele pode ser aplicado em superfícies a frio, sem necessidade de aquecimento. Assim, é possível utilizar a técnica em objetos que derreteriam quando aquecidos, aumentando sua versatilidade.


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