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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Conservar amostras congeladas de doenças já erradicadas é uma boa ideia?

A varíola é uma doença terrível. Ela é transmitida com facilidade, provoca erupções por todo o corpo e mata cerca de 30% dos infectados. Ou, na verdade, costumava matar, já que a varíola não existe mais na natureza. Após uma campanha de vacinação de várias décadas, o último caso fora de controle foi diagnosticado em 1977. Três anos depois a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o mundo livre da doença. A aniquilação de uma doença que até 1967 matava 2 milhões de pessoa por ano é vista como um triunfo da medicina moderna.
Mas o vírus não desapareceu completamente. Oficialmente há dois reservatórios em laboratórios seguros administrados pelo Centro de Controle de Doenças (CCD) dos EUA e pelo Centro Estatal de Pesquisa de Virologia e Biotecnologia, na Rússia. Em 8 de julho, no entanto, o CCD anunciou que pesquisadores de saúde em Maryland haviam descoberto ampolas de varíola esquecidas em uma geladeira no canto de um armazém da Food and Drug Administration, o órgão regulador de medicamentos dos EUA.
Assim que foram descobertas as ampolas foram levadas para a sede do CCD, em Atlanta, onde estão sendo testadas para descobrir se ainda são infecciosas. Após essa etapa elas serão destruídas sob a supervisão da OMS. O FBI, enquanto isso, está tentando descobrir da onde elas vieram – elas parecem vir dos anos 50 – e como foram esquecidas. Todo o episódio é embaraçoso e provavelmente dará corda a um debate antigo e em aberto sobre se é uma boa ideia manter amostras de varíola, mesmo em laboratórios oficiais.

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