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domingo, 8 de junho de 2014

Quanto será que vale sediar uma Copa do Mundo?

Quanto será que vale sediar uma Copa do Mundo? Em 1971, quando o escultor italiano Silvio Gazzaniga criou o atual troféu, a taça valia US$ 50 mil. Atualmente, o valor do troféu é estimado em US$ 10 milhões.
No entanto, a Copa do Mundo vale muito mais do que as duas figuras humanas impressas numa cachoeira de ouro. Prova disso é a forma acirrada com que os países disputam a oportunidade de sediar o evento.
Dados das três últimas Copas revelam o impacto econômico do Mundial sobre as cidades que o sediaram. No Japão e Coreia do Sul (2002), a Copa gerou um retorno econômico de US$ 9 bilhões. Na Alemanha (2006), esse impacto foi de US$ US$ 12 bilhões. Já na África do Sul (2010), analistas identificaram um impacto econômico positivo de US$ 5 bilhões.
Para a Copa deste ano, no Brasil, esse retorno econômico pode variar de US$ 3 bilhões a US$ 14 bilhões. Relatórios otimistas sugerem que a competição pode injetar até US$ 30 bilhões no PIB do país e um adicional de US$ 8 bilhões em receitas fiscais.
Os parceiros comerciais oficiais da FIFA também têm razões para comemorar a cada quatro anos. Na preparação para o torneio na África do Sul, a Adidas vendeu seis milhões de camisas de futebol, 3 milhões a mais que no Mundial da Alemanha.
Ainda assim, há importantes evidências que tornam essas conclusões questionáveis. As estimativas de impacto positivos citadas acima são, geralmente, produzidas por governos ou seus consultores contratados, ambos interessados em entregar uma boa notícia.
Porém, críticos apontam que sediar a Copa pode custar ao país sede até US$ 11,5 bilhões.
Existem também custos econômicos e sociais indiretos. Desde novembro do ano passado, houve mortes na construção em obras relacionadas ao Mundial. Isso não é um problema exclusivo do Brasil. No Catar, em média, um trabalhador morre por dia em obras para a Copa de 2022.
Outro efeito negativo de sediar uma Copa do Mundo é a perda de produtividade. Na Europa, jogos que começam tarde da noite são transmitidos em plena jornada de trabalho na América do Norte e de madrugada na Ásia. Logo, no dia seguinte, a força de trabalho que assistiu ao jogo chega cansada ou embriagada ao trabalho. A perda de produtividade gera um impacto negativo considerável na economia dos países sede.

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