Redes Social



twitterfacebookgoogle pluslinkedinrss feedemailhttps://www.wowapp.com/w/andrecafe/joinhttps://www.instagram.com/andrecafee/

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Enquanto, no Oriente, alguns sequer têm liberdade para proclamar a própria fé, o Ocidente é palco para cristãos que dão de ombros para a Cruz.



Alguns jornais reportaram, no último mês, que  ”cristãos que se recusaram a professar a fé muçulmana ou pagar resgate foram crucificados por extremistas” na Síria.
O drama dos que confessam Nosso Senhor Jesus Cristo no Oriente Médio – e em outras regiões do mundo – é pouco exibido pelos meios de comunicação, fazendo que a realidade de tantas pessoas nos pareça distante e, às vezes, até ilusória. No entanto, as suas lágrimas, as suas dores e o seu sacrifício tantas vezes cruento são realidades verdadeiramente cruéis de uma história que está longe de seu termo final.
Pense-se, por exemplo, no sofrimento de pais de família que, antes de doarem a própria vida, foram obrigados a entregar aqueles que mais amavam: suas mulheres e seus filhos.
Se pudessem se entregar a si mesmos para salvarem os seus, eles o fariam. Mas, tiveram de imitar aquela heroína do livro dos Macabeus, que viu seus sete filhos pequenos morrerem, antes de ser martirizada. Suas filhas foram levadas de seus braços, ou para receberem uma fé na qual não foram educadas e à qual não querem aderir, ou para serem assassinadas impiedosamente.
Entre as muitas histórias de perseguição que veem de todo o Oriente Médio, situa-se a desses jovens que foram crucificados por serem cristãos.
Um deles, segundo o testemunho da irmã Raghid, ex-diretora da escola do patriarcado grego-católico de Damasco, “foi crucificado em frente a seu pai, que foi morto em seguida”. De acordo com ela, depois dos massacres, os jihadistas “pegaram as cabeças das vítimas e jogaram futebol com elas”. Também levaram os bebês das mulheres e “os penduraram em árvores com os seus cordões umbilicais”.
Tais relatos devem nos comover e nos fazer dobrar os nossos joelhos por nossos irmãos perseguidos em terras estrangeiras. Afinal, somos todos membros da mesma Igreja, as orações que fazemos têm eficácia para as partes mais necessitadas do corpo místico de Cristo.
Mas, não apenas isso. O sangue dos cristãos martirizados precisa converter os nossos corações. Enquanto eles são perseguidos por praticarem sua fé em lugares como Irã, Síria, Egito, Coreia do Norte e China, tendo que se esconder em espaços subterrâneos – como os primeiros seguidores de Cristo iam às catacumbas – ou viver debaixo da constante ameaça de milícias terroristas, nós, no Ocidente, temos praticado a fé de forma desleixada, transformando nossa liberdade em libertinagem, em ocasião para o pecado e para a própria destruição.
Temos desperdiçado a oportunidade de praticar nossos atos de piedade, como, por exemplo, de rezar o terço, de ter acesso ao sacramento da Penitência e de expor publicamente os ensinamentos da Santa Igreja, preferindo a isso a preguiça, a impenitência e a covardia – enquanto milhares de pessoas mundo afora dariam tudo para terem a liberdade que temos e usá-la para a maior glória de Deus.
Quanto à perseguição, é claro que o Ocidente não está isento dela. Se em muitos lugares os católicos dão seu sangue pela Fé, em outros lugares dos autênticos católicos é exigido o martírio espiritual, do instinto de sociabilidade, ao ter que recusar, para se manter fiel à prática da moral católica, a participar dos costumes e da vida pecaminosa do mundo de hoje, com as pessoas entregue às suas paixões desordenadas, ao roubo e ao adultério.
As imagens impressionantes de cristãos mortos no Oriente não passam de manifestação externa de um ódio que já está no coração de muitas pessoas no Ocidente.
Quando “artistas” se pensam “esclarecidos” fazendo chacota da religião, cuspindo na Cruz pela qual fomos redimidos e abusando dos sacramentos e verdades fundamentais da fé católica, já são cúmplices morais das perseguições físicas perpetradas contra os cristãos. As suas agressões verbais já são o tortuoso caminho que conduz às perseguições físicas e abertas àqueles que efetivamente praticarem a fé cristã.
No entanto, não podemos desanimar. Devemos confiar nas palavras de Nossa Senhora em Fátima, “Por fim meu Imaculado Coração triunfará”.  Estamos vivendo uma terrível hora de castigos.
Mas esta hora também pode ser uma admirável hora de misericórdia. A condição para isto é que olhemos para Maria, a Estrela do Mar, que nos guia em meio às tempestades. Nossa Senhora há de nos socorrer.
Como o mundo não se converteu e não atendeu às advertências feitas por Nossa Senhora em Fátima, o tremendo castigo está se desencadeando sobre a humanidade. Mas, no fim, o Reinado do Imaculado Coração se estabelecerá no mundo.

Nenhum comentário:

 
BLOG DO ANDRÉ CAFÉ
SÓ JESUS SALVA
//