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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O QUE FAZEM OS CARDEAIS?

O papa Francisco criou sua primeira leva de cardeais em 22 de fevereiro. Os 19 homens, incluindo o brasileiro Dom Orani Tempesta, se uniram a quase 200 outros membros do Sagrado Colégio de cardeais. Eles vestirão vestimentas escarlates, que incluem um solidéu vermelho, apelidado de zucchetta, e um chapéu de quatro pontas conhecido como biretta. Eles serão tratados como “eminência” e costumam ser descritos como “príncipes da Igreja”. Não se trata de uma lisonja inconsequente: o papa Urbano VII decretou em 1630 que o nível laico deles equivalia ao de um príncipe.
As primeiras pessoas a serem chamadas de cardeais, no século VI, eram os decanos dos sete distritos de Roma. O título depois foi estendido aos padres mais experientes nas paróquias da cidade e aos bispos das sete dioceses de Roma. Hoje em dia os cardeais se dividem em três principais categorias: arcebispos de sés importantes de todo o mundo; autoridades de alto nível do Vaticano, e intelectuais clericais de destaque (e em geral de idade bastante avançada) tal como teólogos. Em honra ao título, os membros do Sagrado Colégio são divididos entre cardeais-bispos, cardeais-padres e cardeais-decanos. Mas a hierarquia tem pouca significância prática em termos da escolha do papa (o qual deve necessariamente ser um cardeal). O papa Francisco, por exemplo, era um cardeal-padre.
Embora os cardeais tenham precedência sobre outros dignitários católicos, o que eles detêm é mais um título do que uma patente. Não obstante, eles têm dois deveres específicos. Aqueles com menos de 80 anos de idade podem participar dos conclaves, as eleições do papa. E cardeais de todas as idades são tidos como conselheiros do papa, embora a sua importância quanto a isso tenha se tornado cada vez mais aleatória. No século XIII Inocêncio III se reunia três vezes por semana com seus cardeais, em uma reunião conhecida como consistório. Mais recentemente os papas têm recorrido a cardeais individuais (em geral membros da cúria, a administração pontifícia) ou outros para conselhos, os quais não são nem bispos, muito menos cardeais.

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