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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Como foi escrita a Sagrada Escritura

Os textos da Bíblia começaram a ser escritos desde os tempos anteriores a Moisés (1200 a.C.). Moisés foi o primeiro codificador das leis e tradições orais e escritas de Israel. Essas tradições foram crescendo aos poucos por outros escritores no decorrer dos séculos. Assim foi se formando a literatura sagrada.
Tendo Deus escolhido Abrão, habitante de Ur na Caldéia, o povo eleito foi formando a sua tradição histórica e jurídica. Moisés foi quem fez a primeira codificação das Leis de Israel, por ordem de Deus, no séc. XIII a.C.
Após Moisés, as tradições foram se  enriquecendo com novas leis devido às mudanças históricas e sociais de Israel. A partir de Salomão (972 – 932), passou a existir na corte dos reis, tanto de Judá quanto da Samaria,  um grupo de escritores que zelavam pelas tradições de Israel. Eram os escribas e sacerdotes. Do seu trabalho surgiram quatro coleções de narrativas históricas que deram origem ao Pentateuco:
1. Coleção ou código Javista (J), onde predomina o nome Javé. Teve origem no reino de Judá com Salomão (972 – 932).

2. O código Eloista (E), predomina o nome Elohim (=Deus). Foi redigido entre 850 e 750 a.C., no reino da Samaria. Quando houve a queda do reino da Samaria, em 722 para os Assírios, o código E foi levado para o reino de Judá, onde ouve a fusão com o código J, dando origem a um código JE.
3. O código (D) Deuteronômio (= repetição da Lei, em grego). Acredita-se que teve origem nos santuários do reino da Samaria (Siquém, Betel, Dã,…) repetindo a lei que se obedecia antes da separação das tribos. Após a queda da Samaria (722) este código foi levado para o reino de Judá, e ficou guardado no Templo até o reinado de Josias (640 – 609 a.C.). No Deuteronômio se observa cinco “deuteronômios” (repetição da lei).
4. O código Sacerdotal (P) – os sacerdotes judeus durante o exílio da Babilônia (587 – 537a.C.) redigiram novamente as tradições de Israel. Este código contém dados cronológicos e tabelas genealógicas, ligando o povo do exílio aos Patriarcas, para mostrar-lhes que fora o próprio Deus quem escolheu Israel para ser uma nação sacerdotal (Ex 19,5s).
Num longo processo de discernimento inspirado pelo Espírito Santo, desde o tempo dos Apóstolos, a Igreja foi descobrindo os livros inspirados. Demorou alguns séculos para que a Igreja chegasse à forma final da Bíblia. Em vários Concílios, alguns regionais outros universais, a Igreja estudou o cânon da Bíblia; isto é, o seu índice.
Sem a Tradição da Igreja não teríamos a Sagrada Escritura. Santo Agostinho dizia: “Eu não acreditaria no Evangelho, se a isso não me levasse à autoridade da Igreja Católica”.


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