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domingo, 1 de dezembro de 2013

Leopardus guttulus: um outro gato-do-mato

Um novo felino foi descoberto por cientistas no sul do Brasil. Os resultados da pesquisa foram publicados na última quarta-feira, 27, na revista Current Biology. A nova espécie de gato-do-mato foi identificada através de uma diferenciação genética do que antes era considerado o único felino desse tipo  no Brasil, o Leopardus tigrinus.
O tigrinus vive no Nordeste e o que se descobriu é que, apesar da semelhança física, não há traços de hibridação no gato-do-mato encontrado na região Sul. A nova espécie foi batizada de Leopardus guttulus e tem o tamanho de um gato doméstico, com a pelagem de uma onça pintada. As poucas diferenças entre a nova espécie e o Leopardus tigrinus estão no pelo um pouco mais escuro e nas manchas maiores. A ideia é que um mesmo ancestral tenha se desenvolvido em áreas com condições diferentes.
A análise genética do estudo foi feita pela pesquisadora Tatiane Trigo, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e sua equipe. Segundo ela, a continuação de estudos semelhantes é importante, e as  descobertas não imaginadas. Até agora, a espécie do Sul tem sido muito mais estudada que a do Nordeste.
A descoberta de novos felinos não é um fenômeno comum. A última ocorreu há mais de cinco anos, quando o leopardo-nebuloso das ilhas de Bornéu (Indonésia, Malásia e Brunei) e Sumatra (Indonésia) foi identificado.
O estudo também traz uma descoberta sobre o cruzamento entre a nova espécie Leopardus guttulus e o Leopardus geoffroyi, conhecido como gato-do-mato grande. Os estudiosos não sabem a causa da hibridação. Eles acreditam que as duas espécies não saibam se diferenciar, ou então o desmatamento e a modificação dos habitats tenham influenciado o comportamento dos felinos.

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