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domingo, 8 de dezembro de 2013

AVENTURAS SEXUAIS EM BAIXA

Há alguns anos a psicóloga Susan Quiliam começou a atualizar “A Alegria do Sexo”, um guia do prazer seminal da década de 70. Ao falar com britânicos sobre sexo, ela verificou uma curiosa mistura de hedonismo e puritanismo. As pessoas aparentemente haviam se tornado mais abertas a experimentos em suas vidas sexuais. Mas suas atitudes em relação à infidelidade eram extraordinariamente pudicas.
Uma grande pesquisa publicada em 26 de novembro confirma o palpite dela. A Pesquisa Nacional de Atitudes Sexuais e Estilos de Vida (Natsal, na sigla em inglês) revela uma sociedade mais liberal e cada vez mais tolerante em relação à diversidade sexual. Um número cada vez maior de mulher teve algum tipo de experiência homossexual:  16% daqueles entre 16 e 44 anos, contra 10% em 2000.
Mas a permissividade não está em alta. Entre a primeira e a segunda Natsal, em 1990 e 2000, a proporção de homens entre 16 e 44 anos de idade que reprovavam o sexo casual aumentou de 20% para 27%. No relatório mais recente a proporção caiu novamente para 20%. E os britânicos repudiam cada vez mais os casos extraconjugais. Em 1990, 45% dos homens afirmaram que qualquer não exclusividade no casamento é errada. Agora 63% a condenam. As mulheres são ainda mais rígidas: a proporção que condena os casos aumentou de 53% para 70%.
A socióloga Catherine Hakim acha que a culpa pode caber em parte à crise financeira. Em tempos de dureza econômica as pessoas se apegam ao que quer que tenha, o que inclui parceiros, e as aventuras sexuais se tornam menos aceitáveis. Quilliam acrescenta que os jovens viram a destruição que a infidelidade criou entre seus pais e avós – as primeiras gerações realmente livres para experimentar com o sexo casual.

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