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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Santa Cruz agora é Série B

Foi nervoso, emocionante. Foi uma vitória suada, com gol no final. Foi com Flávio Caça-rato de destaque. Foi com Tiago Cardoso fazendo grandes defesas. Foi...Santa Cruz. Daquele jeito que o torcedor coral está acostumado. No sufoco, na dificuldade, na emoção. A vitória por 2x1 sobre o Betim, com gols de André Dias e Caça-rato, entrará para a história do clube como o ponto final de um dos períodos mais tristes do Tricolor.
Como já era de se esperar, o Santa começou partindo para cima do Betim. A vontade de demonstrar sua superioridade técnica esbarrava no nervosismo fruto de um jogo decisivo. Talvez por isso Siloé tenha proporcionado dois lances tão opostos. Primeiro, um passe de letra para André Dias, que só não marcou graças a uma boa defesa de Felipe. Depois, um vacilo na saída de jogo que proporcionou um ataque perigoso dos mineiros. Andre Luis saiu na cara de Tiago Cardoso, mas Sandro Manoel chegou a tempo de evitar a finalização. Justamente o mesmo Sandro que, minutos depois, escorregou na defesa e deixou a bola para Marion. O atacante do Tigre avançou pela direita, mas se atrapalhou com a bola.
Time ansioso e torcida apreensiva. A massa coral sentiu o mau momento da equipe e ficou calada por boa parte da primeira etapa. O silêncio era quebrado apenas para lamentar os passes errados do Santa ou os chutes de fora da área de Tiago Cardoso e Everton Heleno que passaram longe do gol. Emocionalmente mais estável, o Betim seguia apostando na velocidade para Marion. Os mineiros trabalhavam a bola, os pernambucanos tentavam jogadas individuais. Nos 45 minutos iniciais entre um nervoso Santa e um equilibrado Betim, foi mantido o 0x0 e a promessa de mais tensão.
Na volta do intervalo, André Dias quase marcou no primeiro minuto, desviando uma bola na pequena área e obrigando Felipe a salvar com os pés. Foi a segunda chance desperdiçada pelo atacante. O bastante para o camisa 99 aprender com os erros. Quando teve a terceira oportunidade, ele mostrou o porquê de ser o grande nome do time nesta reta final. Raul cobrou falta e a bola sobrou para André. Com um tapa colocado, o artilheiro marcou seu sexto gol na competição e arrancou o grito adormecido da torcida. A euforia dos tricolores podia durar até o fim do jogo. Podia, mas Max não deixou. O zagueiro aproveitou cobrança de falta e testou firme para o gol, empatando o duelo aos 21 minutos.
Com pouca participação na partida, Siloé foi sacado para a entrada de Flávio Caça-rato. Vica ainda tirou Heleno para a entrada de Luciano Sorriso. E começou assim o martírio coral. O Betim passou a pressionar os tricolores, principalmente nos cruzamentos na área. Aos 36, num chute de Wescley, o goleiro Tiago Cardoso e todos os tricolores que estavam no Arruda ficaram apenas olhando a bola raspar a trave. Dois minutos depois, o arqueiro espalmou com apenas uma mão um chute de Tássio.
A pressão travava a garganta dos tricolores. O medo de mais uma decepção silenciava a voz daqueles que não agüentavam mais ficar na Série C. Foi aí que entrou em ação o personagem mais icônico do Tricolor, o atacante Flávio Caça-rato. O nome é engraçado, o cabelo é excêntrico, o jeito é irreverente. Mas neste domingo, Caça foi mais que um personagem. Foi importante do jeito que um jogador de futebol deve ser: com a bola nos pés. Predestinado. Com um gol de peixinho, aos 42, o atacante fez explodir o Arruda. O Santa Cruz está na Série B em 2014.





Fonte- fp

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