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sábado, 3 de agosto de 2013

Reditum Latine
O retorno do latim

Quando o Papa Bento XVI renunciou em fevereiro, ele usou o latim, e deu um furo para Giovanna Chirri, a única jornalista presente que entendia suas palavras. Este foi um lembrete oportuno da improvável sobrevivência – e retorno -- do latim como uma língua viva.
As epígrafes e aforismos de 140 caracteres do Twitter são ideais para o latim: cinco palavras em geral podem expressar mais que dez palavras em inglês, afirma David Butterfield, latinista da Universidade de Cambridge. A conta Pontifex Latin ganhou 132 mil seguidores desde que Bento XVI a inaugurou em janeiro. Ela é administrada pela Secretaria de Letras Latinas do Vaticano – talvez o único ambiente de trabalho contemporâneo em que a língua de Virgílio ainda é utilizada.
Mas fazer uso de um vocabulário arcaico para descrever fenômenos modernos requer engenhosidade. As invenções da Radio Bremen incluem autocinetum electricum para o carro elétrico. O tradutor do Google não ajuda muito. Lançado com um post (em latim) em um blog em 2010, o programa recorre a traduções de textos clássicos: material bom para as Guerras Gálicas, mas não para notícias modernas. O Google afirma que as visitas ao tradutor do latim são mais numerosas que as do esperanto.
Assim como o Google, o Facebook oferece aos usuários a opçãode utilizar os seus serviços em latim, repleto de expressões como “Mihi placet” para “curtir” e “Quid in animo tuo est” para “O que você está pensando?” Há também a Schola, uma rede social apenas em latim criada em 2008; o Ephemeris, um jornal on-line criado por um jornalista polonês em 2004 que conta com colaboradores na Colômbia, Alemanha, Chile e EUA. 

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