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quarta-feira, 24 de julho de 2013

GELEIRAS CASEIRAS



As geleiras encolhem à medida que o clima aquece. Isso é um problema para aqueles que dependem da água proveniente do derretimento das geleiras para irrigar suas plantações: fazendeiros que habitam a região de Leh, em Jammu e Kashmir, por exemplo. A água proveniente do derretimento que os fazendeiros precisam para irrigar seus campos recém-plantados costumava aparecer em março ou abril. Agora ela só chega em junho – tarde demais para ser usada em um lugar com uma temporada fértil tão curta.
Chewang Norphel, um engenheiro civil aposentado que vive na região, acha que tem uma solução: se as geleiras naturais derreterem, por que não criar outros artificiais? E é isso que ele vem fazendo ao longo dos últimos dez anos. Ademais, ele criou novas geleiras em lugares onde elas derreterão exatamente no momento necessário e farão com que o seu conteúdo flua diretamente para os campos dos fazendeiros.
A partir de um momento “eureca”, quando percebeu que um córrego em seu jardim havia congelado sob a sombra de um bosque de álamos, embora fluísse livremente em outros lugares, ele se deu conta de que a maneira de criar uma geleira era desacelerar o fluxo da água e isolá-la da luz do sol. E é isso que ele e sua equipe de engenheiros estão fazendo. Até agora, Norphel e sua equipe criaram uma dúzia de geleiras artificiais.
Glaciologistas meticulosos podem argumentar que o que Norphel está criando não são, a rigor, geleiras. Para que um corpo de gelo alcance a condição de geleira, de acordo com os livros-texto, as camadas de que são feitas têm que ser formadas a partir de um processo de congelamentos e derretimentos repetidos, tendo ao fim se metamorfoseado em um bloco sólido de gelo granular. Mas não é assim que as geleiras de Norphel são formadas, pelo menos até agora.


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