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domingo, 26 de maio de 2013

O Little Brother

A popularização de dispositivos tecnológicos, equipados com câmeras de alta resolução, criou um novo fenômeno: o Little Brother.
O novo fenômeno tem como base o mesmo conceito de controle que trouxe o Big Brother, mas, ao invés de câmeras do governo, cidadãos comuns fazem o papel de vigilantes constantes, prontos para registrar e compartilhar qualquer evento de interesse público.
Embora os aparelhos de alta resolução, como smartphones e iPhones, sejam novos, a raiz do Little Brother é antiga. A nova era foi inaugurada quando, em 1963, o fabricante de roupas Abraham Zapruder filmou inadvertidamente o assassinato de John Kennedy com sua Kodachrome II 8-mm.
Cinquenta anos depois, o Little Brother cresceu e, de certa forma, modificou a  sociedade. Hoje, qualquer cidadão é capaz de denunciar políticos corruptos, infrações urbanas e outros tipos de crime, através de imagens captadas sorrateiramente.
Mas a vigilância do Little Brother causa um efeito colateral indesejado na sociedade. Atualmente, a privacidade não passa de um conceito teórico. Na verdade, muitas pessoas da geração atual não esperam ter privacidade. Ao contrário, buscam a superexposição. Infinitas fotos e vídeos caseiros são espalhados em redes sociais na internet, divulgando intimidades que só interessam a um limitado círculo de conhecidos.
Mesmo aqueles que ainda prezam pela privacidade não conseguem escapar do Little Brother. O fenômeno tirou do cidadão a autonomia sobre o que vai ser mostrado e o que permanecerá oculto. Enquanto o conceito de espaços e conversas privadas diminui, cresce a sensação de que todos pertencem a todos.


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