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quinta-feira, 14 de março de 2013

O primeiro papa não europeu em mais de 1.300 anos


Os 115 cardeais da Igreja Católica reunidos no Vaticano elegeram na tarde desta quarta-feira, 13, o novo papa, sinalizado pela aparição da fumaça branca na chaminé instalada na Capela Sistina, palco do conclave.
Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, será o primeiro papa não europeu em mais de 1.300 anos e o primeiro papa Francisco da Igreja Católica.
Antes de ser apresentado ao público, que aguardava em frente à Basílica de São Pedro, o novo papa foi levado para a Sala das Lágrimas, onde se trocou e refletiu sobre o novo cargo.
Ao surgir na sacada da Basílica, o papa Francisco fez uma oração em homenagem ao papa Emérito, Bento XVI, e em seguida a oração Urbi et Orbi.
“Agradeço muito pela acolhida. Antes de tudo, gostaria de fazer uma oração pelo nosso bispo emérito Bento XVI. Oremos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e Nossa Senhora o receba”, disse Francisco.
Foram necessárias cinco votações para que os cardeais chegassem a um acordo sobre o sucessor de Pedro. A aparição da fumaça branca levou ao delírio os fiéis de todas as partes do mundo reunidos na Praça São Pedro, sob a chuva fina e um frio de nove graus.
No início da tarde, uma gaivota branca pousou na chaminé da Capela Sistina confundindo muitos fiéis, que pensaram se tratar da fumaça branca.
Preocupação social
No Vaticano, longe de possíveis manchas dos tempos de ditadura, é esperado que o homem silencioso que agora é Papa conduza a estrutura da Igreja Católica com mão de ferro e com uma marcada preocupação social.
Políticos argentinos foram repetidamente alvo da retórica afiada do sacerdote, acusados por ele de não combater a pobreza e preocuparem-se apenas em seguir no poder.
Conhecido por sua simplicidade, Bergoglio vivia sozinho, em um apartamento, no segundo andar do edifício da Cúria, ao lado da Catedral de Buenos Aires, no coração da cidade. A imprensa local lembra hoje que, da janela de seu apartamento, foi testemunha da violência na Praça de Maio durante a crise de dezembro de 2001.
Indignado, ligou para o ministro do Interior para lhe pedir que desse instruções para que os agentes diferenciassem entre ativistas e correntistas que reivindicavam seus direitos.
Em 2004, após a tragédia da boate Cromagnon, percorreu os hospitais da cidade para ajudar as famílias das vítimas.
Pouco amigo de aparições na imprensa, Bergoglio tentou manter um baixo perfil público, costuma usar transporte público e inclusive se confessa na Catedral. Ele foi dos poucos cardeais que, quando chegou a Roma para a eleição do novo papa, não usou veículos oficiais.
O novo papa é um amante dos autores clássicos, gosta de tango e não esconde sua paixão pelo futebol, especialmente pelo San Lorenzo de Almagro – tem uma camisa assinada pelo elenco.
'Destruição do plano de Deus'
Em 2010, ele também enfrentou a presidente Cristina Kirchner quando o governo apoiou uma lei para permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. "Não vamos ser ingênuos: não se trata de uma simples luta política; é uma tentativa de destruição do plano de Deus", disse Bergoglio em carta, dias antes de o projeto ser aprovado pelo Congresso.

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