domingo, 13 de janeiro de 2013

Ar condicionado: vantagens e desvantagens


Embora a refrigeração de alimentos seja um componente inquestionável da civilização moderna, a refrigeração de um ambiente causa fungadelas. Em seu novo livro, “Losing Our Cool”, Stan Cox, um polêmico cientista botânico, culpa tal prática pelo “desperdício de recursos, mudança climática, destruição da camada de ozônio e desorientação da mente e corpo humanos”. Em 1992, Gwyn Prins, professor da Universidade de Cambridge, afirmou que a “dependência física” americana ao ar refrigerado é “a epidemia mais disseminada e menos percebida”.
Os puritanos às vezes esquecem que o ar condicionado foi inventado a fim de promover a eficiência de máquinas, e não o conforto de pessoas. Na década de 20, os aparelhos de ar condicionado haviam se espalhado para espaços públicos tais como cinemas e lojas de departamento. O ritmo de trabalho costumava diminuir durante os verões massacrantes. Com o ar refrigerado, tal ritmo disparou. A mesma tecnologia que resfria o ar também o limpa: os ambientes livres de poeira para as linhas de montagem de alta tecnologia requerem o uso do ar condicionado.
Um estudo de datilógrafos do governo da década de 50 constatou que o ar condicionado aumenta a produtividade em um quarto. O resfriamento artificial também reduz a mortalidade.

Mas e a saúde do planeta? Os EUA usam mais energia para o resfriamento de ar do que o total da energia consumida pela África, afirma Cox. Verões mais quentes e casas maiores contribuíram para que o consumo de energia usada para alimentar aparelhos de ar condicionado dobrasse entre 1993 e 2005. O resfriamento de prédios e veículos despeja quase meio bilhão de toneladas de dióxido de carbono anualmente.
Isso parece muito, no entanto o ar condicionado só foi responsável por 8% do consumo de energia doméstica em 2005, de acordo com a mais recente pesquisa completa feita pela Agência de Informação de Energia dos EUA.
Para a sorte dos amantes do frio, os aparelhos de ar condicionado estão se tornando mais eficientes.
Talvez a resposta mais ambiciosa a esses problemas seja a de Amory Lovins do Instituto Rocky Mountains, um centro de estudos que promove a eficiência energética. Ele argumenta que uma combinação de projetos inteligentes e novas tecnologias podem minimizar ou até eliminar a necessidade do ar condicionado.
Fonte - opinião

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