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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Maconha é mais nociva do que a cocaína



Na contramão da tendência mundial em favor da liberalização do uso da maconha, pesquisas científicas vêm produzindo evidências cada vez mais concretas de que a droga faz, sim, muito mal à saúde de quem a consome pelo menos uma vez por semana, e principalmente na adolescência.
Em reportagem publicada nesta edição da revista Veja, médicos e estudiosos atacam os argumentos daqueles que defendem a legalização da droga, destacando que a maconha faz mais mal do que o consumo de álcool ou tabaco, para citar apenas dois “vilões” comumente considerados mais nocivos que a cannabis.
Um dos estudos mais abrangentes sobre os males da maconha, realizado por treze renomadas instituições de ensino dos EUA e Nova Zelândia, acompanhou mais de mil voluntários  durante 25 anos, a partir dos 13 anos de idade. Um grupo era formado de fumantes regulares da maconha enquanto outros não fumavam. Quando os pesquisadores compararam os grupos, constataram que os usuários que começaram a fumar na adolescência e mantiveram o hábito até a idade adulta tiveram uma queda significativa do desempenho intelectual – na média, os voluntários deste grupo ficaram 8 pontos abaixo dos não fumantes nos testes de QI. Os fumantes também se saíram pior nos testes de memória, concentração e raciocínio rápido.

De acordo com os pesquisadores, os resultados mostram que, ao contrário do que se pensava, fumar maconha pode comprometer a cognição à longo prazo, impedindo que usuários atinjam todo o seu potencial. A maconha é um facilitador – mas não um componente determinante –  de quadros psicóticos, como esquizofrenia, bipolaridade, depressão aguda e ansiedade, dizem as pesquisas.
Outro estudo recente com adolescentes fumantes contatou que a maconha também pode deflagrar transtornos mentais em pessoas sem histórico familiar dessas doenças. O motivo é que a maconha pode causar danos irreparáveis na função de sinapses que fazem a comunicação entre neurônios do cérebro. O prejuízo pode ser observado mesmo após a suspensão do uso da droga, principalmente naqueles que fazem uso prolongado durante a adolescência, quando o cérebro está em transformação e os mecanismos neurais estão mais vulneráveis.
De acordo com especialistas, a maconha é especialmente nociva porque encontra no cérebro mais receptores capazes de interagir com ela do que outras drogas. Mais até do que a cocaína ou o álcool.
“Nem o álcool, nem a nicotina do tabaco; nem a cocaína, a heroína ou o crack; nenhuma outra droga encontra tantos receptores prontos para interagir com ela no cérebro como a cannabis”, diz um trecho da reportagem.


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