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sexta-feira, 15 de junho de 2012

FROTAS DE SUBMARINOS ROBÔS ESTÃO MUDANDO A OCEANOGRAFIA


Navegar pelos sete mares ficou antiquado. A última sensação é planar neles. Os submarinos (Gliders) são pequenas embarcações não tripuladas que agora cruzam os mares às centenas. Eles usam uma quantidade minúscula de energia, de modo que podem ficar em atividade por meses a fio. Os seus únicos inimigos conhecidos são tubarões (vários voltaram cobertos de marcas de dentes) e redes de pesca.
Há dez anos havia menos de 30 submarinos não-tripulados no mundo, todos construídos por instituições acadêmicas ou Forças Armadas. Agora há pelo menos 400. De maneira geral, essas máquinas têm três aplicações: científica, militar e comercial.
No momento, a ciência é a dona do pedaço. Para oceanógrafos com orçamentos apertados, os deslizadores são uma benção. O seu custo de operação é irrisório e, apesar de que a compra de um poder chegar a US$ 150.000, este montante seria o suficiente para bancar meros três dias de, digamos, uma missão tripulada ao Oceano Antártico.
Ademais, os deslizadores dão uma visão contínua do que está acontecendo, em vez de uma série de instantâneos gerados por equipamentos lançados a partir de embarcações. Os deslizadores também são silenciosos. Isto foi demonstrado por um projeto recente executado pela Universidade do Sul da Flórida, no qual um deslizador conseguiu mapear com precisão a localização de populações de garoupas vermelhas e peixes-sapo na plataforma oeste da Flórida a partir dos barulhos que os peixes faziam.
As aplicações militares também estão se expandindo. A marinha americana, por exemplo, encomendou 150 deslizadores para aferir condições submarinas que afetam coisas como sonares. O plano é vinculá-los a uma rede que se movimenta de maneira coordenada.
Os deslizadores também são ideias para coletar dados de inteligências. Eles são difíceis de serem identificados, já que não tem hélices nem barulho de motor. Eles podem ser lançados a partir de submarinos e podem espreitar sem serem vistos pela distância necessária. O terceiro tipo de uso, o comercial, parece ser o menor no momento; ainda que isso possa estar acontecendo porque as empresas não estão divulgando o que estão fazendo com os deslizadores. Mas as explorações de petróleo e gás serão uma grande mercado para os planadores, já que eles podem inspecionar grandes áreas de assoalho marinho de modo detalhado a um baixo custo.

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