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sábado, 24 de março de 2012

Tecnologia digital e as TVs públicas

A transição do sistema analógico para o digital poderá fortalecer as televisões públicas. Essa é a opinião do secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Maximiliano Salvadori, que participou nesta quinta-feira (22), na Câmara, do seminário Regulação da Comunicação Pública. “Agora estão todos no mesmo patamar, é o momento das TVs públicas se fortalecerem com melhor qualidade e massificação da transmissão.”
Para Salvadori, a TV pública pode ser “a ponta de lança de um projeto estruturante” para a TV digital no Brasil. Para isso, ele considera que a prioridade é a criação da infraestrutura de transmissão.
Segundo o secretário, uma possibilidade é aproveitar o modelo de transmissão vigente, em que o sinal é distribuído nacionalmente por satélite e difundido localmente por retransmissoras. “É uma alternativa. Com o grande mérito de permitir massificar rapidamente a cobertura pela TV digital.”

Participação

Para o professor Luiz Fernando Gomes Soares, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), a comunicação pública depende de participação social. Ele afirmou que, para efetivar essa participação, é preciso dar direito ao acesso à informação e também ao conhecimento sobe como gerar e distribuir conteúdo.
Para dar a dimensão do desafio, o professor ressaltou que apenas 27% da população brasileira têm acesso a computador com internet. Nas classes D e E, esse índice não passa de 3%. Nesse extrato, segundo ele, 81% das pessoas nunca usaram a internet. Em compensação, mesmo nos setores mais pobres, a televisão está em 95% dos domicílios. O índice brasileiro, se consideradas todas as classes sociais, é de 98%.

Fernando Soares disse que o sucesso da TV pública depende também da produção de conteúdos adequados à tecnologia digital, com instrumentos reais de interatividade. “Hoje ocorre apenas a replicação da web na TV. Isso é muito ruim, precisamos de aplicações muito mais criativas”, afirmou.

Interatividade

O chefe do Laboratório de TV Digital da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Gunnar Bedicks, lembrou que o espaço hoje ocupado por um canal analógico, de 6 mega-hertz, poderá ser utilizado para transmitir até 11 emissoras no sistema digital, dependendo da tecnologia utilizada. Segundo o especialista, isso já ocorre em países como a Suécia e os Estados Unidos.
Nesse novo sistema, as emissoras terão a possibilidade de adotar o chamado canal de retorno, em que o telespectador poderá interagir com o canal. A TV Câmara, por exemplo, desenvolve um aplicativo, em parceria com a PUC/RJ, para permitir a interação com o público. A diretora da Secretaria de Comunicação da Câmara, Sueli Navarro, afirmou que uma das possibilidades será clicar sobre o deputado durante as transmissões do Plenário para saber informações sobre ele.

Democratização

Sueli Navarro disse que o único caminho para a democratização da comunicação passa pelo fortalecimento da televisão pública. “A televisão atinge 98% da população, é um instrumento fundamental para levar informação.”
Como exemplo de medidas para ampliar o acesso às TVs públicas, Navarro citou a formação da Rede Legislativa, integrada pelas TVs Câmara e Senado e pelas emissoras das assembleias estaduais e das câmaras de vereadores. O sistema já opera em São Paulo e, em breve, chegará a outras capitais e ao interior do País. Por meio da rede, as televisões legislativas serão exibidas em sinal digital aberto e gratuito.

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