Redes Social



twitterfacebookgoogle pluslinkedinrss feedemailhttps://www.wowapp.com/w/andrecafe/joinhttps://www.instagram.com/andrecafee/

domingo, 11 de março de 2012

Robô-cirurgião de código aberto

A cirurgia assistida por robôs, hoje em dia, é dominada pelo Da Vinci Surgical System, um dispositivo que miniaturiza os movimentos das mãos de um cirurgião de modo a permitir que ele faça incisões minúsculas. Isso leva a menos danos a tecidos, logo a uma recuperação mais rápida do paciente. Quase 2 mil Da Vincis já foram feitos e são usados por todo o mundo em cerca de 200 mil operações ao ano, com mais frequência em histerectomias e remoções de próstata.
O Da Vinci, contudo, não é perfeito. Ele é imóvel e pesa mais de meia tonelada, tornando-o uma carga de difícil entrega, além de custar US$ 1,8 milhão, o que o torna acessível apenas às instituições mais ricas. Além disso, o seu software não é aberto. Ainda que pesquisadores dispostos a experimentar com novas tecnologias robóticas e tratamentos pudessem bancar o custo de uma dessas máquinas, eles não poderiam manipular seu sistema operacional.
Nada disso se aplica ao Raven (O Corvo, em tradução literal), um novo tipo de robô médico com braços parecidos com asas, originalmente desenvolvido para o Exército norte-americano pelos Drs. Blake Hannaford e Jacob Rosen da Universidade da Califórnia, Santa Cruz, como um protótipo para a prática de cirurgias robóticas no campo de batalha. Ao custo unitário de US$ 250 mil, eles são compactos, leves e relativamente baratos. Mais importante ainda para acadêmicos, o Raven é o primeiro robô cirurgião a usar um software de código aberto. Seu sistema operacional baseado em Linuxpermite a qualquer um modificar e aprimorar o código original, criando uma nova maneira para pesquisadores colaborarem e experimentarem.
Universidades pelos Estados Unidos receberam a primeira leva de Ravens em fevereiro. Em Harvard, Rob Howe e sua equipe esperam utilizar um Raven na operação de um coração pulsante, equilibrando automaticamente a sua pulsação. Hoje em dia, cirurgias cardíacas requerem que a pulsação seja interrompida.Enquanto isso, na Universidade da Califórnia, Los Angeles, Warren Grundfest trabalha em modos de dar ao robô uma sensação de toque que por sua vez seria comunicada ao cirurgião. Pieter Abbeel e Ken Goldberg da Universidade da Califórnia, Berkeley, tentarão fazer com que os robôs operem com autonomia ao imitar os gestos de cirurgiões. E o Dr. Rosen trabalhará em pesquisas para permitir que cirurgiões humanos e robóticos trabalhem em conjunto.
Ainda que laboratórios individuais retenham os direitos para suas inovações particulares, o resultado desses estudos e as melhorias sugeridas por eles serão armazenados num repositório online disponível a todos. Hannaford espera que pesquisadores de robótica e amadores irão então cooperar na procura e conserto de problemas na programação do sistema de código aberto.

 
BLOG DO ANDRÉ CAFÉ
SÓ JESUS SALVA
//