Redes Social



twitterfacebookgoogle pluslinkedinrss feedemailhttps://www.wowapp.com/w/andrecafe/joinhttps://www.instagram.com/andrecafee/

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Ministério Público denuncia Igreja Universal do Reino de Deus

O Bispo Edir Macedo e mais 3 bispos da Igreja foram indiciados por estelionato e crimes contra o sistema financeiro.
Vídeo abaixo mostra orientações de como obter ofertas de empresários.


Russos 'ressuscitam' planta morta há 32 mil anos

Cientistas russos geraram plantas vivas a partir do fruto de uma pequena flor do Ártico, a Silene stenophylla, extinta há 32 mil anos.
O fruto ficou conservado por várias décadas graças a um singelo esquilo, que o guardou nos compartimentos de sua toca, preservada no permafrost (subsolo que fica congelado a maior parte do ano) siberiano.
O feito agora precisa ser confirmado pelo método de datação por radiocarbono.
Os russos acreditam que circunstâncias especiais contribuíram para a notável longevidade das células da stenophylla. Os esquilos constroem os armazéns de comida próximos ao solo congelado do Ártico, o permafrost, para manter as sementes frescas durante o verão ártico.
Ou seja, os frutos teriam permanecido congelados desde o início, mas as suas placentas, que contêm alta dose de sacarose e de fenóis, não se congelaram. A partir delas é que as plantas foram cultivadas.
O recorde anterior era de uma tamareira, que cresceu de uma semente com cerca de 2.000 anos de idade, recuperada no antigo forte de Massada, em Israel.
O trabalho é de autoria da equipe chefiada por Svetlana Yashina e David Gilichinski, do centro de pesquisas da Academia Russa de Ciências, em Puschino (perto de Moscou), e será publicado na edição desta terça-feira da revista oficial da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
A especialista em DNA antigo da Universidade de Copenhague Eske Willersley diz que a descoberta é "a princípio, plausível", dadas as condições do permafrost.
A confirmação do resultado, porém, precisa ser feita pela datação por radiocarbono: "Tudo depende disso. Se houver algo errado ali, pode desmontar a coisa toda."
Se for positivo, então os cientistas poderão estudar a evolução, em tempo real, das stenophylla antigas, comparando-as com as atuais.
Gilichinsky, porém, não poderá comemorar a feito do seu grupo. Hospitalizado após um ataque de asma, o cientista faleceu neste mês.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

O ESPÍRITO CONDUZ



O primeiro domingo da Quaresma nos apresenta o início da pregação de Jesus na GaliIeia. Antes de iniciar sua missão púbilca, Jesus é batizado por João e passa quarenta dias no deserto, sendo tentado por satanás.
O Filho de Deus se deixou conduzir pelo Espírito Santo, mostrando-nos que ser filho de Deus é deixar-se conduzir pelo Espírito de Deus.
Satanás representa todas as forças contrárias ao projeto que Jesus vem realizar. Os projetos contrários ao projeto de Deus são tentadores, com promessas maravilhosas pelo menor esforço.
Mas o que Jesus vem inaugurar é o reino de seu Pai. Sendo acompanhado pelo Pai ele supera todas as tentações e leva adiante sua missão. Uma missão difícil, de enfrentamento dos poderes que tiravam a liberdade e produziam a morte. Então é simples coincidência que Jesus comece sua pregação exatamente depois da prisão de João Batista.
A boa notícia que Jesus proclama é que o tempo se cumpriu. Não é mais tempo de esperar. E tempo de agir. O Messias esperado já veio: é o próprio Jesus, inaugurando o reinado de Deus no mundo.
Para ingressar nesse reino, as palavras de Jesus são claras: “Arrependam-se e acreditem no evangelho” Arrepender-se é mudar de caminho, reconhecendo que tantas estradas levam para longe do projeto de Deus. Arrepender-se é mudar de mentalidade, passando a ver as pessoas, as relações e o mundo com o olhar do Deus de Jesus. Acreditar no evangelho é entregar-se confiante, por inteiro, à boa notícia de Deus, que Jesus vem comunicar e fazer acontecer.
Os quarenta dias de Jesus no deserto abrem nossa caminhada quaresmal: é este o tempo certo para seguir os passos de Jesus. Somos filhos de Deus e queremos nos deixar guiar pelo Espírito de Deus. Ele nos acompanha e nos dá forças para vencer as tentações do poder, do prestígio e das riquezas. E nas palavras de seu Filho se joga o grande desafio de nossa vida: vamos ficar esperando e assistindo ou vamos fazer acontecer as ações do reino?


A LUZ AINDA É A MAIS VELOZ


Em setembro de 2011, cientistas receberam com cautela a informação de que a luz poderia não ter a máxima velocidade cósmica. O dado foi divulgado pelos cientistas do experimento Opera, após o lançamento de partículas subatômicas, no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern), na fronteira da Suíça e da França, até o laboratório de Gran Sasso, na Itália. O feixe lançado teria percorrido uma distância de 730 quilômetros em 60 nanossegundos a menos do que se as partículas tivessem viajado na velocidade da luz.
Os cientistas responsáveis pelo experimento disseram, na época, que eram necessárias mais experiências para concluir que os neutrinos conseguem atingir uma velocidade superior à da luz. Essa conclusão contrariaria a Teoria da Relatividade Especial, de Albert Einstein, que estabelece a velocidade da luz como a constante máxima possível. Para os cientistas, um erro de medição poderia ter provocado o resultado.
Cinco meses depois do anúncio dos cientistas do Opera, o site da Revista Science publicou que o resultado foi mesmo consequência de um erro. A falha estaria na conexão entre o cabo de fibra ótica que liga o GPS para medir o tempo da viagem dos neutrinos e um cartão eletrônico de um computador. Com o problema corrigido, a diferença de 60 nanossegundos sumiu das medições. Apesar dos resultados serem condizentes com as teorias testadas por Einstein, ainda são necessárias novas experiências para constatar que o experimento científico está sendo utilizado da maneira correta.

Nano: celulares são recarregados com o calor da pele

Baterias de celular descarregadas nos momentos mais críticos serão coisa do passado, segundo pesquisadores da Universidade de Wake Forest, na Carolina do Norte.
Em parceria com indústrias como a FiberCell Inc. ea NanotechLabs os pesquisadores do Centro para Nanotecnologia e Materias Moleculares desenvolveram um material que chamam de "Power Felt", semelhante a um tecido e composto de carbonos nanoestruturados que, em contato com a pele, por exemplo, é capaz de transformar o gradiente de temperatura entre a pele e o ambiente num campo elétrico, ou seja, numa diferença de potencial entre dois pontos. Essa diferença de potencial seria constante e suficiente para manter um celular ligado.
O melhor de tudo? As expectativas são de que uma capa para celular feita com o material custe US$1.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

LHC após dois meses de parada volta a ser acionado

As operações do acelerador de partículas LHC, do Centro Europeu de Física de Partículas (CERN), voltou a ser acionado após mais de dois meses de parada técnica e a partir de agora mais de 5 mil cientistas dão início a etapa decisiva na busca do "Bóson de Higgs", a partícula que explicaria a origem da matéria.

"Os aceleradores estão sendo reativados, mas os primeiros feixes de prótons não serão injetados no LHC (Grande Acelerador de Hádrons) até meados de março e as colisões continuarão até o fim deste mês", confirmou nesta sexta-feira, 24, à Agência Efe o porta-voz do CERN, James Gillies.

A injeção de prótons será feita em um primeiro acelerador menor e mais antigo. Lá as partículas irão adquirindo energia e acelerando-se para passar ao segundo acelerador maior antes de chegar com toda potência (mais de 99,9% da velocidade da luz) ao LHC, explicou um dos responsáveis do centro de controle do grande acelerador, Mirko Pojer.

Uma vez que os prótons cheguem ao LHC, a metade deles fará sua trajetória em uma direção e os demais no sentido oposto para começar a colidir no fim de março.

Para isso então terão de ter chegado ao ponto ideal de esfriamento dos ímãs supracondutores do LHC, cuja temperatura deverá descer aos 271 graus centígrados negativos - a temperatura mais baixa conhecida no Universo - para que a experiência se retome corretamente.

No total serão injetados 2,8 mil pacotes de partículas no LHC, com conteúdo de 115 bilhões de prótons cada, que circularão a uma energia de 4 TeV (teraeletronvolts), 0,5 TeV mais do que estava previsto.

"A energia da colisão dos prótons equivale ao choque de um grande avião na velocidade de aterrissagem, ou seja, cerca de 150 km/h", comparou Pojer.

No entanto, dado ao reduzido tamanho dos prótons, a probabilidade de choque é reduzida, o que explica a necessidade de injetar no acelerador tamanhas quantidades de partículas.

Os milhares de físicos que trabalham no CERN esperam que das colisões entre prótons a energia tão elevada surjam novas partículas cuja existência está apenas na teoria.

É o caso do Bóson de Higgs, sobre a qual repousam as bases do modelo padrão da física e que é, por enquanto, a única explicação disponível sobre uma questão tão fundamental como a origem da matéria.

Os responsáveis pelo CERN garantiram que neste ano terão resultados conclusivos sobre a existência ou não de "Higgs", da qual os cientistas deste organismo acreditam ter visto sinais durante as medições e análises de dados realizados durante 2011.

O LHC, um anel de 27 quilômetros de circunferência localizado entre 50 e 150 metros abaixo da terra, conta com quatro detectores.

Desses, dois - conhecidos como ATLAS E CMS - estão dedicados a buscar de maneira paralela, mas independente, novas partículas, incluída a de Higgs.

Nos próximos meses nenhuma nova descoberta será anunciada até que uma dessas experiências não alcance um grau de comprovação quase absoluta ou equivalente a uma possibilidade em 1 milhão que possa ter algum erro, disse à Agência Efe o físico Steven Goldfarb, coordenador de divulgação e educação do detector ATLAS. Se isso ocorre, o outro detector servirá para contrastar o resultado e corroborar os dados obtidos.

Goldfarb lembrou que entre 1999 e 2000 em uma experiência conhecida como "Aleph" os cientistas pensaram ter encontrado a partícula de Higgs, mas outros três experimentos que eram desenvolvidos paralelamente descartaram a descoberta.

"Isto é como tirar dados. Pode ocorrer que o mesmo número saia seis vezes seguidas e seria emocionante, mas existe uma probabilidade estatística que isto ocorra, e ali mora a armadilha", comentou.

Com a mesma opinião tem a cientista espanhola Silva Goy, quem trabalha no detector CMS e assinalou que o observado até agora pode ser "oscilação estatística" e que o desafio é chegar a um nível de probabilidade que permita eliminar esse risco.

Com o valor de energia que será utilizada neste ano, o volume de dados obtidos chegará aos 15 femtobarn inverso (Fv-1), considerada suficiente para alcançar um resultado final.

Espera-se que até a próxima grande conferência de física, no início de julho na Austrália, já tenham sido reunidos tanto dados quanto em todo o ano de 2011 e se possam apresentar resultados significativos para a comunidade científica.

Tecnologia: tetraplégico pode dirigir usando sensor na língua

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, criaram um dispositivo usado dentro da boca que permite a tetraplégicos conduzir um carro e outros objetos. Isso acontece por meio de um sistema de sensores colocados sob a arcada dentária. As informações são da TV norte-americana MSNBC.
O mesmo dispositivo está sendo estudado para ser introduzido ao iPhone e mesmo em piercing usado na língua. Com ele, o lesionado medular poderá ainda conduzir uma cadeira de rodas ou controlar um mouse de computador.
A descoberta tem como objetivo melhorar a vida das pessoas com alto nível de lesões na medula espinhal e é considerada uma grande atualização do sistema de movimentação chamado Língua (Tongue, em inglês) em desenvolvimento no Instituto de Tecnologia da Geórgia.
Uma espécie de molde dental contém sensores de campo magnético montados nos quatro cantos da arcada, que detectam o movimento de um ímã minúsculo ligado a língua do usuário. O sistema pode interpretar sete movimentos da língua para conduzir uma cadeira de rodas ou navegar pela internet.
Sinais do sensor localizado dentro da boca são transmitidos para um iPhone ou para um software de um iPod que interpreta os comandos da língua através da posição do ímã. O aparelho da Apple está ligado à cadeira de rodas usando uma interface personalizada.
Testes preliminares indicaram um aumento da sensibilidade do novo sistema que pode abrir as portas para comandos adicionais. A equipe recrutou 11 pessoas com alto nível de lesões na coluna vertebral para testar o sistema. Cada um tinha seu piercing na língua e lhes foi dado um ímã minúsculo embutido na esfera superior.
"Os usuários têm sido capazes de aprender a usar o sistema, mover o cursor do computador mais rápido e com mais precisão, e manobrar a pista de obstáculos mais rápido e com menos colisões", diz Maysam Ghovanloo, engenheiro do Instituto de Tecnologia da Geórgia.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Astrônomos descobrem novo planeta que pode ser habitável

Astrônomos descobriram recentemente um novo planeta potencialmente habitável localizado a 22 anos-luz da Terra.

A temperatura do planeta, que foi batizado como GJ 667Cc, não chega a ser nem muito quente e nem muito fria, o que torna possível a existência de água líquida em sua superfície.

Esta descoberta mostra que os planetas habitáveis estão mais “espalhados” no Universo do que se acreditava. A estrela hospedeira deste novo planeta, conhecida como GJ 667C, é uma estrela anã classe M que possui menos elementos mais pesados que o hélio (como ferro, carbono e silício) do que o nosso Sol.

As outras duas estrelas neste sistema também são estrelas anãs, mas da classe K. Elas possuem uma alta concentração de elementos pesados.

“Este planeta é o melhor candidato para suportar água líquida e, talvez, vida como nós conhecemos”, disse Guillem Anglada-Escudé, da Universidade de Gottingen.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Quaresma


Estamos iniciando hoje, o tempo litúrgico da Quaresma com a imposição das cinzas sobre as nossas cabeças que é o gesto muito significativo para nós. Isso nos dá o sentido que estamos empenhados a converter o nosso coração a Deus para recebermos as graças Dele em nossa vida. Não é momento de tristeza e de ficar-se culpando, mas inicio de um percurso para celebrar bem a Páscoa do Senhor. Durante esse tempo quaresmal faremos orações, penitencia e caridade aos mais pobres e necessitados que estão gritando de fome, de socorro no atendimento da saúde, de moradia, de educação de qualidade e de uma vida digna de filhos de Deus. Voltemos o nosso coração ao Deus da vida.

Serão quarenta dias que podemos ter para viver as mudanças de rumo de nossa vida e voltar para o Senhor com um coração sincero. Necessitamos do perdão de Deus e de perdoar cada um que caminha conosco. Esse perdão de Deus vem até nós através do nosso coração convertido e renovado pelo arrependimento. Aproveitemos bem esse tempo de graça, fazendo boa confissão, rezando mais e praticando a caridade sincera a todos que precisam de nossa ajuda “Deixai-vos reconciliar com Deus" (2Cor 5,20). O apostolo São Paulo nos exorta e indica um caminho de conversão para que possamos prosseguir nele para a mudança de vida.

No evangelho encontramos três conselhos de piedade que já era citado na lei de Moisés ao Povo como a esmola, a oração e o jejum. “No decorrer do tempo, estas prescrições foram ligadas ao formalismo exterior ou, por assim dizer, se transformaram em sinal de superioridade” (Papa Bento XVI 09-03-2011). Será que as praticamos como algo corriqueiro para ser bem visto aos olhos dos outros ou chamar atenção deles para estas nossas atitudes ditas “piedosas”? Jesus, Mestre e Senhor nos advertem para sermos bons e coerentes e nos faz ver que esses preceitos de piedade nos ajudam a sermos melhores, porque saímos do nosso egoísmo e chegamos ao outro que precisa de nós (Cf. Mt 6,1-6.16-18).

Não podemos ficar na exterioridade de nossas ações, mas que brotem dentro de nós estas atitudes e conselhos de piedade porque amamos a Deus em cada um de nossos irmãos. Que esta quaresma nos leva a uma reta intenção de estar junto do Senhor através do jejum e da penitencia que fazemos da oração e da escuta assídua da palavra de Deus na comunidade e na família. Sejamos firmes e confiantes rumo ao Mistério Pascal que vamos celebrar e reviver. Deus sempre nos chama a conversão e vai nos preparar para a Páscoa do Senhor que é a nossa Páscoa. Assim, "Converte-vos, e crede no Evangelho". Amém

Horário de verão pode trazer malefícios à saúde

O horário de verão acaba no dia 26 de fevereiro, mas quem tem mais dificuldade em se adaptar à mudança deve começar a preparar o organismo com antecedência, antecipando o horário de dormir cerca de dez minutos a cada dia. A orientação é do coordenador do serviço de neurologia do Hospital Anchieta, Ricardo de Campos. “Ao invés de esperar o dia da virada do horário, o interessante é que a cada dia fosse dormindo dez minutos mais cedo, até estar dormindo uma hora mais cedo, e o corpo não vai padecer”.
O médico explica que as mudanças sentidas pelo organismo com o início ou o fim do horário de verão são por causa de hormônios como o cortisol e a melatonina, que regem o nosso relógio biológico e são secretados de acordo com o tempo de exposição ao sol e à escuridão. “Dessa forma, todo o metabolismo do organismo passa a se pautar de acordo com as taxas de secreção desses hormônios. Quando uma hora do dia é suprimida ou acrescentada, passa a ter alterações nesse metabolismo”.
Os efeitos dessas mudanças, segundo Campos, vão desde alterações no sono, que podem causar irritabilidade, estresse e baixa produtividade, até o aumento da instabilidade vascular. Além dos idosos, as mulheres sentem bastante as mudanças de horário, pois têm diversas oscilações no organismo relacionadas à produção de hormônios. “Mudanças abruptas no nosso relógio biológico trazem malefícios incontestáveis em relação à saúde”, diz o especialista.
O governo federal ainda não tem um balanço da economia de energia proporcionada pelo horário de verão neste ano, mas a expectativa é que a mudança gere uma redução entre 4,5% e 5% na demanda de energia do horário de pico, nas regiões onde o sistema foi adotado (Sul, Sudeste, Centro-Oeste e na Bahia). A redução total de consumo para o país deve ficar em torno de 0,5%, com uma economia entre R$ 75 milhões e R$ 100 milhões para o país durante o período.
O secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Grüdtner, explica que o principal ganho para a sociedade com a adoção do horário de verão é o aumento da segurança e da qualidade do suprimento de energia. Além disso, com a redução da demanda, não é preciso fazer novos investimentos em usinas hidrelétricas ou acionar energia de usinas termelétricas para complementar o fornecimento de energia.
Segundo ele, a redução do consumo de energia, proporcionada pelo aumento da utilização da luminosidade natural, não chega a ser sentida na conta de luz dos consumidores. “O consumidor sentiria se tivesse que fazer investimentos, aí apareceria um acréscimo na conta de luz”.
De acordo com o secretário, existem pesquisas que mostram a aprovação da população ao horário de verão, e a extinção da mudança não está nos planos do governo. “Pode até ser avaliado no futuro, mas em princípio sempre é um ganho. Se a sociedade inteira ganha com a aplicação do horário de verão, por que vou deixar de utilizar?”
Neste ano, o horário de verão começou no dia 16 de outubro, e terá uma semana a mais, porque a data estabelecida para o fim do horário diferenciado, que é o terceiro domingo de fevereiro, em 2012 coincidiu com o feriado do carnaval.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Especialistas criaram o menor transistor do mundo: um átomo

Especialistas de nanotecnologias anunciaram neste domingo que criaram em laboratório o menor transistor do mundo: um único átomo de fósforo que pode abrir caminho para os computadores do futuro.
Os pesquisadores conseguiram posicionar - combinando técnicas já utilizadas na produção industrial de semicondutores clássicos com um microscópio "com efeito túnel" - um átomo de fósforo em uma camada de silício, o material predileto dos chips de informática.
Trata-se de um experimento que lhes permitiu definir um grupo de seis átomos de silício e substituir um por um átomo de fósforo, com uma precisão superior a meio nanômetro (um nanômetro é um milhão de vezes menor que um milímetro).
Até agora, a precisão conquistada para tais operações era da ordem dos 10 nanômetros, uma margem de erro muito importante em escala atômica, ressalta o estudo publicado neste domingo na revista britânica Nature Nanotechnolology.
"Esta posição individual do átomo é verdadeiramente primordial se quiser poder utilizar em um computador quântico", que ofereceria uma rapidez e uma potência de cálculo sem igual, explicou Martin Füchsle, do Centro de Informática Quântica da Universidade de Nova Gales do Sul, em Sidney.
Os testes realizados pela equipe de Michelle Simmons, que dirige este centro australiano, confirmaram que o átomo de fósforo cumpre o papel de transistor, como os que são utilizados na eletrônica clássica. Pode servir, por exemplo, como interruptor ou amplificador de um sinal elétrico.
Melhor ainda, este transistor atômico conservaria uma parte de suas propriedades quânticas, o que abre caminho para outras aplicações. A física quântica, em vigor em nível atômico, transgride as regras da física clássica que se aplicam em maior escala.
Esta técnica, ainda experimental, seria "particularmente pertinente para o desenvolvimento de transistores de silício na escala do átomo, e nosso enfoque pode ser utilizado também nos computadores quânticos", afirmam os pesquisadores.
Mas se trata apenas de um primeiro passo, ressaltaram. "Para chegar a construir um computador (quântico), será preciso localizar uma grande quantidade de transistores atômicos" em série, explica Simmons.
No entanto, estes resultados são muito promissores e "demonstram que um dispositivo constituído de apenas um átomo pode, em teoria, ser construído e controlado com a ajuda de nanofios", considera o estudo.
Os pesquisadores australianos e americanos dirigidos por Simmons conseguiram construir o "nanofio", constituído de silício e fósforo, de quatro átomos de comprimento e um de altura.
Este "nanofio" é capaz de conduzir corrente como o cabo de cobre comum de nossos aparelhos domésticos, demonstraram em um estudo publicado no mês passado na revista Science.
Trata-se de um resultado surpreendente, já que, segundo a física quântica, a resistência de um nanofio deve, em teoria, ser extrema e impedir que os elétrons circulem livremente.

Windows 8: Microsoft confirma novo logo

A Microsoft apresentou oficialmente o novo logo do Windows 8, que fica sem cores e num design simples,bastante simples e numa única cor, que veio, agora, confirmar-se através de um blog da Microsoft.
Este novo design vem de encontro ao que a Microsoft pretende com o novo Windows 8, marcar a diferença em relação às anteriores versões.
O novo Windows 8 deverá aparecer no final do ano, mas uma versão Beta estará disponibilizada já no dia 29 de Fevereiro,num evento paralelo ao MWC, a decorrer em Barcelona. Nessa altura, já dará para perceber as grandes novidades que a Microsoft apresenta na nova versão do sistema operacional.

Tecnologia que protege carros e motocicletas

A LocatorOne, empresa especializada em equipamentos de segurança contra roubo de veículos, começa a investir nos mercados do Norte. O principal trunfo da empresa é um dispositivo que permite o travamento do veículo - carro ou moto - em caso de roubo. Trata-se de uma inovação brasileira. O rastreador utiliza chips comuns de telefone celular e tem o tamanho de um maço de cigarros.
O diretor da empresa, Valdemar Penna, explica que os mercados do Norte e Nordeste se apresentam com extremamente promissores devido aos índices de roubo de veículos e , principalmente, à frota desproporcional de motocicletas em relação ao total da população.
“Normalmente, nossas vendas ocorrem pela Internet, mas estamos agora com agentes fazendo ações regionais. O Norte representa para nós uma boa oportunidade devido também ao fato de que, quem compra moto não faz seguro. E não é por falta de vontade, é que não tem seguradora para fazer seguro de moto”, explica Penna.
A estratégia da empresa tem dado certo e já existe a expectativa de reforçar a atuação regional.
Falsa pane elétrica
O equipamento fica instalado no painel do carro ou no chassi da moto. Em caso de roubo, o proprietário pode telefonar para o número do aparelho, digitar um código para travamento. O equipamento vai interromper o funcionamento da bomba de combustível deixando o veículo “no prego”. A pane se dá de forma gradativa, obrigando os ladrões a abandonarem o veículo.
Com a digitação do código de rastreio no celular, o proprietário recebe as coordenadas de localização do veículo por GPS. Aí é só buscar. “Um de nossos clientes, em São Paulo, já recuperou sua Parati três vezes. Para nós, é uma satisfação pessoal saber que o usuário conseguiu evitar a perda do veículo devido ao nosso equipamento”, diz Penna.
A instalação é idêntica à de um alarme, e pode ser feita em qualquer oficina mecânica. O modelo carro-chefe da empresa custa R$ 990.


Matemáticos encontram falha em método de criptografia online

Uma equipe de matemáticos e criptógrafos europeus e norte-americanos descobriu uma falha inesperada em um sistema de criptografia usado no mundo todo em sites de compras, bancos, e-mails e outros serviços online que deviam permanecer privados e seguros.
A falha – que envolve um número pequeno, mas considerável de casos – está relacionada à forma como o sistema gera números aleatórios, que são usados para tornar praticamente impossível que um hacker decodifique mensagens enviadas de forma digital. E, apesar de a falha afetar as transações de usuários individuais, não há nada que um indivíduo possa fazer para se proteger. As operadoras dos grandes sites serão as responsáveis por efetuar mudanças que garantam a segurança de seus sistemas, dizem os pesquisadores.
O potencial risco causado pela falha é que, apesar do número de usuários afetados serem pequeno, a confiança no algoritmo de segurança se tornará menor, dizem os autores do estudo.
O sistema requer que um usuário primeiro crie e publique o produto de dois números primos grandes, junto a outro número para gerar uma “chave” pública. Os números originais são mantidos em sigilo. Para criptografar uma mensagem, outra pessoa emprega uma fórmula que contém o número público. Na prática, só alguém que conheça os números primos originais pode decodificar a mensagem.
Para que o sistema se mantenha seguro, no entanto, é essencial que os números primos secretos sejam gerados de forma aleatória. Os pesquisadores descobriram que em um número pequeno, mas significativo de casos, o sistema que gera os números aleatórios não estava funcionando corretamente.
A importância de garantir que sistemas de criptografia não tenham falhas não pode ser subestimada. Todo o sistema de comércio online no mundo moderno se baseia no sigilo garantido pela infraestrutura de criptografia com as chamadas chaves públicas.
Os pesquisadores descreveram seu trabalho em um estudo que vai ser apresentado em uma conferência de criptografia em Santa Barbara, Califórnia, em agosto, mas tornaram suas descobertas públicas na última terça-feira, 14, porque consideram a questão de importância imediata para as operadoras de servidores na internet, que dependem do sistema de criptografia com chaves públicas

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Lula para o Banco Mundial

O anúncio da saída de Robert Zoellick da presidência do Banco Mundial gerou um novo debate sobre sua sucessão, e cada vez mais vozes pedem o fim da tradição da seleção automática de um norte-americano para o cargo. Num momento em que as economias avançadas certamente prefeririam corrigir os desequilíbrios macroeconômicos no comércio e nas finanças, para os países do Hemisfério Sul, os desequilíbrios também existem na representação dos dois hemisférios nas instituições globais.
O Brasil está entre os países que pedem um equilíbrio maior. “Não há razão alguma que faça com que o presidente seja obrigatoriamente de uma nacionalidade específica. O escolhido deveria ser simplesmente alguém competente e capaz”, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “Nossa meta é fazer com que os países emergentes tenham a mesma chance de competir pela liderança dessas organizações multilaterais”.
Mantega não precisa ir muito longe para achar um candidato. Que tal Lula?
Sob sua liderança, entre 2003 e 2010, o Brasil sobreviveu fortemente à crise financeira global. Seus bancos e multinacionais continuaram a crescer no mercado mundial. Lula foi um dos líderes mais carismáticos do hemisfério Sul na última década, e seus desempenhos foi marcante nos encontros do G20, onde ele não hesitou em apontar os culpados pelo estado da economia mundial e exigiu reformas para corrigir acordos de representação obsoletos no sistema econômico global.
Suas credenciais como um grande nome das economias emergentes são fortes. Ele viajou o mundo defendendo laços mais fortes entre os países do sul, inclusive com os africanos, e uma maior cooperação dentro do grupo dos BRICs, além de apoiar fóruns regionais na América do Sul. E Lula também exigiu um papel maior dos países emergentes nas decisões e nos planejamentos globais.
Lula é respeitado por formadores de opinião no Hemisfério Norte. O Brasil deu contribuições importantes para instituições multilaterais dentro do sistema das Nações Unidas, e dando mais dinheiro do que a China à Associação Internacional de Desenvolvimento, o fundo do Banco Mundial para os países pobres. Tanto a Chatham House, de Londres, quanto a Sciences Po, de Paris, deram a Lula prêmios de “figura do ano”.
A nomeação do ex-presidente não resolveria por si só os desafios de legitimidade que o banco Mundial enfrenta. Embora esses problemas não sejam tão graves quanto os do FMI, não se pode esquecer que foi apenas há quatro anos que o Banco nomeou seu primeiro economista-chefe oriundo de um país emergente: um chinês. Logo, o simbolismo da nomeação de alguém como Lula certamente não passaria despercebido.
Para os Estados Unidos, seria uma quebra com seu lugar cativo na presidência, e isso poderia ser enxergado como um rico no momento em que muitos ao redor do mundo questionam o modelo de desenvolvimento que o Banco Mundial deveria promover. A crise financeira global abalou as convicções existentes.
No entanto, com Lula como presidente, o Banco seria liderado por alguém que lutou bravamente por democracia, igualdade e justiça social. Haverá um acordo, pelo menos em algum nível, sobre o que representa um bom modelo de governo.
Para os poderes tradicionais e de outrora, essa coroação de Lula não deveria ser subestimada. Se, por razões de saúde, ele preferir não aceitar o cargo, algo perfeitamente compreensível, deve-se então buscar alguém com credencias similares.

As raças não existem


As ciências biológicas, assim como as ciências sociais, deram durante muito tempo estatuto científico ao racismo. Nelas, ele baseava-se especialmente na afirmação de que a espécie humana era composta de três grandes raças e cada uma delas tinha atributos intelectuais e comportamentais específicos que justificavam uma hierarquia biologicamente estabelecida. Quem pensava assim via na prática social a comprovação dessa hierarquia. O conceito de raça - ou subespécie - era, portanto, o alicerce científico para o passo seguinte, o racismo e seu corolário, a superioridade racial de um grupo privilegiado.

A principal pergunta pertinente às ciências biológicas sobre esta questão é: a espécie humana é, objetivamente, composta por raças diferentes? Respondida esta pergunta poderíamos então partir para a seguinte: uma raça é superior a outra?


Essas questões receberam respostas diferentes ao longo dos últimos 200 anos. Hoje, o desenvolvimento e o acúmulo dos conhecimentos sobre a evolução da espécie humana, fornecidos principalmente pela paleoantropologia e pela genética, estabeleceram provas irrefutáveis sobre a inexistência de raças na espécie humana e desmascararam a camisa de força imposta por cientistas para adequar a realidade à prática social e à ideologia.


Podemos identificar duas posturas bem marcadas em relação ao conhecimento científico. Uma delas considera o fato científico como a revelação da verdade. Assim, o experimento científico, ou descoberta, é apresentado como um fato isolado, sem relação com outros fatos, científico ou não, e totalmente alheio ao desenvolvimento científico e histórico que o antecedeu, e o fato é então incorporado como uma "verdade" científica que, por sua vez, é cultuada como solução para o problema que suscitou a pesquisa.


No outro extremo estão os que percebem que as promessas feitas com base na "verdade científica" nem sempre se realizam; que sabem que a ciência é feita por homens e mulheres com suas ideologias, e que, hoje, a prática científica baseia-se nos mesmos mecanismos capitalistas que regem as sociedades atuais. Por isso, negam a validade da metodologia científica para a aproximação do conhecimento da realidade, que em última análise, para eles, é inalcançável.


Essas duas posturas, apesar de distintas, têm a mesma conseqüência: invalidam a prática científica como instrumentos para o conhecimento da realidade negam os benefícios que esse conhecimento pode representar para a humanidade e, acima de tudo, impedem a análise crítica da ciência atual. Com isso, esvaziam as propostas de luta para a democratização e socialização dos conhecimentos científicos e de suas aplicações e para a reorientação dos objetivos da prática científica, atualmente definidos pela organização capitalista e neoliberal da sociedade.


Para entendermos o estágio em que a ciência se encontra é necessário ter em mente que por trás de toda prática científica estão as idéias, que, por sua vez, são resultado do contato do homem com a natureza, com os outros homens e suas criações. As ciências biológicas não são exceção à regra. Elas também estão imersas no universo ideológico, e o debate sobre a existência de raças biologicamente definidas na espécie humana é uma demonstração de que a ciência e a ideologia são inseparáveis e de como é tortuoso o caminho que nos leva ao conhecimento da realidade. Mas, é, ao mesmo tempo, a demonstração de que a ciência pode nos dar elementos importantes para o entendimento do mundo em que vivemos e auxiliar na proposição de lutas para torná-lo mais justo e mais humano.

A origem da variedade de seres que habitam nosso planeta é uma questão fundamental das ciências biológicas. Elas têm, em sua origem, a concepção religiosa judaico-cristã que estabelecia a origem divina das espécies e, até 1858, quando Charles Darwin publicou A origem das espécies e a seleção natural, acreditava-se que elas eram fixas, criadas por Deus, e as variações entre os indivíduos de uma mesma espécie não passavam de imperfeições nas criaturas, provocadas pelas falhas do mundo material. Os mesmos argumentos explicavam a existência das raças humanas e estabeleciam os níveis hierárquicos entre elas.

A versão bíblica (Gênesis 9, 18-27) conta que quando Noé e seus filhos Sem, Cam e Jafé saíram da Arca, Cam cometeu uma irreverência contra o pai que, para puni-lo, o condenou ao sofrimento no tórrido continente africano e à eterna escravidão: "Maldito seja Canaã! Que se torne o último dos escravos dos irmãos". A descendência dos três filhos de Noé teria formado, segundo essa interpretação religiosa, as raças que se espalharam pelos diferentes continentes.


Essa concepção predominou nas ciências biológicas até mesmo depois de Darwin ter mostrado que as espécies não eram fixas, mas resultado de um longo processo de transformações sucessivas. Numa época em que, de um lado, a prática da escravidão estava no auge e, de outro, a ciência não dispunha de elementos para compreender a evolução humana - a paleoantropologia ainda engatinhava à procura de fósseis dos ancestrais humanos e não se conheciam os mecanismos de herança das características dos seres vivos - a ciência biológica européia, é bom lembrar, associava traços culturais que não conseguia entender à variedade física dos povos, alegando que eram determinados pelo clima onde esses povos viviam. Assim, os traços culturais dos povos asiáticos e africanos eram associados às suas características físicas e como essas culturas eram consideradas inferiores à cultura européia, que então procurava se impor nas diversas colônias, os povos mongolóides e negróides eram considerados inferiores.


Pode-se dizer que essas idéias predominaram nas ciências biológicas até o início do século XX, acaçapando as visões discordantes. O desenvolvimento de dois ramos das ciências biológicas, a paleoantropologia e a genética evolutiva, na primeira metade do século XX, e a ameaça representada pelas idéias nazistas e eugenistas durante a Segunda Guerra Mundial foram determinantes para destronar temporariamente aquela concepção no âmbito das ciências biológicas. E após a derrota do nazismo, mesmo biólogos conservadores, como Edward O. Wilson, um dos fundadores da sociobiologia, diziam que a noção de raça ou subespécie era tão arbitrária que deveria ser abandonada.


Não auxiliava na classificação de plantas e animais e nem no entendimento dos fenômenos evolutivos. Ao contrário, confundia-os.

A teoria neodarwinista, proposta na virada dos anos de 1940 por Ernst Mayr, Theodozius Dobzanky e Julian Huxley, reuniu a teoria da evolução proposta por Darwin com os achados de Mendel e as novi-dades da nascente genética das populações, mas ainda mantinha em suas bases o dogma da Criação. Aceitava a evolução das espécies como um processo progressivo em cuja base estão as espécies inferiores que gradativamente progridem até chegar ao ápice dominado pela figura humana, como se a evolução seguisse um plano previamente traçado. O neodarwinismo propõe que a evolução consiste no surgimento de novas variantes de genes em grupos isolados de uma espécie; essas variantes surgem ao acaso provocadas por mutações e não ocorrem de maneira homogênea em toda a espécie. Gradualmente, sob a ação da seleção natural, as variantes genéticas que conferem vantagens adaptativas aos indivíduos do grupo são incorporadas ao seu patrimônio genético. O isolamento e o acúmulo progressivo de mutações em seu patrimônio genético tornam-o, ao longo do tempo, incompatível com a espécie original - definindo uma nova espécie. As raças ou subespécies, por sua vez, seriam os estágios intermediários desse processo.

Esta teoria não rompeu com as idéias racistas que, ao contrário, a evocavam para afirmar que as raças negras e amarelas seriam estágios anteriores e inferiores da raça branca e inspirou correntes reacionárias, como a sociobiologia e o ultradarwinismo.


Mas o neodarwinismo expôs também a fragilidade do conceito de raça, subespécie ou variedade ao demonstrar como sua significância depende do momento do processo evolutivo de uma certa espécie. Como saber se as variações observáveis dentro de uma espécie dariam vantagens evolutivas aos seus portadores a ponto de diferenciá-los numa raça? Em que momento um conjunto de variações poderia conferir status de raça a uma população? Inspirou também vários estudos que tentaram quantificar a variação genética entre populações de uma mesma espécie, inclusive na espécie humana. Esses estudos mostraram que a variação genética entre indivíduos de uma mesma população humana é menor do que a variação entre indivíduos de "raças" diferentes. Outros estudos demonstraram que os traços que orientam as noções de raças - a cor da pele, o formato do nariz e dos lábios e o tipo de cabelo - não são típicos de cada "raça". Existem, por exemplo, pessoas de pele clara e pessoas de pele escura portadoras de cabelos crespos, ondulados e lisos; de nariz achatado e de nariz aquilino; de lábios finos ou carnudos. As variações genéticas para cada uma dessas características estão espalhadas em toda a população humana.

Raça, um conceito ideológico, e não biológico


A luta contra as idéias racistas foi intensa. Apesar dos avanços posteriores à Segunda Guerra Mundial, o debate sobre a existência de raças recrudesceu na década de 1970, quando foram publicados livros como O Macaco Nu, de Desmond Morris, Gene Egoísta de Richard Dawkins e Sociobiologia de Edward O. Wilson. As idéias racistas e deterministas dessas obras, fartamente divulgadas pela imprensa da época, foram atacadas por cientistas progressistas, de inspiração marxista, como Richard Lewontin, Steven Rose, Leon Kamin, Marcel Blanc, Stephen J. Gould, entre outros, que promoveram uma verdadeira campanha de divulgação de experimentos e pesquisas científicas e demonstraram como as idéias apresentadas por aqueles autores não tinham fundamentos científicos e eram, apenas, conclusões de ordem moral e ideológica.


Nessa época os livros do paleontólogo Stephen J. Gould começaram a chegar às livrarias mostrando que a teoria neodarwinista não era a única explicação para a origem de espécies novas. Uma das idéias combatidas por Gould é a de que as raças ou subespécies são estágios transitórios do processo de especiação. Ele é veemente no combate à idéia de que a evolução é um processo de "melhoramento" das espécies e de que há uma hierarquia entre elas. Ao contrário, ele defende que a seleção natural é um fator menor na origem das espécies e considera que o acaso é o principal motor da evolução. O acaso representado por catástrofes naturais, por alterações gradativas no ambiente, por mutações genéticas ou alterações mais profundas no material genético são responsáveis pelo desaparecimento da maior parte das espécies e pelo surgimento de novas.


Algumas idéias de Gould (muitas delas inspiradas em colegas que no início do século foram solapados pela força do neodarwinismo, como Richard Goldschmidt), foram reconhecidas e incorporadas por cientistas como Ernst Mayr, fundador do neodarwinismo.


Na segunda metade do século XX os achados de fósseis de ancestrais humanos acrescentaram novos argumentos contra a existência de raças ao mostrarem que a espécie humana é muito nova na face da Terra - surgiu há apenas cerca de 160 mil anos, tempo insuficiente para que houvesse se diferenciado em raças. Além disso, mostraram que o intercruzamento, ao contrário do isolamento, é uma característica da espécie impossibilitando a ocorrência do processo de especiação neodarwinista.


Atualmente, portanto, é consenso de que não existem raças biologicamente definidas entre os homens. Mesmo tendo destruído o conceito biológico de raça humana, não será a ciência que destruirá o racismo, cujas origens não são científicas e nem fazem parte da natureza humana. O racismo também não é um mero problema de atitude, um preconceito residual do tempo da escravidão, como a visão liberal tradicional deseja. As origens do racismo são ideológicas e suas bases se mantêm na medida em que o racismo reforça o sistema capitalista. As conclusões da paleoantropologia e da genética de populações, no entanto, devem ser incorporadas à luta contra o racismo com a mesma veemência que as conclusões pseudocientíficas o foram a seu favor em tempos de triste memória.

As pesquisas genéticas confirmam o que historiadores e sociólogos já sabiam: a unidade da espécie humana. As raças não existem

Fibra ótica

Uma nova pesquisa sobre o comportamento da luz pode contribuir para um aumento na quantidade de dados transmitidos por fibra ótica.
Os investigadores do Instituto de Espectroscopia Ultrarrápida e Lasers, em Nova York, desenvolveram uma nova forma de mapear a luz que viaja em forma de espiral. Chama-lhe "luz torcida" e se as expectativas dos cientistas forem cumpridas, esta tecnologia pode permitir utilizar novos canais de dados nas fibras óticas.
Giovanni Milione, chefe de investigação do instituto, esclarece que "até agora, só a forma mais simples de luz podia ser mapeada e controlada - "estado fundamental"". O investigador explicou também que "muitos dos canais de uma fibra ótica necessitam de uma luz mais complexa para serem utilizados e, até agora, eram completamente ignorados"
A descoberta foi feita graças à polarização, um processo que permite ver a forma como a luz viaja no interior de um feixe de laser, tornando assim possível perceber como o movimento pode providenciar um feixe de dados com uma capacidade alargada.
Os investigadores descobriram que a luz complexa move-se com rotação e momento orbital, num padrão semelhante ao da lua enquanto roda no seu eixo à volta da Terra. A luz torce-se como um tornado enquanto viaja pelo espaço em feixes e vórtices vetoriais, os quais podem conter muito mais dados do que os atuais caminhos luminosos explorados no cabos de fibra ótica.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Nanorrobô pode ser usado para ministrar medicamentos e alterar comportamento celular



Imagine colocar uma substância em cima de um robô microscópico e ele transportá-la em uma célula específica do corpo. Um trio de pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, construiu um nanorrobô usando DNA capaz de realizar esta viagem fantástica. “A nanotecnologia de DNA é um método simples e poderoso para criar formas específicas com dimensões nanométricas. Nosso trabalho usou esta técnica para construir um dispositivo que pode chegar até células específicas e entregar ‘cargas’ na superfície delas.”, explicou Shawn Douglas, um dos autores do artigo que descreve a experiência, publicado esta semana no periódico científico Science. E completou: “Esperamos que este trabalho seja um passo adiante na criação de aplicações práticas para uma tecnologia que até hoje não mostrou ter muita utilidade fora do laboratório”.

No trabalho, um trio de cientistas conseguiu colocar partículas de ouro e fragmentos de anticorpos fluorescentes em cima de nanorrobôs de DNA e fazer com que eles entregassem a carga para células em um meio de cultura em laboratório. Estes nanorrobôs podem ser projetados, por exemplo, para responder a proteínas específicas presentes na superfície de uma célula, entregando sua carga apenas quando as encontrasse. “Esperamos que este dispositivo sirva de base, no futuro, para terapias inteligentes capazes de atingir e matar células cancerígenas sem os efeitos colaterais dos tratamentos tradicionais contra o câncer”, afirmou Douglas.

O próximo passo do trabalho será aumentar a produção dos nanorrobôs. “Assim poderemos começar testes em animais. Será necessário também redesenhar o nanorrobô. O projeto atual dele provavelmente sumiria da corrente sanguínea em minutos se fosse injetado em um camundongo”, ponderou Douglas.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Memória de computador é criada com DNA de salmão

Uma equipe composta por engenheiros especializados em nanotecnologia e biólogos conseguiu criar um tipo de memória não-volátil usando DNA de salmão e nanopartículas de prata.

A memória é do tipo write-once-read-many (WORM), assim como os discos óticos atuais. Basicamente, os pesquisadores criaram um fino filme de polímero contendo DNA de salmão e as nanopartículas de prata.
As moléculas de DNA são posicionadas seguindo um padrão regular. Ao expor o biopolímero à luz ultravioleta, as nanopartículas de prata se agregam em torno do DNA. Este processo parece ser permanente e de acordo com os pesquisadores, os dados são armazenados indefinidamente.

Para ler os dados armazenados, o biopolímero é posicionado entre dois eletrodos e os dados são lidos depois que uma voltagem específica passa por ele. A voltagem usada para “leitura” é de apenas 2.6V, que é similar À voltagem das memórias DRAM e Flash que temos hoje.
Usar DNA para criar a base de um computador parece ser algo estranho, mas atualmente é uma esfera da nanoengenharia que vem se desenvolvendo nos últimos anos.

Em junho de 2011, moléculas de DNA foram usadas na criação de um circuito bioquímico capaz de realizar o cálculo de uma raiz quadrada. Este circuito foi criado com 74 moléculas de DNA.

Já sobre a memória baseada no DNA de salmão, os pesquisadores disseram que esta técnica poderá eventualmente ser usada para criar dispositivos de armazenamento ótico.

Como este método usa eletricidade ao invés de laser para ler os dados, é provável que sejam criados chips óticos com circuitos integrados ao invés de discos no futuro.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Estabilizador: ter ou não ter ?

Uma dúvida recorrente em fóruns de informática, sites de buscas, blogs e etc. é sobre a necessidade de ligar o PC num estabilizador de tensão e se o seu uso pode danificar componente (fonte, placa de vídeo e HD) do computador. Nesta coluna, irei explicar a finalidade de uso desse equipamento e em que circunstâncias o seu uso é imprescindível.
O que é um estabilizador?

O estabilizador é um equipamento criado na década de 1940, com a finalidade de minimizar os efeitos das oscilações que ocorrem na rede elétrica, devido à dificuldade que as concessionárias tinham de manter as condições ideais de fornecimento de energia. Naquela época, os computadores pessoais estavam longe de ser realidade, mas outros aparelhos eletrônicos estavam vulneráveis às variações na tensão. Com o objetivo de oferecer proteção aos equipamentos, o estabilizador foi largamente adotado desde aquela época.
Quando os computadores pessoais passaram a equipar as empresas e residências, devido às características técnicas dos seus componentes, os PCs e impressoras estavam mais suscetíveis a danos. O seu funcionamento consiste em disponibilizar uma atenuação quando ocorrer uma sobretensão ou uma subtensão, chegando a um valor apropriado que corresponde à voltagem suportada pela fonte de alimentação do equipamento que estiver conectado. Em variações mais extremas, o estabilizador possui um fusível, que “queima” e com isso evita a passagem da corrente elétrica.

Quando deve ser usado
Existem relatos em fóruns e postagens em blogs de usuários que não recomendam o uso de estabilizador sob a alegação de que não contribuem para proteger os eletrônicos e que, em alguns casos, até danificam os equipamentos. Nesse caso, cada relato deve ser avaliado com cautela, pois fatores externos podem contribuir para aumentar ou não o risco de ter o PC danificado por uma variação na corrente elétrica. As instalações locais podem apresentar instabilidades na corrente, o uso de diversos equipamentos ligados simultaneamente numa estrutura inapropriada, variações no abastecimento são fatores que interferem para aumentar a probabilidade de equipamento ser danificado.
Ou seja, com a diversidade de estabilidade nas instalações elétricas encontradas no Brasil, numa determinada região, bairro, cidade, localidade é possível observar as variações. E, por essa razão, relatos de um usuário em determinada região pode não se aplicar em outros locais. Quem mora numa região em que o abastecimento é mais estável, tem instalações de boa qualidade na residência, tem os aparelhos menos suscetíveis a riscos. Essa pode ser a explicação para os relatos de pessoas que ligam computadores diretamente na tomada durante anos e não têm nenhum dano.
Quanto aos relatos sobre danos sofridos pelo o uso de estabilizadores, é preciso levar em consideração a marca do equipamento, assim como o seu estado em geral. Vale salientar que o estabilizador que não estiver de acordo com as recomendações do Inmetro ou que não estiver em bom estado de conservação poderá oferecer riscos semelhantes ao de conectar o PC diretamente numa rede elétrica não estabilizada.

Estabilizadores não são todos iguais, porém devem estar de acordo com recomendações do Inmetro e que na embalagem conste o selo de conformidade descrito na norma NBR 14373:2006. Essa norma entrou em vigor em 1º de janeiro de 2008, sendo que os estabelecimentos só podem comercializar estabilizadores certificados conforme a nova geração. Essa identificação está impressa na embalagem do produto. Adicionalmente, alguns produtos podem conter também o selo da Abinee – Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica.


O emprego do estabilizador como estratégia de proteção a eletrônicos é uma medida apropriada para minimizar os riscos de danos aos equipamentos. Notebooks possuem uma fonte própria que também serve como dispositivo de proteção. Isso não quer dizer que conectá-la num estabilizador em bom funcionamento causará algum dando. O mesmo vale para outros eletrônicos que possuem fonte de alimentação própria. Os filtros de linha podem ser dispensados se o propósito for proteção, pois os estabilizadores da “nova geração” já possuem filtro de linha embutido.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

"No futuro, não existirá mais câncer", diz Kaku

Michio Kaku é um físico americano conhecido pelas teorias futuristas e por imaginar um futuro que, construído pelos robôs e pela nanotecnologia, deverá levar o homem a um estado perfeito de vida - se ele souber aproveitar as oportunidades. Kaku falou ao público da Campus Party Brasil, pela primeira vez em cinco anos, e afirmou que, em um futuro não muito distante, o câncer irá desaparecer. "Escrevam isso: a palavra tumor vai desaparecer da nossa língua", afirmou.

O físico é professor da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, e celebridade fora do mundo acadêmico por suas teorias relacionadas "ao impossível", que, na verdade, referem-se mais ao "impossível" de ser feito atualmente. "Penso no futuro, a daqui algumas décadas. Lá, as pílulas terão chips e microcâmeras. Quando você ingeri-las, elas escanearão seu corpo por dentro e você terá um resultado imediato", explicou o físico, que acrescentou que o exame será impresso, via smartphone, em um "papel do futuro", que será flexível e "tocável", como uma tela de iPad, por exemplo. "Essas pílulas irão matar o câncer instantaneamente", falou.

Kaku também acrescentou que os banheiros serão equipados com inteligência artificial, capaz de analisar os fluidos corporais e o DNA para identificar, com muita antecedência, o desenvolvimento de uma doença. "Neste futuro, Steve Jobs não teria morrido. Todos os habitantes humanos do planeta receberão um CD como um manual do corpo e terão pelo menos 20 anos para solucionar o problema", concluiu.

Em 10 anos, computadores deixarão de existir

Para Kaku, o futuro da computação será como em filmes como Matrix e O Exterminador do Futuro. Assim como a eletricidade, hoje, está nos tetos, sob o chão, nas paredes e nos aparelhos, a internet fará o mesmo caminho dentro de algumas décadas. "A internet estará nas lentes de contato e poderá ser acessada a um piscar de olhos. Você não precisará mais decorar um discurso. As pessoas falarão chinês e as legendas aparecerão instantaneamente em frente aos seus olhos", afirmou, com a certeza de um dos maiores físicos vivos no planeta.

A onda de avanços tecnológicos, no entanto, trará inevitavelmente uma bolha de desenvolvimento, que irá estourar e trazer a crise, como aconteceu em 2008, de cujo acontecimento Kaku falou que os físicos sabiam, mas que "nunca são consultados por ninguém para saber os rumos do planeta". A nova bolha será causada pelas telecomunicações e pela nanotecnologia, mas deve acontecer, segundo cálculos dele, somente em 2090. Kaku, no entanto, não quer assustar as pessoas com as suas teorias possíveis sobre o impossível. "É por isso que, às vezes, os físicos precisam saber quando ficarem calados" brincou.

Campus Party 2012



Depois de um dia repleto de problemas de organização, o que se tornou uma tônica da edição 2012, após o encerramento o palco principal da Campus Party Brasil 2012 foi tomado por uma competição de Street Fighter, que usava os mesmos projetores que os grandes palestrantes do evento utilizaram ao longo da semana. Em questão de minutos, centenas de campuseiros se reuniram para assistir e gritar - muito - durante a luta.
Em seguida, uma procissão com participantes fantasiados de personagens da saga cinematográfica Star Wars tomou a Arena. Seguidos por centenas de campuseiros, eles subiram ao palco, ao som da trilha sonora da saga, e foram ovacionados pelo público, que foi à loucura.
CP cresceu, mas mulheres ainda são minoria
Os números da Campus Party Brasil 2012, liberados no encerramento oficial do evento, que começou por volta das 21h30 deste sábado, impressionam perante os anos anteriores. Ao todo, foram 7,5 mil campuseiros, tendo 5,5 mil destes se hospedado dentro do Anhembi Parque. No entanto, as mulheres ainda são minoria no evento geek, que, este ano, recebeu investimento total de R$ 18 milhões. Ao todo, 29% dos campuseiros eram do sexo feminino, contra 71% de homens.
Orgulhoso de uma edição que apresentou muitos problemas de segurança, levando a organização a aumentar a equipe durante o evento, Mario Teza, diretor-geral da Campus, subiu ao palco para afirmar que é necessário focar no legado do maior evento geek do planeta. "Nós somos a garagem do Vale do Silício", disse, em referência ao local, na Califórnia, que abriga as principais empresas de tecnologia e internet do mundo. "O Brasil receberá de nós um legado sem tamanho. Falam muito da Copa do Mundo. Mas nós deixaremos uma verdadeira rede social de comunicação", declarou.
Em 2012, foram 40 mil metros de cabo de rede espalhados nos 64 mil m² do pavilhão do Anhembi Parque. Somados a isso, foram 40 mil m de fibra ótica, 15 mil m de fios de rede elétrica, 5.150 Kw/h e 5 mil batismos digitais - evento que introduz a internet pela primeira vez para as pessoas na área Expo da Campus. Além disso, foram 400 atividades com mais de 500 horas de conteúdo aproveitados por 43 caravanas que vieram de 27 estados brasileiros, separados por São Paulo (38,7% do total de participantes), Minas Gerais (9%), Rio de Janeiro (7,6%), Bahia (4,7%), Pernambuco (4,4%) e outros.
A área com maior número de inscritos foi a de Inovação, com 43,4%, seguida da Cultura Digital (23%), Entretenimento Digital (21,3%) e Ciência (12,1%), uma área a que o diretor-geral Mario Teza se referiu como "uma parte que cresce a todo ano, mas que queremos investir mais". Além disso, foram servidos 42 mil kg de comida e 160 mil pessoas visitaram a área Expo do evento, que é aberto ao público geral. Participaram da Campus também pessoas da Espanha, Estados Unidos, Colômbia, Reino Unido, Chile, Alemanha, México, Japão, Itália, Equador e Argentina.
Campus Party 2012
A Campus Party, o maior evento geek do planeta, realizado em mais de sete países, acontece entre os dias 6 e 12 de fevereiro de 2012. A sede é o Pavilhão de Exposições do Anhembi Parque, na zona norte de São Paulo (SP). Pelo quinto ano consecutivo no Brasil, a edição de 2012 já começou batendo recordes: todas as entradas foram vendidas em 22 dias em setembro do ano passado.
Com 7 mil participantes, sendo 5 mil acampados no local, a Campus Party oferece neste ano mais de 500 horas de conteúdo. Os principais nomes desta edição são Michio Kaku, conhecido como o "físico do impossível", Sugata Mitra, pesquisador e professor de Tecnologia Educacional da Newcastle University, Julien Fourgeaud, gerente de produtos e negócios da Rovio e Vince Gerardis, co-fundador da Created By, entre outros.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Jornal Italiano revela plano para matar Bento XVI


O jornal italiano Il Fatto Quotidiano informou nesta sexta-feira, 10, que o cardeal colombiano Dario Castrillón Hoyos entregou à Secretaria de Estado do Vaticano um documento para Bento XVI revelando um complô para matá-lo.
De acordo com o documento, o plano seria executado dentro de 12 meses.
‘Restam apenas 12 meses de vida’
O jornal italiano publicou uma parte do documento, ressaltando que o texto cita declarações “de uma pessoa bem informada” sobre as conversas mantidas durante uma viagem do cardeal e arcebispo de Palermo, Paolo Romeo, à China em novembro.
“Seguro de si mesmo, como se soubesse com precisão, o cardeal Romeo anunciou que ao Santo Padre restam apenas 12 meses de vida”, revela o documento. Romeo também teria dito que Bento XVI estaria preparando sua sucessão e teria indicado o nome do cardeal e arcebispo de Milão, Angelo Scola.
Reuniões secretas
Ainda de acordo com o jornal italiano, o cardeal Romeo “não podia imaginar que estas conversas realizadas nas reuniões secretas fossem depois informadas por terceiras pessoas ao Vaticano”.
O jornal diz que o cardeal colombiano Dario Castrillón Hoyos tomou conhecimento destas conversas e no dia 30 de dezembro resolveu escrever ao papa, que teria recebido a mensagem alguns dias depois.

Biocápsula : nanotecnologia podem salvar milhares de vidas

Não existe pronto-socorro no espaço. Assim, caso um astronauta adoecesse ou sofresse um acidente provocado pela radiação do sol, por exemplo, ele não teria para quem recorrer. Com isso em mente, mas também pensando nos seres humanos que ficam aqui na Terra, a NASA desenvolveu cápsulas com nanotubos que abrigam células capazes de prestar socorro imediato a uma pessoa.
A Biocápsula, como vem sendo chamada, foi inventada pelo Dr. David Loftus, da divisão de ciências biológicas da agência espacial. Para funcionar, ela deve ser implantada sob a pele do astronauta antes do lançamento, e isso é feito por meio de uma pequena cirurgia, que requer apenas anestesia local e um ou dois pontos para fechar o corte.
Na imagem abaixo, é possível conferir a aparência da Biocápsula. Ela é, basicamente, a extremidade preta que o Dr. Loftus exibe na ponta de uma agulha. Composta por muitos nanotubos, a invenção está repleta de células que liberam moléculas terapêuticas, como proteínas e peptídeos, quando sentirem ser necessário.

Essas células podem ser programadas, por exemplo, para secretar insulina quando perceberem que o corpo está com um nível muito alto de açúcar. Ou, ainda mais esperançoso, a cápsula pode ser usada como pequenas unidades de quimioterapia para pacientes com tumores cerebrais e outros tipos de câncer.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O que é Gorilla Glass ?



Aparelhos touchscreen se tornaram algo tão comum em nossas vidas, seja pelos smartphones, tablets e outras plataformas, que você até pode pensar que não podemos ter uma experiência ainda mais imersiva nesse tipo de tecnologia. Mas, como nesse universo tudo acontece muito rapidamente, especialistas preveem que em dez ou 15 anos, produtos um tanto futurísticos terão um papel fundamental no dia a dia das pessoas.
Hoje, já é possível acompanhar o desenvolvimento de televisões, videogames e eletrodomésticos totalmente interativos. E uma dessas inovações é o Gorilla Glass, um recurso criado pela empresa Corning, que consiste em uma tela touchscreen feita de vidro que não risca e é mais forte e resistente do que os periféricos atuais. Atualmente, já é utilizado em smartphones da Samsung e LG.
Pensando em prever como vamos viver nos próximos anos com a utilização dessa ferramenta, a Corning produziu um vídeo no qual fala sobre como essa tecnologia inteligente em vidro vai nos ajudar a reconstruir o que conhecemos do planeta no futuro. As demonstrações chegam a ser alucinantes, e você com certeza vai se impressionar em como o cotidiano pode ficar bastante interessante com exposições interativas e múltiplas funcionaldiades.
O clipe de seis minutos de duração começa com uma criança dormindo, quando um display acoplado no chão do quarto começa a exibir a hora, fotos e outras atividades. Portátil, o aparelho se assemelha a um tablet transparente, e pode se transportado para um ambiente maior, permitindo que o indivíduo tenha acesso a um acervo de informações sobre os próprios objetos, como roupas e calçados. A interação continua no caminho para a escola, dentro do carro, que também possui um painel inteligente.
Apesar de revelar inovações nos segmentos profissionais e residenciais, no entanto, é provável que os focos principais sejam em áreas como educação e medicina que, em muitos países, carecem de investimento e recursos realmente eficientes.
No vídeo, as crianças sentam-se em fileiras, cada uma com o seu computador de mão. Na mesa dos estudantes, os PCs mostram apenas o que está na tela principal, como o sistema de menus e recursos interativos, evitando que os alunos se distraiam e, assim, prestem atenção apenas nos professores. Os conteúdos mostrados dão uma impressão de profundidade 3D, e há até um painel semelhante ao que é encontrado no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, onde os visitantes têm de montar palavras embaralhadas através do movimento das mãos.
Já no hospital, os médicos portarão os tablets transparentes que vão exibir em tempo real a ficha completa dos pacientes, além de seus diagnósticos. Essas informações podem ser passadas facilmente para uma tela maior, que também mostra todos os exames já feitos pelos doentes. O mais impressionante, talvez, é a reprodução holográfica do próprio enfermo na mesa hospitalar, onde os doutores podem analisar o cérebro e outras partes do corpo utilizando a realidade aumentada.
Futurístico ou não, essa é uma boa forma de visualizarmos como pode estar nossa vida tecnológica daqui alguns anos. Enquanto esses dias não chegam, aproveite para assistir ao vídeo do A Day Made of Glass.

POUCO MENOS QUE UM MACACO


Pouco mais de 1% dos genes diferencia o homem de um chimpanzé. Ainda assim, do ponto de vista cognitivo, a distância entre um e outro é notável. Por mais inteligentes que sejam não foram eles que inventaram a roda. E, a não ser em filmes de ficção científica, jamais colocarão humanos dentro de uma jaula para estudá-los em laboratório. Questões como essas tiram o sono de pesquisadores evolutivos, que buscam entender por que, mesmo compartilhando 98,8% das sequências genéticas com seus parentes próximos, o Homo sapiens se diferenciou, tornando-se uma espécie à parte, devido à sua inteligência.
A resposta pode estar na plasticidade do cérebro humano, que, principalmente durante os primeiros anos de vida, é capaz de absorver e estocar informações obtidas no meio ambiente, de forma impressionantemente ativa. Acredita-se que essa é uma característica única no reino animal. Agora, uma equipe internacional de pesquisadores liderados pelo Instituto Max Planck, da Alemanha, identificou no córtex pré-frontal uma intensa comunicação entre neurônios, chamada sinaptogênese, que ocorre apenas em humanos.
Esse mecanismo é conhecido por ser crítico para garantir a aprendizagem e a estocagem de informação no cérebro durante sua fase de desenvolvimento. No processo, ocorre a formação, o fortalecimento e a eliminação de algumas conexões sinápticas, resultando na habilidade humana de raciocinar. A sinapse é uma estrutura no sistema nervoso central que permite aos neurônios passarem sinais químicos ou elétricos uns para os outros.
“O que nos motivou nessa pesquisa foi tentar descobrir o que faz do cérebro humano um órgão tão especial, quando comparado ao dos chimpanzés e ao de outros primatas mais distantes”, conta Phillip Khaitovich, pesquisador de antropologia evolutiva no Instituto Max Planck e integrante da Academia Chinesa de Ciência. Como não é possível retirar células vivas do cérebro, os pesquisadores usaram amostras de tecidos post-mortem de indivíduos saudáveis, que morreram de outras causas que não doenças. Da mesma forma, eles obtiveram os neurônios de macacos. Com técnicas avançadas, fizeram análise do DNA do material para investigar como os genes se expressam após o nascimento.

Governo brasileiro processa Twitter

O governo brasileiro entrou com um processo contra o microblog Twitter. No processo foi exigindo que o Twitter deletasse contas que anunciavam comandos, barreiras e blitz policiais como as da lei seca. Segundo as autoridades, o serviço alertava os usuários da rede do microblog sobre as operações policiais que impediam a direção embriagada em grandes cidades, servindo como um alerta aos motoristas.
O processo ordena que o Twitter pague uma quantia de R$500 mil para cada dia que não cumprir a ordem judicial. A ação veio logo depois que o Twitter anunciou que poderia bloquear mensagens que violasse as leis locais, caso o governo solicitasse. A ação foi ajuizada pelo Procurador-Geral da União, Luis Inácio Lucena Adams, do estado de Goiás. O procurador alega que as mensagens violam informações utentes sobre o tráfego e violam leis penais.
O promotor-chefe, Celmo Ricardo Teixeira da Silva, disse que ”a acusação respondeu a uma necessidade de assegurar a eficácia da ação de fiscalização da polícia rodoviária federal.” Existem várias contas no Twitter que alertavam os motoristas sobre as barreiras policiais como, por exemplo, o @RadarBlitz e a @LeiSecaRJ, seguida por mais de 28.000 pessoas. ”Estamos suspendendo as atualizações até que a justiça se pronuncie”, disse o perfil @RadarBlitz.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Megaupload: pane anunciada

O site de compartilhamento Megaupload, com seus mais de 150 milhões usuários registrados, 50 milhões de visitantes diários e responsável por 4% de todo o tráfego da internet mundial tornou-se o protagonista de uma novela com ainda mais audiência nos últimos dias. Entre os inúmeros capítulos que ganharam destaque, a vulnerabilidade da segurança dos dados pessoais – incluindo fotos e documentos - dos usuários.
Acusados de pirataria em massa, os responsáveis pelo site, que foi bloqueado pelo FBI, foram presos e tiveram suas contas bloqueadas pelo governo americano. De um lado, hoje, a Justiça americana diz que os dados do site precisam ser apagados, do outro, milhões de usuários querem preservar seus dados pessoais armazenados.
A confusão toda inclui até o grupo de hackers Anonymous, que, em resposta ao fechamento do Megaupload, bloqueou uma série de sites, incluindo o do FBI e o da produtora Universal Music, com um grupo de mais de cinco mil pessoas envolvidas nos ataques. E a internet mundial virou um pandemônio, sentido até por quem sequer nunca tinha nem ouvido falar no Megaupload. A sensação de vulnerabilidade nunca esteve tão ativa desde o início dessa celeuma.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Glúten


Glúten (derivado do Latin glūten) é uma proteína amorfa composta pela mistura de cadeias protéicas longas de gliadina e glutenina.
O glúten é obtido através da mistura destas proteínas que se encontram naturalmente na semente de muitos cereais da família das gramíneas (Poaceae), subfamília Pooideae, principalmente das espécies da tribo Triticeae, como o trigo, cevada, triticale e centeio, ou em espécies da tribo Aveneae, como a aveia. Estes cereais são compostos por cerca de 40-70% de amido, 1-5% de lipídios, e 7-15% de proteínas (gliadina, glutenina, albumina e globulina). A estrutura bioquímica deste tipo de glúten leva muitas vezes à sua denominação de "glúten triticeae", que é popularmente conhecido como "glúten de trigo".
No caso do trigo (Triticum) a massa protéica é composta de cerca 68% de gliadina e 32% de glutenina (que compõem o glúten), 13% de globulina e 7% de albumina.
A frase "contém glúten", encontrada em embalagens de diversos produtos alimentícios, serve para alertar as pessoas que possuem intolerância ou reações alérgicas a essa proteína, para que não consumam aquele alimento.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Desvio milionário de pastores vai à justiça e polícia


Esquema de corrupção para desviar recursos provenientes do recolhimento do dízimo foi montado na cúpula da Igreja Cristã Maranata, com o envolvimento de pastores, diáconos e até fornecedores. A ação, identificada em uma investigação da própria instituição, foi parar na Justiça. Nela, aparece o nome do vice-presidente, Antônio Ângelo Pereira dos Santos. Estimativas iniciais da igreja indicam que o rombo é de, no mínimo, R$ 21 milhões. Mas a ação protocolada na Justiça pede o ressarcimento de R$ 2,1 milhões.

A diretoria da Maranata diz que a situação é grave e que já adotou as providências contra as irregularidades que vinham sendo praticadas. Uma delas foi afastar três pastores e um diácono das funções administrativas e religiosas.

O caso está sendo investigado pelo Ministério Público Estadual. Em nota, o MP adiantou que os documentos exigem melhor apuração, mas apontam para várias irregularidades e crimes. Diz ainda que, se aproveitando da isenção de tributos que as igrejas possuem e da boa-fé dos fiéis, pastores estariam usando bens da igreja em benefício próprio. A lista de prováveis crimes praticados inclui desvio de recursos para o exterior, criação de empresa irregular, contrabando, fraudes ao Fisco e ao sistema financeiro.

Fonte-Rádio CBN Vitória
 
BLOG DO ANDRÉ CAFÉ
SÓ JESUS SALVA
//