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domingo, 8 de janeiro de 2012

Fim do mundo está confirmado,mas não será agora

Temores sobre o fim do mundo não são tão infundados quanto parecem, mas são precipitados. Sim, a vida na Terra será extinta, mas isso só deve acontecer daqui a cerca de um bilhão de anos. Quando o Sol chegar a uma avançada idade estelar, o grande aumento de sua temperatura tornará a vida na Terra insustentável.
“Faz parte da evolução das estrelas do tipo do Sol. Quando o hidrogênio de seu núcleo vai acabando, a consequência é a estrela aumentar. Isso interfere em seu brilho e na energia que chega a Terra”, diz Gustavo Rojas, astrofísico da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).
As estrelas são astros compostos de vários gases incandescentes, principalmente hidrogênio. No núcleo os átomos colidem em um ambiente de alta pressão, provocando a fusão nuclear, processo que cria muita energia, permite que a estrela tenha um tamanho estável e gera hélio. No entanto quando o hidrogênio no núcleo solar se esgotar, o Sol vai se contrair por conta de sua própria gravidade, o que elevará a temperatura do núcleo o suficiente para iniciar a fusão do hélio.
Essa substituição fará com que o Sol aumente de tamanho, o calor se espalhe pela extensão da estrela e ela se torne mais fria e por isso mais vermelha. Nesse ponto, daqui a cinco bilhões de anos, ela se tornará uma gigante vermelha (estágio da evolução estelar). O aumento de tamanho de cerca de 200 vezes, será o suficiente para “engolir” Mercúrio, Vênus e a Terra.
Quando esse momento chegar, no entanto, já não haverá vida na Terra. “Daqui a 1 bilhão de anos, com o aumento do brilho do Sol, os oceanos já terão evaporado. Até as rochas derreterão. A vida já terá acabado”, diz Carolina Chavero, do Observatório Nacional, no Rio.

Futuro da humanidade


Ainda que falte bastante tempo para que a Terra comece a sofrer as consequências da ‘velhice solar’, cientistas já estudam alternativas para que a espécie humana sobreviva. Gustavo Rojas aponta a migração para outro planeta. “A zona habitável [região em que há água no estado líquido] do Sistema Solar também mudará. Regiões antes muito frias vão esquentar”. Marte seria a primeira alternativa, mas o Sol não demoraria muito a esquentar sua superfície também. O ideal dentro de alguns bilhões de anos seria o chamado cinturão de Kuiper, onde fica Plutão.
Alternativas mais mirabolantes é um guarda-sol para barrar parte da luz estelar e um complexo sistema capaz de “empurrar” a Terra para outra órbita através do uso da força gravitacional de cometas.

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