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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Advento: expectativa e renovação





O tempo de Advento (vinda de Nosso Senhor) celebra-se durante quatro semanas (antes do Natal) para significar os quatro adventos (vindas) de Nosso Senhor Jesus Cristo:
1) na Carne, 2) no Espírito, 3) na Morte, 4) no Juízo Final.

A última semana (quarta) do Advento fica inacabada, porque a glória dos Santos, que chegará com o último advento (última vinda, no Juízo Final), não acabará nunca. Ou seja, será uma glória eterna… Igualmente será eterno o tormento dos que levaram uma vida pecaminosa e não se arrependeram.

Podem considerar-se três aspectos acerca do primeiro Advento (da Carne): a sua oportunidade, a sua necessidade e a sua utilidade.

Do ponto de vista da lei natural, o homem havia caído na mais completa falta de conhecimento divino. Em conseqüência precipitou-se em péssimos erros de idolatria. Por isso ficou obrigado a clamar e dizer: “Ilumina os meus olhos…”

Mais tarde veio a lei preceptiva (Moisés), em que o homem se viu incapaz de pô-la em prática. Ou seja, o homem estava apenas instruído, mas não liberto do pecado nem ajudado para alcançar o bem por meio de alguma graça. Daí o homem ter que inclinar a cabeça e dizer: “Não falta quem mande, mas quem cumpra”.

Foi então que o Filho de Deus veio oportunamente. Ou seja, só quando o homem se sentiu e se deu conta de sua ignorância e depois de sua incapacidade. Porque, se Nosso Senhor tivesse vindo antes, o homem atribuiria a salvação aos seus próprios méritos e, conseqüentemente, não seria grato à cura.

Nosso Senhor veio “quando chegou a plenitude dos tempos”. Quando a doença era universal, foi oportuno aplicar um remédio universal. Por isso é que – segundo Santo Agostinho – veio então do Céu um grande médico, quando por todo o mundo jazia uma imenso doente. Daí as sete antífonas que se cantam (ou se rezam) antes do Natal (ou seja, no Advento). Nelas se considera a multiplicidade (significada no número sete) da doença e se peça remédio para cada uma delas.

Antes do Advento do Filho de Deus encarnado, os homens eram ignorantes ou cegos, condenados a penas eternas, servos do diabo, amarrados ao pecado pelos maus costumes, expulsos e exilados da pátria celeste. Precisavam, então, de médico da alma, de redentor e de libertador. Alguém que fosse seu guia, iluminador e salvador.

Como os homens eram ignorantes (das coisas celestes), precisavam ser por Ele ensinados. Por isso, na primeira antífona clamamos: “Ó sabedoria, que saíste da boca do Altíssimo (…), vem ensinar-nos o caminho da prudência.”

Entretanto, isso pouco nos serviria, se fôssemos ensinados e não fôssemos redimidos por Ele.  Daí, a segunda antífona: “Ó Adonai e chefe da Casa de Israel, [...] vem redimir-nos com teu braço estendido”.

Mas de que serviria sermos ensinados e redimidos, se continuássemos cativos, mesmo depois da Redenção? Daí também o canto da terceira antífona: “Ó raiz de Israel (…), vem libertar-nos, não demores”.

Ademais, que aproveitaria estarem redimidos e libertos, mas não estivessem ainda desligados de todo o vínculo com o mal. Isto é, de modo que os homens fossem senhores de si próprios e livres de ir para onde quisessem? Igualmente de pouco serviria se nos redimisse e libertasse, mas continuássemos a manter-nos amarrados. Então, arrancados dos vínculos de todos os pecados, cantamos na quarta antífona: “Ó chave de David (…), vem e tira do cárcere quem está preso e mergulhado nas trevas e na sombra da morte”.

Todavia, acontece que aqueles que tiveram muito tempo no cárcere têm os olhos obscurecidos e não podem ver claramente. Então, é preciso que, depois de solto do cárcere, onde estiveram mergulhados nas trevas e na sombra da morte, sejamos ensinados (iluminados) para que saibamos e vejamos para onde ir. Então, a quinta antífona: “Ó Oriente, esplendor da luz eterna, vem e ilumina os que permanecem nas trevas e na sombra da morte”.

Por fim, de que nos valeria o sermos ensinados, totalmente libertos do inimigo e iluminados para onde ir, se não fôssemos salvos? Por isso, nas duas antífonas seguintes (sexta e sétima) pedimos a salvação: “Ó Rei das Nações (…), vem e salva o homem que formaste da lama!” e “Ó Emanuel (…), vem salvar-nos, Senhor nosso Deus”. Na sexta, então, pedimos a salvação das nações (“Ó Rei das Nações…”) e na sétima, a salvação dos judeus (povo eleito), a quem Deus havia dado a Lei (“Ó Emanuel, nosso Rei e Legislador”).

Conclusão

O Advento do Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, foi-nos, pois, necessário para que, habitando em nós pela fé; iluminando a nossa cegueira pelos ensinamentos e pela graça; permanecendo conosco na Sagrada Eucaristia; ajude a nossa enfermidade. E, sendo a nosso favor, proteja a nossa fragilidade e combata por nós.

Por fim, devemos ter sempre presente que “suspiraram os patriarcas, e pedidos insistentes fizeram os profetas e os santos da lei antiga, durante quatro milênios, mas só Maria o mereceu, e alcançou graça diante de Deus, pela força de suas orações e pela sublimidade de suas virtudes.

“Porque o mundo era indigno, diz Santo Agostinho, de receber o Filho de Deus diretamente das mãos do Pai, ele o deu a Maria a fim de que o mundo o recebesse por meio dela. Em Maria e por Maria é que o Filho de Deus se fez homem para nossa salvação. Deus Espírito Santo formou Jesus Cristo em Maria, mas só depois de lhe ter pedido consentimento por intermédio de um dos primeiros ministros da corte celestial.”  

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