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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Laboratórios que simulam tempestades


Um gigantesco equipamento, com hélice de 7 metros de largura com 44 pás de fibra de carbono, capaz de simular tempestades de vento de até 240 km/h. Este é o maior túnel de vento da Ford instalado em Dearborn, nos Estados Unidos, identificado com o número 8 e utilizado também pelas subsidiárias da empresa no mundo para o desenvolvimento da aerodinâmica, economia de combustível, nível de ruído e segurança dos veículos da marca.

Equipado com isolação acústica para testes inovadores de ruído de vento, o Túnel de Vento oito registra as forças sobre a carroceria em uma balança de precisão, capaz de captar desde o peso de uma moeda até cargas de 4.500 kg. O equipamento faz parte de uma série de nove túneis de vento da Ford em Dearborn.

Ferramenta importante no ciclo de desenvolvimento dos produtos da Ford, os túneis de vento aumentam a produtividade. Eles ajudam a trabalhar o design para oferecer o melhor em aerodinâmica e visual, obter maior economia de combustível e eficiência, requisitos prioritários para os consumidores de automóveis. O silêncio interno também é um atributo valorizado, que aumenta a sensação de conforto e qualidade do veículo.

Uma pesquisa no final dos anos 90 mostrou que os testes dos veículos nas pistas poderiam ser reproduzidos em laboratório. Os dados reais foram comparados com as simulações nos túneis de vento, usando um método chamado de correlação direta. Calibrados para simular testes no mundo real, os túneis de vento reduzem a necessidade de testes na pista, que continuam a ser feitos para confirmação final.

Assim, cada túnel de vento tem finalidades específicas na Ford. Eles permitem testar os carros sob condições ambientais extremas - seja simulando uma nevasca ou o calor do deserto, em altas e baixas altitudes - sem precisar viajar a lugares distantes, com grande economia de tempo e dinheiro.

Entre suas funções, estão à capacidade de simular desde efeitos aerodinâmicos até a rodagem em estradas com temperaturas de 54ºC para validar e calibrar componentes como motores, transmissão, ar-condicionado e sistemas elétricos e eletrônicos, reproduzindo qualquer ambiente em todas as épocas do ano.

Outra inovação são as salas de aclimatação, que mantêm os veículos em temperaturas determinadas antes dos testes. Isso é importante quando se quer simular, por exemplo, uma nevasca abaixo de zero - especialidade do Túnel de Vento sete. Usando uma máquina de produzir neve similar às usadas nas pistas de esqui, os técnicos podem criar uma tempestade de neve de 130 km/h, por exemplo, para garantir que a entrada de ar do motor não ficará bloqueada. Além da velocidade do vento e temperatura, ele é capaz de criar diferentes tamanhos e tipos de neve.

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