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terça-feira, 21 de junho de 2011

Aids: cientistas detectam ponto fraco do vírus


Foi com um modelo matemático aplicado em bolsas de valores que cientistas do renomado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Universidade de Harvard, em Boston (Estados Unidos), conseguiram identificar o chamado “calcanhar de Aquiles” do HIV — o ponto fraco do vírus causador da Aids. O estudo, publicado pela revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, partiu da premissa de que um raro grupo de pacientes consegue controlar a infecção sem tomar qualquer medicação.


Os especialistas Arup Chakraborty e Vincent Dahirel identificaram cinco grandes grupos de locais preservados nas proteínas do HIV, que foram denominados de “setores do HIV”. Eles perceberam que essas regiões do vírus permaneciam intactas, enquanto o restante da estrutura se distorcia ao redor delas.


Para detectar essas cinco áreas vulneráveis, Arup e Dahirel aplicaram o método estatístico da teoria da matriz aleatória. E rastrearam a maior parte do código genético do HIV, em busca de mutações correlacionadas. O segmento que poderia tolerar o menor número de mutações foi apelidado de setor 3, em uma proteína do HIV conhecida como Gag. Essa substância funciona como uma espécie de camada externa do vírus da Aids. Esse mesmo setor abriga diferentes proteínas Gag em um mecanismo de acoplagem simultânea. Sem as Gag, o vírus não seria capaz de montar sua camada externa. Se uma dessas áreas muda, o HIV provavelmente sobrevive. Se a alteração afeta várias áreas, o resultado é um vírus deficiente.


A pesquisa lança luz sobre uma hipótese provocativa — a de que, em vez de evitar um amplo ataque, a vacina contra o HIV deveria se concentrar em poucos alvos. Pesquisas anteriores já haviam comprovado que o capsídeo, a membrana interna do vírus, possui uma estrutura semelhante a uma colmeia. Uma parte do setor 3 da proteína Gag ajuda a formar as bordas dessa colmeia. Se toda a estrutura sofre muitas mutações, o capsídeo entra em colapso. A ideia agora é treinar o sistema de defesa do corpo humano para atacar todas as áreas de um mesmo setor do vírus. Na tentativa de escapar dessa ofensiva imunológica, o HIV teria que desenvolver várias mutações diferentes. Juntas, elas inutilizariam o micro-organismo.

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