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domingo, 29 de agosto de 2010

Memória RAM à base de água


O intuito das tecnologias de maneira geral é compor sistemas que saciem a necessidade dos usuários por informações, sejam elas de cunho profissional, educacional ou entretenimento. O desenvolvimento tecnológico computacional é impulsionado pela ânsia das pessoas em adquirirem conhecimentos, a cada dia que passa, em menor tempo.


A memória RAM, por ser um dos recursos cruciais para que um computador execute aplicativos com efetividade, tem sido aperfeiçoada constantemente. Mas o foco de desenvolvimento passou da capacidade de armazenamento (memória volátil de 512 MB, 2 GB e assim por diante) para a velocidade de transmissão dos pacotes de bits (medida em frequência, como 400 MHz, 1066 MHz e 1600 MHz).


Esse contexto promove o investimento e desenvolvimento de componentes eletrônicos cada vez mais potentes, como é o caso da Kingston com a sua linha HyperX H2O – pentes de memória com até 6 GB e 2000 MHz. Porém, esse drástico aumento na frequência da troca de dados tem um efeito colateral para o equipamento: o superaquecimento.


Mas como chegamos a especular tanta velocidade de processamento? Quais são as medidas tomadas para que a memória RAM proporcione a potência que desejamos sem danificar a máquina?


O poder dos 512 MB

Antigamente buscávamos notícias do dia ou da semana anterior em jornais e revistas, por exemplo. Com a popularização da internet, começou-se a buscar informações de poucas horas antes. Hoje, esse contexto é ainda mais dinâmico: queremos saber o que está acontecendo agora!


Essa assimilação de conteúdo em tempo real levou as empresas de tecnologia a investir pesado em equipamentos e componentes eletrônicos com maior potência de processamento de dados. Entre eles estão os pentes de memória RAM (Random Access Memory ou Memória de Acesso Aleatória, em uma tradução livre), responsáveis por armazenar temporariamente os dados e arquivos gerados pelos programas executados no PC.


Evolução, algo inevitável

De 4 de julho de 1968 (data de fornecimento da patente a Robert H. Dennard) para cá, o potencial da tecnologia alcançou níveis extremamente elevados. O pente de 72 vias era usado pelo Pentium I e foi o primeiro modelo difundido dessa tecnologia. Posteriormente, surgiu o SDR – que realizavam apenas uma leitura por ciclo em Pentiums II e III. Mais tarde, a memória RAM assumiu o formato DDR, dobrando a quantidade de leituras por ciclo e velocidade de troca de dados.




A evolução desse tipo de pente é o chamado DDR2, o qual dobra novamente a capacidade de leitura por ciclo, reduz o consumo de energia, ameniza a interferência de ruídos elétricos e aumenta a frequência do clock. A geração da tecnologia que anda tomando conta do mercado é o DDR3, responsável por transferir dados a uma frequência de 800 a 2400 MHz, economizar cerca de 30% de energia em relação ao seu antecessor e garantir com folga a execução de gráficos e softwares de alta performance.

Como você deve ter percebido, os 512 MB de um pente com 400 MHz eram convenientes há cinco anos, mas hoje essas taxas são precárias e não suprem satisfatoriamente a necessidade de usuários comuns, quem diria a ânsia dos entusiastas e gamers hardcore.

Quando o ar não surge mais efeito

Para acompanhar o aprimoramento dos processadores (os quais hoje chegam a ter quatro núcleos), os pentes de memória ganham cada vez mais agilidade na troca de dados. Esse trâmite de pacotes de bits entre o cérebro da máquina (o processador) e os softwares ativos ocorre de forma extremamente rápida (os modelos DDR3 atingem até 2400 MHz, o que representa, na teoria, 2,4 bilhões de dados enviados por segundo!).

É tanta potência que o ar não tem oferecido resultados satisfatórios na refrigeração desse tipo de recurso eletrônico. A saída das

fabricantes foi apelar para a água! É o caso da Kingston com a sua nova linha de pentes de memória, a HyperX H2O. Os novos modelos da multinacional contam com um sistema de resfriamento composto de líquidos acoplado ao componente.

Segundo os desenvolvedores, a novidade foi projetada para desempenhar altas velocidades em situações extremas. Além disso, a série de memórias RAM é silenciosa e não perde sua confiabilidade por utilizar um sistema de resfriamento diferenciado. Sendo assim, ela é ideal para gamers e entusiastas da informática.

Neste primeiro momento de lançamento, estão disponíveis três kits: um com 6 GB, triple-channel e frequência de 2000 MHz; e outros dois dual-channel, 4 GB de cache e 2000 ou 2133 MHz. De acordo com os responsáveis pelos HyperX H2O, a temperatura do pente não passa dos 65 graus Celsius, longe dos 85 graus prejudiciais para seu funcionamento.

A Kingston ainda oferece garantia vitalícia e suporte técnico 24 horas por dias nos 7 dias da semana. Você nunca teve tanta mordomia, não é mesmo? Se você quiser levar um desses para casa terá que desembolsar de US$ 107 a US$ 235.

Daqui em diante

Podemos observar que o foco de aperfeiçoamento nas tecnologias de memória volátil dos computadores tem sido direcionado não mais para o aumento de armazenamento em cache e sim na velocidade de troca de dados. Com 6 GB, tomando como exemplo um dos produtos da nova linha da Kingston, sua máquina tem capacidade suficiente para rodar os games mais parrudos e programas mais robustos sem titubear.

A tendência daqui para frente é que surjam pentes de memória cada vez mais rápidos, e não “maiores”, como vinha acontecendo até aqui. Entretanto, para usufruir de tanta qualidade e potência de processamento o custo é elevado. Se você está com seu porquinho transbordando e tem o perfil de entusiasta da computação, adquirir um equipamento desse nível é um excelente investimento.

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sábado, 28 de agosto de 2010

Córneas sintéticas oferecem esperanças a deficientes visuais


Córneas sintetizadas em um laboratório melhoraram bastante a visão de dez pacientes suecos que sofriam de deficiências visuais graves. Feitos com colágeno sintético, os implantes podem, no futuro, eliminar as filas de espera por doações de córneas humanas. Eles permitem uma recuperação mais rápida do paciente e não provocam rejeição – problema comum em implantes convencionais.

Os pesquisadores da universidade sueca Linkoping, responsáveis pelo trabalho, enfatizam que este foi um estudo pequeno, com apenas 10 participantes, mas dizem estar otimistas quanto ao possível sucesso do tratamento após testes em grande escala. A pesquisa foi publicada na revista científica Science Translational Medicine.

A córnea é uma camada de tecido transparente que cobre a pupila, a íris e a frente do olho. Ela é composta de colágeno. Danos a essa membrana são a segunda maior causa de cegueira no mundo, afetando quase dez milhões de pessoas. Os implantes são feitos com leveduras e sequências de DNA humano. Uma vez implantados, eles promovem a regeneração dos nervos e células no olho do paciente.


Estudo

Tecido danificado foi retirado das córneas de dez pacientes e substituído por implantes. O grupo foi monitorado durante dois anos após as cirurgias. Dos 10, seis foram capazes de ver quatro vezes mais longe do que antes da operação. Todos tiveram melhorias em sua visão, mas alguns precisaram do auxílio adicional de lentes de contato. Uma das autoras do estudo, a professora May Griffith, da universidade de Linkoping, disse à BBC que a equipe ficou surpresa com os resultados.

"Nosso objetivo era apenas testar a segurança dessas córneas em humanos, então a melhoria na visão foi um verdadeiro bônus". Ela explicou que o sucesso dos implantes está em sua habilidade de permitir que os tecidos do olho se regenerem.
"Os próprios nervos e células do paciente crescem de novo dentro dessa estrutura pré-fabricada, recriando uma córnea que se assemelha ao tecido saudável normal do olho", disse Griffith."Então (a córnea sintética) está essencialmente estimulando a regeneração".

A melhoria na visão dos pacientes foi igual à esperada caso tivessem recebido doações de córneas humanas, mas, em alguns aspectos, a recuperação do olho foi melhor em comparação com os implantes convencionais. "A recuperação dos nervos foi mais rápida em todos os pacientes do que teria sido se tivessem recebido enxertos humanos".

O grupo não apresentou rejeição e não precisou tomar drogas imunossupressoras – como acontece em pacientes que recebem córneas humanas. A córnea retira oxigênio das lágrimas. Os implantes sintéticos foram capazes de produzir lágrimas normais e tornaram-se sensíveis ao toque.

Córneas protéticas, feitas de plástico, já foram usadas em pacientes que tiveram complicações após receber enxertos de córneas humanas. Elas são difíceis de implantar e podem causar infecções, glaucoma e descolamento da retina.


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

‘Barata gigante’ morde homem


Você tem medo de barata? Então vai precisar de uma sandália gigante para matar essa o animal grotesco encontrado por um funcionário do Serviço Autônomo de Abastecimento e Esgoto (Saae), em Sorocaba.

Ao entrar em uma boca-de-lobo para manutenção da rede de saneamento do município, o funcionário foi mordido pela “baratona”. O rasgo foi tão grande, que a vítima precisou levar 3 pontos na perna.

O animal, que mede aproximadamente 60cm e pesa cerca de 5kg, foi encaminhado ao zoológico Quinzinho de Barros para estudo científicos. O biólogo que o receber ficou bastante abismado ao ver a “aberração”.

Segundo o estudioso tudo indica que possa ser um espécime ainda desconhecida pela ciência, ou mesmo uma mutação genética de um animal menor.

Dilma abre 20 pontos sobre Serra e venceria no primeiro turno

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, manteve sua tendência de alta e foi a 49% das intenções de voto. Ela abriu 20 pontos de vantagem sobre o seu principal adversário, José Serra (PSDB), que está com 29%, segundo pesquisa Datafolha.

Realizado nos dias 23 e 24 com 10.948 entrevistas em todo o país, o levantamento também indica que Dilma lidera agora em segmentos que antes eram redutos de Serra. A petista passou o tucano em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Paraná e entre os eleitores com maior faixa de renda.

Em São Paulo, Estado governado por tucanos há 16 anos, Dilma saiu de 34% na semana passada e está com 41% agora. Serra caiu de 41% para 36%. Mesmo na capital paulista, governada por um aliado tucano, a petista também tem 41% contra 35% do rival. A margem de erro máxima da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Todas as oscilações estão dentro desse limite.

Dilma tinha 47% na sondagem do último dia 20. Serra estava com 30%. Marina Silva (PV) tinha 9% e manteve o percentual na atual pesquisa. Hoje há 4% que dizem votar em branco, nulo ou em nenhum candidato. E 8% declaram-se indecisos.

Se a eleição fosse hoje, Dilma teria 55% dos votos válidos (os que são dados apenas para os candidatos) e venceria no primeiro turno.

Serra se mantém ainda à frente em alguns poucos extratos do eleitorado. Por exemplo, entre os eleitores de Curitiba, capital do Paraná, onde registra 40% contra 31% de sua rival petista.

Quando se observam regiões do país, a candidata do PT lidera em todas, inclusive no Sul. Na semana passada, ela estava tecnicamente empatada com Serra, mas numericamente atrás: tinha 38% contra 40% do tucano. Agora, a petista tem 43% e o tucano caiu para 36% entre os eleitores sulistas.

Dilma também ampliou a vantagem num eventual segundo turno. Está com 55%, contra 36% de Serra.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

MENINA DE 1 ANO GRÁVIDA NA CHINA



Na China, uma menininha com apenas um ano de vida

está grávida



No seu interior, ainda bebê, começou-se a desenvolver o corpo de um feto.

A menina, Kang Mengru, começou a ficar com barriga inchada até que foram fazer exames. Através de uma tomografia viram que dentro do seu abdómen crescia uma nova criança parasita.

Os médicos identificaram como uma rara condição que se chama “fetus in fetus” e que acontece quando um embrião absorve o outro durante as primeiras semanas de gravidez.



O que costuma acontecer é que a nova criança fica reduzida a alguma parte humana. Neste caso de Kang, o bebé dela é um feto completo, tal e qual um novo bebé.


A menina vai fazer uma cirurgia para a remoção do feto. O problema é que os médicos não sabem se a criança sairá com ou sem vida.

sábado, 21 de agosto de 2010

Cientistas criam combustível com subprodutos de uísque

Cientistas escoceses estão desenvolvendo um novo tipo de biocombustível feito com subprodutos da fabricação do uísque.

Segundo a equipe da Edinburgh Napier University, em Edimburgo, o álcool butanol proveniente do novo processo seria 30% mais eficiente do que outros biocombustíveis, como o etanol, e poderia ser usado em automóveis.

A universidade está tentando patentear a nova invenção.

Os pesquisadores basearam seus experimentos nos dois principais subprodutos gerados durante a fabricação do uísque: o pot ale, líquido remanescente nos alambiques de cobre após a destilação, e os restos dos grãos utilizados como a cevada.

Segundo a equipe, a indústria do uísque maltado produz anualmente 1,6 milhões de litros de pot ale e 187 mil toneladas de restos de cevada.

Todo esse material poderia ser transformado em combustível que seria usado puro ou em combinação com petróleo ou diesel, dizem os cientistas.

Energia renovável

A equipe, liderada pelo professor Martin Tangney, acredita que o produto também possa ser usado na fabricação de outras substâncias químicas renováveis.

"A União Europeia declarou que biocombustíveis deverão responder por 10% do total de vendas de combustíveis em 2020. Estamos determinados a encontrar novas fontes de energia renovável", disse Tangney.

"Enquanto algumas companhias de energia plantam lavouras para gerar biocombustíveis, nós estamos investigando sobras de materiais, como os subprodutos do uísque, para desenvolvê-los".

O cientista acredita que essa seja uma opção mais sustentável, além de oferecer uma nova fonte de renda associada a uma das maiores indústrias da Escócia, a indústria do uísque.

A equipe está criando uma companhia para tentar levar o novo combustível para o mercado.

Tecnologia

A tecnologia usada no desenvolvimento de biocombustível a partir do uísque foi inspirada em um processo centenário, criado pelo químico Chaim Weizmann.

Weiznann, um refugiado judeu que viveu em Manchester, na Inglaterra, estudou a fermentação do butanol como parte de uma pesquisa para produzir borracha sinteticamente.

O processo foi usado na fabricação de explosivos usados nas duas guerras mundiais.

Mais tarde, o cientista participou da fundação do Estado de Israel e tornou-se o primeiro presidente do país.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Descoberta arqueológica no rio São Francisco para obra


Um sítio arqueológico com fragmentos cerâmicos e gravuras rupestres foi encontrado em um canteiro de obras da transposição das águas do rio São Francisco, em Custódia (que fica a 350 km de Recife).

Os vestígios, que podem ter 9.000 anos, foram achados em uma região de caatinga conhecida por Lage das Onças, no lote 10 da obra, a 40 km da cidade.

A descoberta surpreendeu especialistas também por sua conexão com outra região brasileira, esta na Paraíba, onde há pegadas de dinossauros. A área em Pernambuco abriga ainda ruínas de um engenho e até cartuchos de fuzil que podem ter ligação com o cangaço.

As gravuras, talhadas em pedra, não se assemelham à forma humana ou animal. Segundo os arqueólogos, os desenhos são de "grafismos puros", que nada representam da vida real.

Os fragmentos cerâmicos foram encontrados a aproximadamente cem metros de distância das gravuras, no exato local onde passará o canal do eixo leste da transposição.

A descoberta paralisou os trabalhos de terraplenagem numa área de aproximadamente 20 mil metros quadrados. Os tratores se afastaram e todo o trabalho precisou ser suspenso para que os arqueólogos pudessem resgatar as peças e iniciar o trabalho de avaliação do valor histórico do sítio e dos vestígios encontrados.

Segundo o Ministério da Integração Nacional, após o recolhimento dos fragmentos, a passagem das máquinas pelo local será retomada. Esse trabalho será monitorado pelos pesquisadores, para evitar que eventuais vestígios não recolhidos sejam destruídos --é um trabalho de monitoramento que pode levar vários meses.

O sítio de gravuras rupestres não será afetado pela obra, dizem os arqueólogos. As pedras --algumas com desenhos em forma de pequenos quadrados e com graduações cromáticas-- estão localizadas fora do eixo, no curso de um riacho não perene, sobre o paredão de uma pequena queda d'água que se forma em tempos de chuva.

Recomendada no Rima (Relatório de Impacto Ambiental) e patrocinada pelo ministério, a prospecção arqueológica abrange os dois eixos da transposição, os canais leste e norte.

Na primeira fase da pesquisa, que está acontecendo paralelamente à obra, um grupo de arqueólogos ligados à Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco) já notificou cerca de 80 possíveis achados históricos e pré-históricos.

Além dos fragmentos cerâmicos e das gravuras rupestres, eles encontraram objetos e estruturas que remontariam ao período de atividade dos cangaceiros, como as ruínas de um antigo engenho e cartuchos de fuzil datados de 1912 a 1915.

As descobertas foram mapeadas, fotografadas, catalogadas e, quando possível, recolhidas, num processo conhecido como "salvamento".

Em fevereiro, uma nova equipe de especialistas, do Instituto Nacional de Arqueologia, Paleontologia e Ambiente do Semiárido do Nordeste, assumirá o trabalho de prospecção de toda a área do sítio arqueológico. Os vestígios já encontrados serão estudados.

"É uma oportunidade única de pesquisarmos a mais importante rota do Brasil em paleontologia", disse a coordenadora do instituto, a arqueóloga francesa Anne-Marie Pessis.

Segundo ela, a região tem conexão --apresenta as mesma condição de clima e solo-- com o chamado vale dos dinossauros, localizado em Sousa, município paraibano conhecido por suas inúmeras trilhas de pegadas fossilizadas de animais pré-históricos.

O Ministério da Integração Nacional afirma que os sítios serão preservados.


Obras na BR 101 revelam acervo arqueológico


As obras de duplicação da BR 101 estão revelando um acervo arqueológico surpreendente no Nordeste. Desde o início das escavações, em 2005, entre os Estados da Sergipe e Rio Grande do Norte, já foram localizados 165 sítios históricos e pré-históricos, além de outras 10 ocorrências arqueológicas.

Entre o material encontrado no Nordeste estão vestígios de tribos, vilas e peças produzidas por índios que viveram na região antes e depois da chegada dos portugueses ao Brasil, em 1500. Todo o material histórico é coletado e posteriormente analisado pelo Laboratório de Arqueologia da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).

Desde 2002, uma portaria do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) inclui a necessidade de uma licença arqueológica antes de qualquer obra de grande porte, como é o caso da duplicação da rodovia federal.

A catalogação dos dados já foi concluída no trecho que vai de Natal (RN) a Palmares (PE), faltando ainda a análise dos dados. Já em Alagoas e Sergipe, a fase de coletas teve início em dezembro de 2009, enquanto a busca na Bahia deve começar nos próximos meses.

Pernambuco é o Estado com maior número de achados arqueológicos: foram 101 sítios encontrados. Na Paraíba, foram 25 registros, o mesmo número de Alagoas, que ainda está em fase inicial de coleta de material. O Rio Grande Norte teve 16 sítios encontrados, enquanto Sergipe registrou, até agora, oito sítios com ocorrências arqueológicas.

“Todos os achados são extremamente relevantes, pois sempre trazem algo de novo para o conhecimento de grupos que viveram no passado, sejam ele anteriores ao descobrimento do Brasil ou posteriores”, explicou o professor da UFPE e coordenador geral da pesquisa arqueológica da BR 101 no trecho RN-BA, Marcos Albuquerque.

O professor explica que todo o material é encontrado antes que as máquinas iniciem as obras. Segundo ele, os sítios arqueológicos encontrados são divididos por período: pré-histórico (antes do descobrimento do Brasil) e histórico (que vão do descobrimento até o século 20).

Albuquerque conta que os achados apontam para tribos indígenas com características próprias e que viveram na região há séculos. “Os sítios pré-históricos encontrados são de grupos de agricultores da tradição cultural Tupiguarani. Estes grupos tinham na mandioca seu alimento básico e produziam cerâmica. Já os sítios históricos podem ser vilas, povoados, igrejas etc.. Normalmente eles apresentam cerâmica de origem inglesa”, disse.

O professor de arqueologia explica que a cultura desses índios possui outras características peculiares. “Eles enterram seus mortos em urnas funerárias em cerâmica, moravam em aldeias compostas de varias ocas e passavam em torno de seis anos em cada local e migravam”, assegurou.

Quando concluída a análise dos dados, o material deve ser reenviado para os Estados de origem - caso eles demonstrem condições de guardar os achados históricos. "O Iphan é quem determina a guarda legal deste material. Nós temos um laboratório móvel que se desloca para a área de maior necessidade e, quando estacionado, abre para receber visitas ao material. Normalmente em todos os municípios trabalhados fazemos um trabalho de educação patrimonial em colégios, instituições etc.", explicou o arqueologista.

Obras na rodovia

Segundo o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), o trecho entre Natal (RN) e Palmares (PE) ainda está em obras e deve ser inaugurado ainda neste ano. “A exceção [é] do contorno de Recife [que já está duplicado]. Até dezembro, dos 335 km em obras, 83 km de pistas duplas já estavam liberadas ao tráfego. A previsão para conclusão de todo trecho é dezembro deste ano”, disse o órgão, em nota ao UOL Notícias.

Ainda segundo o órgão, as obras no trecho Alagoas-Bahia ainda aguardam a licença de instalação, que é fornecida pelo Ibama. “A previsão é de que a licença seja emitida até março”, afirmou.

O Dnit assegura que todos os cuidados estão sendo tomados para garantir a preservação do sítios históricos. “Os estudos e ações não só preservam como também localizam e salvam os sítios. Isso ocorre em todas as obras de duplicação executadas pelo Governo Federal. Na duplicação da BR-101 em Santa Catarina, por exemplo, o gerenciamento ambiental das obras garantiu a localização e salvamento dos sítios arqueológicos, citados por pesquisadores dos anos 60, cuja localização exata ninguém sabia”, informou o texto.

domingo, 15 de agosto de 2010

A simples presença da mulher traz benefícios para a saúde dos homens

Um artigo da edição de agosto da revista norte-americana “Demography” mostrou que homens que atingem a maturidade sexual em um ambiente com poucas mulheres disponíveis têm risco de morrer mais cedo. Liderada por Nicholas Christakis, da Universidade de Harvard, a equipe mostrou que a descoberta pode ter implicações importantes para a saúde pública em países como a Índia e a China, onde há mais homens do que mulheres.

A ideia de que a falta de mulheres afeta a longevidade masculina já é discutida há um tempo. Há muitas razões para que essa tese se concretize. É reconhecido que o casamento tem um efeito benéfico para a saúde e a sobrevivência. Como as mulheres são tradicionalmente as que cuidam, esses benefícios afetam mais os homens. Se há menos companheiras em potencial ao redor, os homens podem atrasar o casamento ou renunciar inteiramente a ele, perdendo a delicadeza matrimonial. Além disso, com mais homens e menos mulheres solteiras, a competição intensa por um parceiro tem maior probabilidade de ser estressante. Tais estresses do início da vida podem ter efeitos na saúde que podem durar por anos.

Para comprovar a tese, Christakis e sua equipe utilizaram-se de dois dados demográficos incomuns. O primeiro, conhecido como “Wisconsin Longitudinal Study”, consiste em um terço de todos que se graduaram no ensino médio no estado de Wisconsin, em 1957 – cerca de 10 mil pessoas. A relação homem-mulher para cada graduando é conhecida e oferece um indicador da relação sexual durante os anos de formação dos participantes do estudo.

O segundo dado demográfico consiste de 7½m de homens brancos que participaram do programa da “America’s Medicare”, em 1993. Os pesquisadores encontraram o ano e o estado em que o número de segurança social de cada participante foi emitido, o que aconteceu entre o 15° e o 25° aniversários. A relação entre os sexos de seus contemporâneos foi então calculado a partir de dados censitários a nível estadual.

Na amostra de Wisconsin, Christakis focou naqueles que tinham morrido antes do aniversário 65 anos. Para as mulheres, não havia nenhuma relação significante entre os sexos deles e a idade de sua morte. Para os homens, no entanto, uma relação significativa surgiu. Um aumento do percentual na relação homem-mulher da classe de um homem levou a um aumento da probabilidade dele morrer antes dos 65 anos.

Identidade com chip


Após mais de 100 anos em uso, o documento de identidade ou Registro Geral (RG) sofrerá modificações tecnológicas e, até o final deste ano, as cédulas começam a se transformar em cartões com chip. "Toda a população vai ter que tirar o Registro de Identidade Civil (RIC) ao longo de nove anos, inicialmente, a previsão é de que o custo fique entre R$ 12 e R$ 15 para o portador", segundo o diretor do Instituto Nacional de Identificação (INI) da Polícia Federal, Marcos Elias Cláudio de Araújo. Para 2010, a previsão é de que 100 mil documentos sejam emitidos.

No total, 22 Estados já aderiram ao projeto, dentre eles, Brasília e Rio de Janeiro. São Paulo e Rio Grande do Sul preferiram esperar a medida começar a valer, segundo Araújo. Para alguns locais, a alteração não vai pesar no bolso do cidadão, pois a primeira via do RG já é cobrada. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a taxa é de R$ 28,25; em Santa Catarina é cobrado R$ 13,30 para a emissão da primeira via da cédula de identidade. Já na Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília o custo para tirar o primeiro RG é zero.

Além da despesa da população, o Governo Federal deve desembolsar R$ 1,4 bilhão para a instalação do projeto e emissão de 170 milhões de carteiras, durante os nove anos de adaptação. Para Araújo, os gastos iniciais são balanceados pela economia com o combate à fraude. Os principais ganhos, de acordo com o diretor, são modernidade, garantia de individualidade do cidadão, combate à falsificação e impossibilidade de uma pessoa se passar por outra, pois a codificação do chip deverá bater com a impressão digital do indivíduo. "Os custos ficam balanceados, tem um investimento inicial, mas isso abate depois", explica. Além disso, o banco de dados de digitais dos brasileiros de cada Estado passará a ser nacional, aumentando ainda mais o controle e segurança do País.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Alienígenas: verdade será revelada em breve


Seres alienígenas existem, os governos encobrem casos reais de localização de ETs e a verdade será revelada em breve. Quantas vezes você, cético ou não, já ouviu declarações como estas? Desta vez a afirmação sobre a existência de alienígenas foi feita pelo físico americano Stanton Friedman, um dos mais renomados do mundo. De acordo com o especialista, há uma grande conspiração envolvendo altas autoridades para ocultar a evidência de vida racional no espaço. Para Friedman, seus colegas que tem conhecimento sobre os casos têm receio de revelar a "verdade" por temer a desmoralização da Ciência.

"Alguns ovnis são espaçonaves inteligentes controladas extraterrestremente, e esta é a mior história do milênio", afirmou o físico, segundo a revista "Live Science". Ele afirma que, aos 75 anos tem esperanças de ver a existência de seres alienígenas comprovada: "Eu contiuo otimista. Antes de morrer, eu vou pegar pelo menos uma parte da história, de que não estamos sozinhos no universo".

Aeronáutica vai catalogar ET avistado no céu do País


A aparição de objetos voadores não identificados (Ovnis) no espaço aéreo brasileiro passou a ser oficialmente registrada pelo Comando da Aeronáutica. Portaria publicada ontem no Diário Oficial da União orienta pilotos civis e militares, controladores e demais usuários dos serviço de controle de tráfego aéreo nacional a repassar ao Comando de Defesa Aeroespacial, em Brasília, seus relatos e provas documentais a respeito dos Ovnis e demais aparições extraterrestres.

Tudo que for visto, fotografado ou filmado na imensidão do céu brasileiro (8,5 milhões de quilômetros quadrados ou 34 vezes o tamanho do Reino Unido) e nos 13,5 milhões de quilômetros quadrados sobre o mar nacional será catalogado, copiado e encadernado. O material vai ficar arquivado no Centro de Documentação e Histórico da Força Aérea (Cendoc), no Campo dos Afonsos, na Zona Oeste.

De quando em quando e sem prazo definido, a Aeronáutica vai encaminhar os documentos originais sobre os Ovnis do Cendoc para o Arquivo Nacional, com unidades no Rio e em Brasília. Será nestas unidades que o material poderá se consultado por pesquisadores e demais interessados em relatos sobre seres extraterrestres (ETs) e discos voadores.

Veja imagens da chuva de meteoros

No hemisfério norte, pôde-se ver até 142 meteoros por hora

A chuva de meteoros Perseid iluminou o céu de todo o mundo na noite desta quinta-feira, 12, para sexta, 13. No hemisfério norte, pôde-se ver até 142 meteoros por hora. O fenômeno foi registrado em imagens em várias partes do planeta.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Chuva de meteoros cairá sobre a Terra na noite de hoje


No Brasil, o melhor horário para se assistir à chuva de meteoros será entre a 0h30 e as 2h30 da madrugada do dia 13



A agência espacial norte-americana, a Nasa, informou que a Terra será atingida na noite desta quinta-feira, 12, e na madrugada desta sexta, 13, por uma grande chuva de meteoros Perseid.

Os meteoros que iluminarão a noite terrestre são detritos deixados por um grande cometa chamado Swift-Tuttle que passa pelo sistema solar a cada 133 anos.

Veja o melhor horário para ver os meteoros

No hemisfério norte, o fenômeno terá seu auge entre as 22h de quinta e a madrugada de sexta, quando a frequência de meteoros poderá ser de dezenas por hora.

No Brasil, com a cidade do Rio de Janeiro como referência, o melhor horário para se assistir à chuva de meteoros será entre 0h30 e 2h30 da madrugada do dia 13.



terça-feira, 10 de agosto de 2010

Santo Sudário


TURIM, segunda-feira, 7 de junho de 2010 (ZENIT.org).- Ao concluir no dia 23 de maio a ostensão do Santo Sudário – que desde 10 de abril recebeu milhões de peregrinos em Turim –, ZENIT responde algumas das perguntas mais frequentes que surgem sobre esse “ícone” impresso com sangue, como disse Bento XVI, ao venerar o manto sagrado a 2 de maio na catedral de Turim.

–Os evangelhos mencionam o Santo Sudário?

–Sim, os quatro evangelhos consideram o detalhe do manto que envolveu Jesus em sua morte:

“José, tomando o corpo, envolveu-o num lençol limpo e o colocou num túmulo novo, que mandara escavar na rocha. Em seguida, rolou uma grande pedra na entrada do túmulo e retirou-se.” (Mateus 27, 59).

"José comprou um lençol de linho, desceu Jesus da cruz, envolveu-o no lençol e colocou-o num túmulo escavado na rocha; depois, rolou uma pedra na entrada do túmulo" (Marcos 15, 46).

"Desceu o corpo da cruz, enrolou-o num lençol e colocou-o num túmulo escavado na rocha, onde ninguém ainda tinha sido sepultado." (Lucas 23, 53).

"Os dois corriam juntos, e o outro discípulo correu mais depressa, chegando primeiro ao túmulo. Inclinando-se, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. Simão Pedro, que vinha seguindo, chegou também e entrou no túmulo. Ele observou as faixas de linho no chão, e o pano que tinha coberto a cabeça de Jesus: este pano não estava com as faixas, mas enrolado num lugar à parte." (João 20, 4 - 7).

–Quais características tem o lençol?

–É um sudário de linho manchado com 4,41 metros de comprimento e 1,13 de largura, tecido com um desenho de espinha de peixe de alta qualidade e pouco comum para a época. Apresenta diversas cicatrizes que foram deixadas pelo tempo como manchas, queimaduras e remendos.

–Por que apresenta sinais geométricos?

–Pela ocorrência de um incêndio na capela de Chambéry, em 1532. Uma gota de prata caiu em um dos cantos, causando graves danos. Logo foi reparado. Algumas religiosas clarissas o remendaram. Também apresenta manchas de água na parte central, ao que parece causadas pela água com que se apagou o incêndio.

–Esse Sudário apresenta a imagem impressa de um homem. Quais são sua características?

–É um homem com barba, que jaz morto. Pode ser visto graças a uma impressão e manchas de sangue por meio das feridas sobre o rosto, cabeça, mãos e corpo. Também se vê a parte dorsal do corpo coberta de feridas muito peculiares que atravessam as costas, pernas e descem até a planta do pé. A imagem que aparece é dupla: frontal e dorsal.

Ainda que apresente a imagem deste cadáver, não se registra nenhum resto de decomposição. Portanto, se comprova que foi envolto de um corpo humano durante um breve período, ainda que suficiente para que se imprimisse uma imagem.

–Apresenta sinais de coroa de espinhos?

–Não de uma coroa, mas de um capacete de espinhos. As fotos do Santo Sudário permitem realizar uma “autópsia” teórica, que demonstra que as gotas de sangue dispersas na cabeça derivam claramente de feridas de pontas cravadas em vários pontos. Também são vistas diversas gotas de sangue venoso e arterial que correspondem à complexa rede de veias e artérias da cabeça.

A parte cervical aparece fortemente castigada, como se a coroa de espinhos fosse continuamente apertada contra a cabeça. Se o homem do Santo Sudário for Jesus Cristo, pode-se ver que usou a coroa durante o caminho do Calvário e também na cruz, adicionando maior suplício. É importante explicar que nenhuma documentação histórica fala que os homens crucificados foram coroados com espinhos.

–Apresenta sinais de flagelação?

–Sim. O flagelo usado contra o homem do Santo Sudário era dilacerante e contundante, entrava na pele; Mel Gibson se baseou em estudos do Santo Sudário para a cena da flagelação de Cristo no filme “A Paixão”. Os estudos demonstram que, como mostra o filme, cada golpe desgarrava a pele, provocando sangramento. Os chicotes apresentam três pontas terminadas em duas bolas metálicas. Este tipo de flagelo foi encontrado em escavações arqueológicas, sobretudo nas catacumbas romanas.

O número de golpes recebidos, segundo os estudos do Santo Sudário, foram cerca de 120, sem contar os que não foram possíveis de ser estudados por conta do incêndio de 1532. Cada golpe gera um impacto de 8 centímetros quadrados e o volume contundido de 12 centímetros cúbicos.

–Por que se considera que o homem do Santo Sudário esteve crucificado?

–Porque há sinais de pregos nas munhecas, não nas mãos, como diz a tradição, que Jesus foi crucificado, com pregos nos tornozelos, não nos pés.

Antigamente os crucificados eram atados à cruz por meio de cordas e com pregos. Também há sinais de uma lança que atravessou sua costela, a que se refere o evangelho de João.

O homem do Santo Sudário carregou uma madeira horizontal da cruz atada nos braços, como também mostra o filme “A Paixão de Cristo”. Com o toque da corda em seu corpo se abriram novamente as feridas da flagelação. No homem do Santo Sudário estas feridas podem ser vistas na escápula, antebraço e ombro direito.

–Por que são tão famosos os negativos dessa imagem?

–O fotógrafo Secondo Pia foi o primeiro a fotografá-lo em 1898. Ao revelar o negativo se deu conta que a imagem mostrava o rosto e o corpo do homem do Santo Sudário no positivo, o que indica que o rosto do homem foi gravado naquele Sudário em imagem negativa. Posteriormente foram feitas mais fotos e a impressão da imagem saiu com melhor qualidade e o negativo oferecia um contraste natural e uma nitidez impressionante. Poder-se-ia dizer que a impressão do Santo Sudário é como um negativo que se converte em positivo.

–É certo que o Santo Sudário tem características tridimensionais?

–Sim. Em 1976 os físicos John Jackson e Eric Jumper, com Kenneth Stevenson, Giles Charter e Peter Schmacher, estudaram a fotografia do Sudário com um programa especial chamado “Interpretation Systems VP-8 Image Analyzer”, nos laboratórios de Sandia Scientific Laboratories, em Albuquerque, Novo México. O resultado mostrava que a fotografia tinha uma dimensão “codificada”, com profundidade, diferente de qualquer outro desenho ou pintura que pudesse ser submetido ao analisador de imagens.

Por isso, medindo a intensidade deste colorido, pode-se perfeitamente calcular e reproduzir, como numa estátua, o relevo do corpo envolto por esta “tela”.

Este resultado do VP8 não foi obtido nunca com nenhuma outra imagem artística.

–Como o Sudário chegou a Turim?

–Segundo fontes mais tardias, um sudário com o retrato de Jesus foi levado para Jerusalém e Edesa (atual Urfa, ao leste da Turquia), onde foi utilizado segundo uma tradição para apresentá-lo a Abgaro V, rei de Edesa (reinou de 13-50), convertendo-se ao cristianismo. Mas depois que seu filho voltou ao paganismo foram perdidas as pistas deste lençol.

No ano de 525 Edesa sofreu uma inundação. Durante sua reconstrução apareceu um sudário com a imagem de Jesus. Imediatamente foi reconhecido como o Sudário que cinco séculos antes foi trazido de Jerusalém ao rei Abgaro. A imagem de Jesus é descrita como “não feita por mãos humanas”.

No ano de 943, o Sudário foi levado a Constantinopla, onde foi recebido festivamente pelos fiéis. Durante o saque de Constantinopla, em 1294, segundo o testemunho de Robert de Clary, o Sudário desaparece: “Nem grego nem francês sabe para onde foi o Sudário quando a cidade foi tomada”, diz.

A documentação histórica voltou a falar do Santo Sudário em 1355, sob a propriedade do cavaleiro Godofredo I de Charny. Ao morrer, o Santo Sudário foi herdado por sua irmã Margarita, que não teve descendência. Em 1418, foi levado a Lirey, um pequeno povoado ao norte da França, para protegê-lo das guerras com a Inglaterra.

Margarita, em 1453, entrega o Santo Sudário aos Duques de Savóia. Em 1502, é inagurada a Sainte Chapelle, em Chambéry, para custodiar o Santo Sudário. Em 1532 houve um incêndio nessa capela. Em 1535, o Santo Sudário viajou por Turim, Milão, Vercelli e Niza, devido à invasão das tropas francesas em Chambery. Em 1578, chegou a Turim para ficar. Mas só em 1706 foi transportado por um tempo a Genova. Também entre 1938 e 1953 foi transportada à abadia Beneditina de Montevergine, para protegê-lo dos possíveis ataques durante a Segunda Guerra Mundial. Logo regressou à catedral São João Batista de Turim, onde está atualmente.

–De quem é o Santo Sudário?

–Desde 1983 é propriedade da Igreja Católica, pois após a morte do rei Humberto II de Savóia foi entregue ao Papa João Paulo II.

–De quanto em quanto tempo são realizadas exposições do Santo Sudário?

–Não existe uma periodicidade. O manto se expõe em tempos especiais por vontade do Papa. Desde que chegou a Turim, foi exposto em 1737 com motivo do casamento do duque Carlos Manuel III de Savóia. Logo foi exposto novamente em 1868, e em 1898 para celebrar os cinquenta anos da família Savóia como reis da Itália. Em 1931, foi exposto novamente com o casamento do príncipe Humberto de Savóia (logo rei Humberto II). Em 1978 e em 1998, para comemorar o primeiro centenário das fotografias do Santo Sudário. Foi exposto mais uma vez no ano 2000, com motivo do grande Jubileu e agora em 2010 por vontade do Papa Bento XVI.

-Um estudo em 1988 disse que se tratava de um falso medieval...

–É certo. Em 1988 foi extraído um fragmento do Santo Sudário para determinar cientificamente sua origem. Três laboratórios de Carbono 14 da Grã-Bretanha, Suíça e Estados Unidos calcularam que não podia ter mais de oito séculos. Imediatamente os meios de comunicação disseram que se tratava de um falso medieval. O então arcebispo de Turim, cardeal Anastasio Alberto Ballestero, reconheceu diante dos meios de comunicação que a peça não era autêntica.

Contudo, muitos cientistas e arqueólogos começaram a suspeitar sobre como alguém, sem que existisse a fotografia, pudesse falsificar no tempo medieval uma imagem com tantos detalhes e que é possível ver tão claramente somente nos negativos das fotos, com tal exatidão anatômica patológica e cultural. Por isso as investigações continuam.

O fragmento do Santo Sudário que foi utilizado para este estudo é muito pequeno. Foi recortado do canto superior que foi remendado e tocado por milhares de pessoas quando as exposições eram feitas sem nenhum tipo de proteção entre os séculos XIV e XIX. Por isso alguns pensam que os resultados desses estudos foram dados porque estavam muito contaminados.

–Outros dizem que se trata de uma obra de arte.

–Impossível. Em 1978, foi realizado um rigoroso exame do corpo, os braços e o tórax onde se comprova que não foi usado nenhum tipo de pigmento para pintar o Santo Sudário. Ao contrário, as fibras simplesmente parecem descoloradas, como ocorre com um jornal quando se expõe à luz do sol. As aparentes manchas de sangue não apresentam nenhum pigmento diferente. Durante a análise se chegou à conclusão de que se trata de sangue real.

–O que demonstra que este sudário estava em Jerusalém?

–Nos estudos realizados, foram encontradas partículas de poeira que incluem grãos de pólen de dois mil anos de idade de uma planta local de Jerusalém. Restos de pólen deste tipo também aparecem em alguns fósseis que foram encontrados no Mar Morto. Graças a outros tipos de grãos de pólen foi demonstrado o percurso que o Santo Sudário fez chegar até Turim.

–Se sempre foi tão importante o Santo Sudário, existem documentos históricos que se referem a ele?

–Sim, muitos. Foquemos em um: há um manuscrito que se chamaCodex Prey. Está datado entre 1192-1195. Tem cinco ilustrações, que representam a crucificação, o declínio da cruz, a unção do corpo de Cristo na sepultura e Cristo ressuscitado.

As ilustrações mostram um lençol em escala real, e com proporções idênticas ao Santo Sudário. O corpo de Jesus aparece completamente desnudo, como no Santo Sudário, algo insólito em um desenho do século XII e na mesma posição em que aparece o Santo Sudário.

Algo muito curioso é que o tecido do manto que envolveu Jesus se apresenta no formato de espinha de peixe, muito pouco frequente nessa época. Apesar de que o desenho seja rudimentar, não deixa escapar esse detalhe. O desenho apresenta também os mesmos buracos que se formaram neste Sudário antes do incêndio de 1532.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Cientistas de três países conseguem bloquear a ação do protozoário causador da malária


Principal causa da morte das crianças africanas e responsável pelo óbito de 1 milhão de pessoas apenas em 2008, a malária é um desafio para os cientistas, que ainda não conseguiram desenvolver uma forma de prevenir a doença. Uma equipe de pesquisadores internacionais, porém, acredita ter descoberto como tornar ineficaz o ataque do parasita plasmodium, transmitido para homens e animais pela fêmea do mosquito Anopheles stephensi. Em testes com ratos de laboratório, eles conseguiram bloquear a ação do protozoário com doses de antibióticos já existentes no mercado. A administração dos medicamentos seria uma “vacina natural”, segundo os cientistas da Inglaterra, da Alemanha e do Quênia.

O objetivo da pesquisa era descobrir uma terapia-alvo que atacasse o apicoplasto (1), uma estrutura celular fundamental para o desenvolvimento do plasmodium. Com base em recentes dados genéticos, os cientistas sabiam que essa organela era o alvo perfeito para um ataque medicamentoso ao parasita, que se aloja e se desenvolve nas células do fígado. Quando entra no órgão, levado pela corrente sanguínea da pessoa picada pelo mosquito infectado, o plasmodium invade as células hepáticas e se reproduz. O parasita consome as células vermelhas do corpo e, a cada ciclo reprodutivo, libera toxinas no sangue.

A ideia dos pesquisadores foi verificar se a administração preventiva de antibióticos conseguiria bloquear a reprodução do Plasmodium falciparum, a forma mais letal do protozoário, caso uma pessoa fosse picada pelo anopheles. No laboratório, os ratos foram expostos ao plasmodium mas, antes que o protozoário começasse a se reproduzir no fígado, os animais receberam dois tipos de antibióticos: clidamicina e azitromicina. Quando estavam a caminho do órgão, as células do plasmodium foram surpreendidas pelo antibiótico, que atacou o apicoplasto. Ele conseguiu chegar ao fígado, mas ficou impedido de se reproduzir.

Dentro do organismo, os parasitas permitiram que o organismo os identificasse, criando fortes anticorpos para combatê-los. Segundo o estudo, depois disso, diante de novos parasitas, o corpo pode reconhecê-los e destruí-los. “Testes clínicos são necessários para saber se essa abordagem vai funcionar bem com humanos. Se tiver sucesso, a administração periódica de antibióticos às populações de alto risco, como crianças pequenas, podem ser uma ferramenta valorosa para controlar ou eliminar a malária em regiões de alta transmissão”, diz a pesquisa, publicada hoje no periódico especializado Science.

Imunização

Em entrevista ao Correio, um dos autores do estudo, o parasitologista Kai Matuschewski, afirma que a imunização com antibióticos pode ser mais eficaz que qualquer outro método em teste. “Com substâncias como a clidamicina e a azitromicina, somos capazes de atacar o apicoplasto. Fazendo isso, os parasitas vão amadurecer, mas não vão conseguir infectar as células vermelhas do sangue. Esse amadurecimento total dos parasitas dentro do fígado permite a propagação de uma quantidade bem maior de anticorpos do que os observados em vacinações experimentais”, diz. “Em comparação às vacinas (2), o método oferece a vantagem de ativar todo o repertório de antígenos contra o parasita, fornecendo imunização para todos, o que significa que, independentemente das diferenças genéticas, qualquer indivíduo conseguirá ativar seu sistema imunológico”, acrescenta o cientista.

De acordo com Matuschewski, um dos antibióticos testados, a azitromicina, tem se mostrado seguro quando administrado em tratamentos de massa para populações vulneráveis, incluindo crianças; além disso, atualmente já é produzido em combinação à clidamicina para o tratamento da malária. Para testar os efeitos preventivos dos antibióticos em humanos, o parasitologista diz que, primeiramente, é necessário escolher um pequeno grupo de voluntários. “Se tivermos sucesso, podemos usar a profilaxia periódica em uma quantidade maior de indivíduos que vivem em áreas de grande risco de transmissão da malária”, diz. “Isso, obviamente, depende da quantidade de fundos que conseguiremos levantar para fazer esses estudos clínicos”, lembra.

Considerada uma doença negligenciada, a malária não costuma atrair a pesquisa de grandes laboratórios. Além disso, organizações não governamentais como Médicos sem Fronteiras e Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas denunciam que, mesmo quando são lançados novos medicamentos, as populações mais pobres não conseguem acesso a eles. Matuschewski afirma que esse é um assunto que o preocupa. “Apesar de um aumento recente no fundo global, existe uma contínua necessidade de financiamento e comprometimento político para controlar doenças infecciosas que ameaçam a vida, mas que são potencialmente preveníveis”, alerta o médico.
1 - Genoma descrito

Há oito anos, uma equipe de cientistas da Universidade de Melbourne, na Austrália, anunciou o sequenciamento genético do Plasmodium falciparum, a espécie mais mortal da malária. Eles descobriram que o parasita da doença se desenvolve a partir de uma pequena estrutura parecida com a das plantas, a Organela apicoplasto, que precisa fazer fotossíntese para sobreviver. A pesquisa foi fundamental para o desenvolvimento de remédios mais eficazes contra a doença.
2 - Invento brasileiro

Está previsto para o próximo ano o lançamento de uma vacina promissora contra a malária, desenvolvida a partir de uma descoberta do cientista brasileiro Victor Nussenzweig, pesquisador do Departamento de Patologia da Escola de Medicina da Universidade de Nova York. A imunização está nas últimas fases de testes e, até agora, teve 60% de eficácia.

Crianças africanas são imunizadas

Um estudo publicado na edição on-line do periódico científico PLoS ONE explica o surgimento de uma nova vacina para prevenir a forma mais letal da infecção pela malária. A substância mostrou-se promissor, sobretudo, para proteger crianças — que são a maioria dos pacientes vulneráveis à doença. A equipe de pesquisadores internacionais conduzida pelo Centro de Desenvolvimento de Vacinas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, e pela Universidade de Bamako, em Mali, na África, afirmou ter conseguido sucesso na imunização de crianças que vivem no país do oeste africano.

Segundo os cientistas, a vacina estimulou de forma satisfatória o sistema imunológico. Os níveis de anticorpos produzidos pelo organismo das crianças foi, inclusive, mais alto do que os verificados em adultos que desenvolveram imunidade natural contra o parasita, depois de uma longa vida de exposição à malária. “Essas descobertas implicam que talvez tenhamos atingido nosso objetivo de usar uma vacina para reproduzir a proteção natural, que normalmente leva muitos anos de extensa exposição para se desenvolver”, disse o principal autor de estudo, Christopher V. Plowe.

No mundo

Em áreas do mundo como a África, onde a malária ocorre, particularmente, de forma desenfreada, os jovens são os mais vulneráveis à doença, já que ainda não conseguiram construir a mesma imunidade que os adultos. Uma criança morre de malária a cada 30 segundos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Cerca de 300 milhões de novos casos surgem a cada ano no mundo, atingindo, principalmente, as crianças africanas.

A nova vacina, chamada FMP2.1/AS02A, foi baseada em uma variante do parasita plasmodium falciparum — o mais comum e mais letal dos encontrados na África — e ataca a malária quando o protozoário encontra-se na corrente sanguínea. Esse estágio ocorre depois que a pessoa é picada pelo mosquito, quando o parasita se multiplica no sangue, provocando o aparecimento da doença.

A imunização foi testada em 100 crianças de Mali, de 1 ano a 6 anos, das quais 60% foram imunizadas. Elas receberam três doses da vacina e, durante um ano, ainda apresentavam fortes anticorpos contra a malária. Agora, os pesquisadores pretendem realizar um novo estudo, incluindo 400 crianças de Mali, para comprovar a efetividade da FMP2.1/AS02A. O próximo teste também vai examinar se a vacina, embora direcionada a apenas uma variante da doença, pode proteger contra todas as outras formas de malária existentes.


México:Peixe gigante é encontrado no golfo


Cientistas americanos conseguiram filmar o raríssimo peixe-remo, que pode atingir 17 metros de comprimento, no golfo do México. Essa pode ser a primeira filmagem já feita do Regalecus glesne em seu habitat.

O grupo de pesquisadores utilizou veículos não tripulados emprestados por empresas petrolíferas para encontrar esse peixe, que normalmente só é visto na superfície do mar quando está próximo da morte.

"Nós vimos essa coisa vertical, clara e brilhante. Aproximamos um pouco a imagem e dissemos 'isso é um peixe!'", disse o coordenador da pesquisa Mark Benfield em entrevista ao repórter da BBC Jody Bourton.

O pesquisador da Universidade da Louisiana comentou que, a princípio, julgou que a câmera estivesse filmando um encanamento para extração de petróleo.

Para ele, essa deve ter sido uma filmagem inédita do peixe-remo nadando em seu habitat natural, pois um registro colhido no Oeste da África em 2007 não conseguiu confirmar se o peixe era mesmo o Regalecus glesne.

O peixe é tido como o mais longo peixe vertebrado de que se tem notícia.

Com o veículo operado por controle remoto, os cientistas puderam seguir o peixe-remo por cinco minutos, até que o perderam de vista.

As estimativas iniciais são de que o exemplar media de 5 a 10 metros.

Parceria

O registro do Regalecus glesne só foi possível graças ao Projeto Serpente, uma parceria entre pesquisadores de todo o mundo e empresas petrolíferas, incluindo a Petrobras.

As companhias permitem que cientistas utilizem sua tecnologia avançada para pesquisas em águas profundas.

"Isso proporciona uma oportunidade maravilhosa para aprendermos mais sobre vida nas profundezas do Golfo do México. Termos encontrado o peixe-remo durante nossa exploração foi um bônus fantástico".

"É tudo muito empolgante. Minha visão para o Projeto Serpente no Golfo do México é estabelecer um grande sistema de observação das profundezas do golfo, usando centenas de veículos não-tripulados", disse o pesquisador.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Vida complexa surgiu há 2 bilhões de anos

Estranhos fósseis oriundos do Gabão, na África Ocidental, podem acabar com a pasmaceira biológica que parecia reinar na Terra até uns 600 milhões de anos atrás.

Essa era a data mais aceita para a origem da vida complexa, com muitas células, mas os tais fósseis têm 2,1 bilhões de anos e, segundo seus descobridores, representam seres multicelulares, como os animais e plantas tão comuns no planeta hoje.

A proposta, que se baseia numa análise química detalhada dos supostos cacos de seres vivos do Gabão, está na edição de hoje da prestigiosa revista científica "Nature".

O trabalho é assinado por Abderrazak El Albani, da Universidade de Poitiers (França), e Stefan Bengtson, do Museu Sueco de História Natural, entre outros membros da equipe internacional.

O primeiro passo do grupo foi mostrar que as estruturas, medindo no máximo uns poucos centímetros e com aparência que lembra vagamente flores ou corais, eram mesmo de origem biológica.

Tarefa relativamente fácil, já que a vida tem um gosto bem específico para átomos de carbono. Conforme se desenvolvem, os seres vivos absorvem preferencialmente uma forma desse elemento; portanto, estruturas com proporção elevada desse tipo de carbono quase certamente derivam de criaturas vivas.

MOLÉCULAS COMPLEXAS

"Outro argumento importante que eles usam é a presença de esteranos, substâncias que são uma forma alterada de moléculas que hoje só existem em eucariontes [formas de vida com células complexas] ", explica Thomas Rich Fairchild, pesquisador do Instituto de Geociências da USP.

É verdade, no entanto, que existem muitos eucariontes de uma célula só. Embora o homem pertença a essa categoria, os parasitas da malária e as amebas também são eucariontes, embora sejam unicelulares. Por isso, o argumento final da equipe tem a ver com a forma dos fósseis.

Após fazer uma tomografia dos restos, eles constataram uma estrutura complexa, radial (ou seja, em forma de raio), vagamente parecida com o que se vê numa estrela-do-mar ou anêmona.

A coisa, seja lá o que ela fosse, parece ter crescido lentamente, com a adição de camadas de matéria orgânica nas pontas, como um coral, mas sem rigidez -as "dobrinhas" parecem ter sido moles antes da fossilização.

Os pesquisadores nem se arriscam a especular que tipo de criatura era ou como vivia, mas afirmam que o mais provável é que se tratasse mesmo de um organismo multicelular, talvez formador de colônias -de novo, como os corais dos mares de hoje.

"O trabalho é importante, e os autores têm cacife para propor essa explicação, mas não fico muito satisfeito com alguns dos argumentos", diz Fairchild. Um dos grandes problemas, lembra o pesquisador da USP, é explicar como essa suposta vida multicelular mais antiga estaria relacionada à que veio depois, essa sim bem documentada.

Como quase não há registros no buraco que separa 2,1 bilhões de anos de 600 milhões de anos, pode ser que se trate de um experimento abortado da vida multicelular, um ensaio que não vingou. Assim, as criaturas do Gabão não seriam ancestrais de nenhum ser vivo de hoje.

E não dá para descartar a possibilidade de que sejam grupos de seres unicelulares.
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