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sábado, 3 de julho de 2010

Computação nas nuvens?


O governo dos Estados Unidos, buscando modernizar tecnologia e reduzir custos, está embarcando na onda do chamado "cloud computing" ou "computação na nuvem", mas questões de privacidade e segurança precisam ser superadas durante a transição, disseram autoridades norte-americanas nesta semana.

Em uma indústria nova e em rápido crescimento, empresas como Google, Microsoft e Salesforce.com estão tentando se mover rapidamente em direção à oferta de serviços de "computação nas nuvens", a prática de armazenar informações e operar programas de computador em centrais de dados remotas que podem ser acessadas pela internet.

O foco é atrair como clientes grandes corporações e o governo dos EUA, que gasta cerca de US$ 80 bilhões todos os anos com tecnologia.

"A computação nas nuvens salva o dinheiro dos contribuintes", afirmou Mike Bradshow, que lidera o programa de "cloud computing" do Google, em audiência no Congresso dos EUA.

As empresas de tecnologia defendem que a "computação nas nuvens" permite colaboração mais fácil entre funcionários, reduz o tempo para instalação de softwares em milhares de computadores pessoais e dá flexibilidade a norte-americanos trabalhando remotamente, o que ajuda a diminuir o consumo de energia pela necessidade de menos viagens.

O maior temor em relação à adoção do "cloud computing" pelo governo dos EUA refere-se à segurança de dados e redes de informação de possíveis ataques cibernéticos ou o roubo de dados por organizações criminosas.

A audiência era para avaliar os benefícios e riscos da "computação nas nuvens". Legisladores e autoridades do governo disseram que embora existam estimativas muito amplas sobre as possíveis economias de custos, as questões acerca de segurança, privacidade e gerenciamento de dados permanecem sem resposta.

"À medida que nos movemos em direção à computação nas nuvens, precisamos ser vigilantes em nossos esforços para garantir a segurança de informações do governo, proteger a privacidade de nossos cidadãos e resguardar os interesses da segurança nacional", disse o chefe de informação dos EUA, Vivek Kundra, a legisladores.

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