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sábado, 15 de maio de 2010

Menor robô do mundo transporta átomo ao longo de DNA


Cientistas nos Estados Unidos anunciaram a criação do menor robô do mundo, do tamanho de uma molécula.

Por enquanto, ele aprendeu "apenas" a andar, parar, voltar e transportar átomos de ouro. Mas estruturas assim podem ser utilizadas, no futuro, tanto na medicina quanto na informática, dizem cientistas.

A máquina tem poucos nanômetros de tamanho, ou um centésimo de milésimo da espessura de um fio de cabelo. Ainda não anda para os lados, apenas em uma "pista" linear criada pelos cientistas.


O truque é usar moléculas de DNA como material de construção dessa pista, e enzimas que se agregam a ela para fazer as pernas (três ou mais) que permitem ao robô andar.

Como as reações químicas da "pista" com as "pernas" são bem conhecidas, os cientistas sabem que tipo de sequência de DNA colocar na pista para dar comandos ao robô como "pare" ou "dê meia volta".

A pista não lembra em nada uma avenida. Ela parece uma minúscula cama de pregos, e as pernas do robô se conectam aos pregos que encontram pelo caminho, feitos de DNA dobrado.

As descobertas estão em dois estudos publicados no periódico "Nature". Um deles, da Universidade de Nova York, enfocou a capacidade desses robôs de se agregarem. O outro, da Universidade Columbia, se concentrou em fazê-lo andar.

O robô é de um tipo chamado pelos cientistas de "DNA walker", "pedestre de DNA", em tradução livre. O "DNA walker" de Columbia percorreu 100 nanômetros (100 bilionésimos de metro). Pode parecer pouco, mas isso é cerca de cem vezes o tamanho do robô.

Busque e destrua

Essa tecnologia anima os pesquisadores. Eles imaginam um futuro (ainda distante) em que robôs assim poderão ser programados para andar livremente pelo organismo.

Eles poderiam, por exemplo, procurar células doentes, diz Milan Stojanovic, especialista em robótica molecular de Columbia, e tentar curá-las (ou matá-las antes que criem um tumor, por exemplo).

"Mas o que fizemos foi só uma demonstração. A tecnologia está só no começo." Ele diz que mais demonstrações dessa tecnologia aparecerão na próxima década. "Mas aplicações práticas provavelmente estão muito mais distantes", conta.

Seu colega Nee Seeman, da Universidade de Nova York, diz que qualquer previsão agora é totalmente especulativa. "Mas eu estou muito empolgado."

O transporte de ouro que sua equipe conseguiu mostra também que talvez medicamentos possam ser carregados por esses robôs pelo corpo um dia.

Outro motivo de empolgação é lembrar que o DNA se replica sozinho, ao contrário do plástico ou do silício. Se no futuro fosse possível utilizar robôs que funcionassem utilizando apenas o DNA e suas enzimas, talvez fosse possível programar as máquinas também para se reproduzirem sozinhas.

Uma possibilidade interessante, que os cientistas devem explorar no futuro, é criar uma máquina desse tipo que não estraga nunca. Ela poderia se reproduzir, fazendo com que suas "filhas" ocupassem seu lugar antes de parar de funcionar.

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